FERNANDO HADDAD DESMONTA ESQUEMA CRIMINOSO DOS QUADRILHEIROS PSDB/DEM-AMIGOS DO PIG!

Mauro Ricardo se tornou funcionário de carreira da Receita Federal em 1993 e, em 1995, foi trabalhar com o então Ministro do Planejamento, José Serra. Desta forma, tornando-se uma espécie de “secretário do esquema” de Serra pois sempre que o tucano ocupava um cargo público, Mauro Ricardo estava lá, destacado da equipe.

EUA CONTINUA VIOLANDO AS LEIS INTERNACIONAIS IMPUNEMENTE

Os Estados Unidos sequestram 

O presidente Obama deu ordem para o rapto de Abu Anas al-Libi (de seu verdadeiro nome Nazih Abd al-Hamid al-Ruqhay), a 6 de Outubro de 2013 na Líbia. 
Uma equipe da Delta Force realizou a operação secretamente.
Mesmo considerando que al-Libi fosse um alvo legítimo para os Estados Unidos, como o declarou o secretário de Estado John Kerry, este rapto constitui uma violação do direito internacional e da soberania da Líbia.
Em 1995, este jihadista, que se tinha juntado a Ossama Bin Laden no Sudão participou numa tentativa abortada para assassinar o presidente egípcio Hosni Moubarak. Fugiu, refugiando-se em Doha (Catar).
Em 1996, os serviços secretos britânicos (ora o MI5, ora o MI6) financiaram uma célula da Al-Kaida para assassinar o líder líbio Mouammar el-Kadhafi [1]. Anas Al- Libi serviu de intermediário à transacção e obteve assim asilo político no Reino Unido. Ele viveu em Manchester até à sua inculpação, em 2000, nos Estados Unidos.
Em 2000, ele tinha sido acusado pelo Tribunal do distrito sul de Nova Iorque de ter procedido em 1993 ao registo fotográfico que teria permitido atacar, cinco anos mais tarde, as embaixadas dos EUA de Daar es-Salam e Nairobi, a 7 de Agosto de 1998, matando 12 Americanos (e acessoriamente 214 outras pessoas e causando mais de 5. 000 feridos não-americanos). Assim que a « Lista de suspeitos mais procurados pelo FBI » foi criada em Outubro de 2001, ele figurava nela e uma recompensa de 5 milhões de dólares foi oferecida pela sua captura.
Diversas fontes asseguram que esteve preso no Irã de 2003 a 2010, data em que ele voltou à Líbia. Entretanto, a 6 de Junho de 2007, a Amnistia Internacional afirma que ele está na realidade preso numa prisão secreta da CIA [2].
Em Dezembro de 2010, o representante da Líbia na Onu indica que Al-Libi e a sua família estão de retorno ao seu país, no quadro de uma paz negociada por Saif el- Islam Kadhafi sob o controle dos EUA. Com outros membros da Al-Kaida e sob a autoridade de Abdelhakim Belhaj [3], ele participa, a partir de Fevereiro de 2011 (quer dizer três meses após), nas operações da Otan na Líbia conduzindo ao derrube da Jamahiriya e ao linchamento de Mouammar el-Kadhafi. Um dos filhos de al-Libi foi assassinado como represália pelos nacionalistas em Outubro de 2011.
Raptado pelo secretariado da Defesa dos EUA, em Tripoli (Líbia) a 6 de Outubro de 2013, Abu Anas al-Libi foi, segundo o New York Times, transferido para bordo do USS San Antonio, no mar Mediterrâneo, para aí ser « interrogado » [4] fora da proteção do sistema penal dos EUA [5]. Ele poderá « eventualmente » ser remetido dentro de algumas semanas ou meses à Justiça americana.
O USS San Antonio é um navio de desembarque cujos porões foram transformados em prisão secreta pela Marinha dos EUA. Os detidos são aí interrogados segundo um programa baseado nas técnicas do Dr. Martin Seligman [6]. O objectivo não é obter confissões, mas sim o de condicionar as vítimas. Oficialmente, o presidente Barack Obama teria fechado as prisões secretas dos EUA e teria interdito o uso da tortura.
Os Estados Unidos não haviam reivindicado operações de sequestro, em violação do direito internacional, desde o de Ahmed Abdulkadir Warsame, na Somália, a 19 de Abril de 2011(que foi tornado público dois meses mais tarde).

