TRABALHADORES SUL-AFRICANOS LUTAM CONTRA POLÍTICA NEOLIBERAL DE MINERADORA MULTINACIONAL


ÁFRICA DO SUL
Mineradora Amplats anuncia corte de seis mil empregos na África do Sul

Joanesburgo - 
A empresa líder mundial na produção de platina Amplats anunciou o corte de seis mil empregos na África do Sul, fazendo aumentar os receios de novos conflitos sociais no setor  mineiro do país. Esta medida foi mal recebida pelo Governo sul-africano, que a classificou como um comprtamento "infantil".



Em Agosto, 34 trabalhadores morreram em confrontos com a polícia, nas imediações da mina de platina de Lonmin, por   estarem fazendo greve por melhores salários.
Desde então, os mineradores sofrem repressão com armas e muita violência a medida que se manifestam durante as manifestações
Na realidade, as greves foram favoráveis para os sul-africanos pois levou a uma série de aumentos salariais. Entretanto, essa pressão por aumentos salariais desmotivou os investidores acostumados com retornos extraordinários.
Em Janeiro, a Amplats havia anunciado um plano de reestruturação que levaria ao corte de 14 mil empregos numa tentativa de poupar 429 milhões de dólares por ano.

A empresa adiantou que os objetivos de poupança continuam abaixo das previsões e que por isso irá sair  das zonas mineiras conflituosas e dividir a operação de Rustenburg em três unidades, indicando que a supressão dos postos de trabalho atingirá essencialmente as minas próximas dessa localidade, a 120 quilômetros de Joanesburgo, epicentro das greves e manifestações ocorridas em 2012.

A Amplats explicou que a redução de efetivos é necessária para viabilizar a empresa que, em 2012, declarou perda de  lucratividade no ano.
Os sindicatos indicaram que contestariam qualquer redução de postos de trabalho, prometendo marcar novas greves.
O corte de seis mil empregos deverá reduzir a capacidade de produção em 250 mil onças este ano, cerca de 11 por cento da produção total do ano passado.

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