[1] « David Shayler : J’ai quitté les services secrets britanniques lorsque le MI6 a décidé de financer des associés d’Oussama Ben Laden » (em Francês-David Shailer : Deixei os serviços secretos britânicos logo que o MI6 decidiu financiar os associados de Osama Ben Laden), Réseau Voltaire, 18 de Novembro de 2005.
[2] Ele figura em n°37 na lista dos « USA : Off the Record. U.S. Responsibility for Enforced Disappearances in the "War on Terror" » (em inglês « EUA : off the Record-A responsabilidade dos E.U. Nos desaparecimentos forçados na "Guerra ao Terror"- Amnistia Internacional-ndT ), Amnesty International, 6 de Junho de 2007.
[3] Abdelhakim Belhaj, numero dois da al-Kaida aquando da guerra contra a Líbia e da guerra contra a Síria, é um eminente colaborador da Otan. Cf. ao no sso dossier.
[4] “U.S. Said to Hold Qaeda Suspect on Navy Ship” (em Inglês « Os E.U. Dizem deter suspeito da al-Kaida em navio da Marinha »-ndT) , por Benjamin Wiser e Eric Schmitt, The New York Times, 6 de Outubro de 2013.
[5] “How the U.S. Is Interrogating a Qaeda Suspect” (em Inglês « Como os E.U. interrogam suspeitos da al-Kaida »-ndT), por Charlie Savage e Benjamin Weiser, The New York Times, 7 de Outubro de 2013.
[6] « Le secret de Guantánamo » (em Francês, « o segredo de Guantánamo »-ndT), por Thierry Meyssan, Odnako/Réseau Voltaire, 28 de Outubro de 2009.

FERNANDO HADDAD DESMONTA ESQUEMA MILIONÁRIO - QUADRILHA DE CORRUPÇÃO MONTADA POR AUDITORES FISCAIS DE CARREIRA QUE FORAM PROMOVIDOS PARA CARGOS IMPORTANTES NA SECRETÁRIA DA RECEITA MUNICIPAL, NA GESTÃO SERRA-KASSAB DA PREFEITURA DE SÃO PAULO

Quatro auditores fiscais são presos em operação que desvendou esquema milionário de corrupção na Prefeitura

Operação foi realizada em conjunto entre Prefeitura de São Paulo, através da Controladoria Geral do Município, com o Ministério Público do Estado (MPE)
A Prefeitura de São Paulo, através da Controladoria Geral do Município, criada pelo prefeito Fernando Haddad, em ação conjunta com o Ministério Público do Estado, deflagrou na manhã de hoje, 30, a Operação Necator, que investigou um esquema milionário de corrupção nos cofres municipais. As investigações duraram cerca de sete meses e contaram com o apoio da Secretaria Municipal de Finanças e dos membros da Agência de Atuação Integrada contra o Crime Organizado, que conta com a participação, entre outros, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, da Polícia Civil e da Polícia Federal.

NSA TENTA EXPLICAR A ESPIONAGEM INTERNACIONAL AO CONGRESSO AMERICANO

Diretor da NSA nega a captação de milhões
de chamadas na Europa


WASHINGTON, 29 Oct. (a Europa PRESS) - O diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, Keith Alexander, assegurou que as informações sobre a suposta captação de milhões de chamadas na Europa são "completamente falsas" e aclarou que estes dados correspondem a agências de Inteligência estrangeira e a comunicações realizadas, na sua maioria, fora da Europa.
Alexander compareceu esta terça-feira ante a comissão de Inteligência da Câmara de Representantes e, contra o hermetismo mantido pelo Governo, negou de plano as informações sobre a suposta espionagem em massa de chamadas na Itália, França e Espanha, segundo informa o portal de notícias 'Politico'.

O principal responsável da NSA disse que estes dados procedem de agências de Inteligência estrangeira e a comunicações que, na sua maioria, foram captadas fora da Europa. "Não é informação de cidadãos europeus que tenhamos recolhido nós", aclarou.
"Representa, acredito, informação que nós e os nossos aliados da OTAN recopilamos para defender os nossos países e apoiar as operações militares", acrescentou, em umas declarações que assemelham-se à versão publicada pouca antes pelo jornal 'The Wall Street Journal'.

O diário, que cita fontes oficiais norteamericanas informou de que as ligações telefônicas às quais teria tido acesso a NSA correspondem a comunicações captadas pelos serviços de Inteligência espanhol e francês. Neste sentido, assegura que os documentos filtrados pelo ex-analista da NSA Edward Snowden teriam sido interpretados mal.
Tanto Alexander como o diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, defenderam no Congresso os programas de vigilância de estrangeiros levados a cabo por agências norteamericanas. Clapper sublinhou que aparentemente não espiam de forma categoricamente "ilegal" ou "indiscriminada" a "cidadãos de nenhum país".

"Não espiamos a ninguém a não ser por propósitos de Inteligência exterior válida", apostilou Clapper, que não obstante também reconheceu que as agências cometeram muitos "erros", segundo 'The New York Times '.

GRUPO SIRIO TORTURA MULHERES COM O AVAL NORTEAMERICANO

Revelada a tortura e assassínio
de mulheres raptadas


Uma Síria de 22 anos testemunhou perante uma cadeia de TV nacional ter colaborado com grupos de terroristas armados em Duma, localidade da província de Damasco, e ter sido cúmplice no rapto de mulheres assim como nas torturas a que eram submetidas no decurso de interrogatórios antes de serem assassinadas.
As declarações de Sabah Othman, uma Síria de 22 anos nascida em Duma, foram difundidas este fim de semana pela TV síria. No início do seu testemunho ela disse ter-se casado aos 14 anos e ter sido abandonada pelo seu marido três anos depois.
Ela travou então conhecimento com um certo Ala’a Mahfoud, originário de Harasta, que afirmou querer desposá-la. Este indivíduo pô-la em seguida em contacto com dois membros do grupo Loua’a al Islam, ligado ao aliado norteamenricano, o Exército «sírio livre» (ESL).
O líder do grupo Zahran Alloush, fez a jovem Sabah Othman participar nos interrogatórios das mulheres raptadas. Ela explicou diante das cameras que o seu papel  consistia em bater nas prisioneiras que recusavam responder no decurso dos interrogatórios, o que ela fazia com a ajuda de uma outra mulher. Ela revelou também que, depois dos interrogatórios, os membros do ESL «degolavam as mulheres raptadas e deitavam os seus corpos sem vida junto a um açouge».
A jovem Sabah Othman lembra-se perfeitamente das mulheres que interrogou. A primeira foi Samira Assaf, mãe de quatro crianças. Tal como as outras vítimas, Samira Assaf foi degolada e o seu corpo foi deitado perto dum açouge onde os cães o devoraram.
A jovem Othman precisa que os terroristas gravaram tudo isto em vídeo. Dunya Omar, a segunda mulher que ela interrogou foi abatida logo em seguida com uma bala na cabeça e o seu corpo foi abandonado perto de um esgoto. Uma outra mulher raptada, Fadya Daher, foi violada e torturada durante dias pelo chefe do grupo antes de ser assassinada.
 
 
A jovem cúmplice dos terroristas acrescentou que os membros do Loua’a al Islam adoptavam uma imagem de pessoas muito religiosas diante do público enquanto se drogavam e raptavam mulheres sem qualquer remorso. No final das suas declarações, a jovem Sabah Othman advertiu as pessoas que colaboram com os terroristas do perigo ao qual se expõem. Ela considerou que, tal como os casos de mulheres raptadas que ela acabava de invocar no seu testemunho, muitas outras mulheres foram assassinadas para as impedir de revelar os crimes do ESL.

 

DÍVIDA DO JAPÃO ATINGE 16 DÍGITOS


A dívida do Japão atingiu os 1009 bilhões de ienes (7,7 bilhões de euros), um valor inquietante numa altura em que o Governo planeja cortar 62 milhões de euros na despesa.
A dívida do Japão representa cerca de 245% do Produto Interno Bruto, segundo o FMI, instituição que pediu, segunda-feira, às autoridades um plano orçamental credível a médio prazo para reduzir o endividamento.

JAPÃO - PRINCIPAIS BANCOS ESTÃO SENDO INVESTIGADOS POR SUSPEITA DE LIGAÇÕES AO CRIME ORGANIZADO


No Japão, as ligações perigosas entre os bancos e as máfias vão ser investigadas pelas autoridades. Os três principais bancos do país vão ser submetidos a auditorias por parte da autoridade de fiscalização bancária na sequência do escândalo que envolve o banco Mizuho.

DILMA FALA SOBRE O MEGA CAMPO DE LIBRA - CONFIRA!

Dilma afirmou que todos os brasileiros serão beneficiados com essa enorme riqueza gerada pelo petróleo, que será transformada em educação e saúde de qualidade, em desenvolvimento produtivo e em criação de empregos para todos os brasileiros, da Amazônia aos pampas. “Libra sozinho vai gerar cerca de R$ 1 trilhão só para o governo – União, Estados e municípios – nos próximos 35 anos, dos quais mais de R$ 600 milhões irão para a saúde e a educação. Em novembro, o governo federal receberá R$ 15 bilhões, que é o valor do bônus de assinatura que as empresas pagam para ter direito a explorar o petróleo em Libra. O restante começa a ser pago dentro de cinco anos, e se prolongará ao longo dos próximos 35 anos”, disse.

"ENDIREITANDO" O SOCIALISMO FRANCES

François Hollande é socialista?

Com a nova reforma da aposentadoria, primeiro governo de esquerda da V República atenta contra as conquistas sociais.
O primeiro-ministro francês Jean-Marc Ayrault anunciou no dia 27 de agosto de 2013 uma nova reforma do sistema de aposentadoria com uma ampliação do tempo de contribuição para 43 anos. É a primeira vez na história da V República que uma maioria de esquerda se levanta contra este símbolo do progresso social, conquistado a preço de muitas lutas: o direito à uma existência digna nos últimos anos de vida. Nem o presidente Jacques Chirac (1995-2007), nem Nicolas Sarkozy (2007-2012) – ambos de direita e de inclinação neoliberal — se atreveram a adiar a tal ponto a idade mínima para se aposentar. [1]

Argumento usado por Hollande é que o aumento da expectativa de vida exige uma ampliação do tempo de contribuições
Jean-Pierre Raffarin
Entretanto, quando se encontrava na oposição, Hollande condenou com vigor a ampliação do tempo de contribuição para 41 anos, depois das reformas de 2003 (Ley Fillon), de Chirac: “O projeto do governo Raffarin [primeiro-ministro] suscita três objeções importantes por parte dos socialistas: a rejeição à uma filosofia que consiste em pedir aos assalariados que trabalhem mais tempo para ganhar menos. A ampliação do tempo de contribuição — 40, 41, 42 anos e até mais se assim for necessário — era a posição dos empresários, agora é a solução do governo Raffarin”. [2]

Quando, em 2010, Sarkozy ampliou novamente o tempo de contribuição, Hollande não deixou de estigmatizar esse atentado contra uma grande conquista social valorizada pelos cidadãos franceses: 
É a reforma mais injusta arbitrada pelo presidente Sarkozy. Ele quis mandar um sinal aos mercados e aos sócios europeus. Escolheu fazer com que os pobres e aqueles que começaram a trabalhar cedo paguem. Esta reforma vai penalizar aqueles que entraram cedo na vida ativa e que poderiam se aposentar aos 60 anos, porque tinham todos os seus direitos, mas que terão de trabalhar não apenas 41 anos, mas 42, 43 ou inclusive 44 anos”. [3]

Mas, uma vez no poder, longe de revogar as reformas de Fillon e Sarkozy, Hollande as validou e foi além, atentando contra todo um setor de pessoas vulneráveis: os idosos. De fato, para poder se aposentar com uma aposentadoria integral , os trabalhadores terão de contribuir mais, até 43 anos. 
Agora veja, é notório que o desemprego das pessoas com mais de 50 anos é cada vez mais significativo, como o dos jovens. A consequência previsível é que eles terão de se aposentar sem ter contribuído o suficiente para ter o benefício de uma aposentadoria integral, o que vai resultar no aumento da pobreza e da precariedade das pessoas da terceira idade.

O argumento usado por Hollande — costumeiramente usado pelos neoliberais — é que o aumento da expectativa de vida, agora considerado um obstáculo, exige uma ampliação do tempo de contribuições. Agora veja, se a expectativa de vida aumenta, é precisamente porque as pessoas trabalham menos tempo e podem disfrutar de sua aposentadoria com boa saúde. Assim, a reforma de Hollande terá impacto sobre o estado de saúde dos trabalhadores e, portanto, sobre sua expectativa de vida.
Por outro lado, esta reforma — exigida pela Comissão Europeia— que prevê, além disso, um aumento dos impostos diretos e em consequência uma diminuição dos salários, é um contrassenso econômico. De fato, agrava a austeridade para os idosos que não têm anos suficientes de trabalho — cujas aposentadorias vão diminuir automaticamente — e para os jovens que vão entrar mais tarde no mercado de trabalho por causa da saída deferida por seus predecessores. Assim, a diminuição dos salários devido à alta dos impostos diretos e à diminuição das aposentadorias vai ocasionar uma redução do consumo e, portanto, uma baixa da atividade econômica, que será traduzida em um aumento do desemprego, para desembocar na diminuição dos recebimentos do Estado (impostos não pagos pelos novos desocupados) e um aumento de seus gastos (para pagar os subsídios do desemprego).
Desde que chegou ao poder, François Hollande multiplicou as decisões favoráveis aos conglomerados econômicos e financeiros, particularmente com o benefício fiscal às empresas de 20 bilhões de euros e com a recusa em regular o mundo financeiro apesar das promessas eleitorais. Também adotou medidas contra o interesse geral e contra os setores mais modestos, com o aumento do IVA e a reforma do sistema de aposentadoria. A consequência foi imediata: o Partido Socialista perdeu todas as oito eleições parciais levadas a cabo sob a presidência de Hollande desde a sua eleição em maio de 2012, entre as quais cinco circunscrições onde tinha maioria presidencial.




1. Jean-Marc Ayrault, “Réformes des retraites: garantir notre système, corriger les injustices“, Portail du Gouvernement de la République française, 27 août 2013. (site consultado no dia 1 de setembro de 2013).
2. François Hollande, “Discours de clotûre au Congrès de Dijon“, 18 de maio de 2013, Parti Socialiste. (site consultado no dia 1 de setembro de 2013).
3Agence France Presse, “Retraites : Sarkozy a choisi ‘la réforme la plus injuste’ selon Hollande”, 16 de junho de 2010.
* Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se chama Cuba. Les médias face au défi de l’impartialité, Paris, Editions Estrella, 2013, com prólogo de Eduardo Galeano.

A invasão Afeganistão iniciada a 7 de Outubro de 2001 não vai acabar.

Ocupação prolonga-se
para lá de 2014
Os governos norte-americano e afegão concluíram o acordo bilateral para a manutenção da presença militar dos EUA no país depois de 2014, quando findar a missão de combate da NATO. 
Em conferência de imprensa conjunta realizada em Cabul, o secretário de Estado e o presidente títere do Afeganistão informaram que existe concordância quando à modalidade de intervenção e ao número de bases.

Apreciações dispares quanto ao conteúdo do texto permanecem, no entanto, em relação à questão da imunidade dos soldados norte-americanos, com John Kerry a considerar que a questão está ultrapassada e um dos seus assessores a garantir, horas depois da divulgação dos termos do documento, que se assim não fosse na verdade não haveria tratado, e Hamid Karzai vem discordando publicamente e a manter em aberto esse aspecto do estatuto das tropas dos EUA. 
Em causa está o julgamento dos soldados acusados de crimes em tribunais militares norte-americanos ou pela justiça afegã.

Reagindo ao anúncio feito pelas autoridades de Washington e Cabul, a direção talibã advertiu para as «graves consequências» do prosseguimento da ocupação norte-americana do território. De acordo com declarações atribuídas ao mullah Omar, alegado líder do movimento, citadas pela Lusa, os talibãs prometem incrementar a luta armada.
Um relatório publicado pelo Pentágono há pouco mais de uma semana admite que 2143 militares norte-americanos morreram no Afeganistão nos últimos 12 anos, e que o número de feridos e estropiados de guerra ascende a quase 20 mil.

A invasão iniciada a 7 de Outubro de 2001 e a guerra e ocupação que lhe sucederam terá já custado aos EUA mais de seis trilhões de dólares, estimam fontes oficiais. O atual contingente norte-americano no Afeganistão ascende a 54 mil militares.

ESTADOS UNIDOS CONTINUA PRATICANDO TERRORISMO CONTRA OS GOVERNOS LATINOAMERICOS

Em retaliação, três diplomatas venezuelanos foram expulsos dos EUA depois de três diplomatas dos EUA serem expulsos da Venezuela, acusados de conspirar contra o governo de Maduro. Com os diplomatas seguiu o relatório completo e minuciosos da conspiração.
O relatório sobre a tentativa de conspiração contra o governo venezuelano de Nicolas Maduro é extenso e minucioso e destina-se ao secretário de Estado norte-americano John Kerry. Nele a diplomacia venezuelana fornece fotografias, declarações e testemunhos de todas as movimentações dos diplomatas norte-americanos, designadamente reuniões que os três funcionário das embaixada dos EUA em Caracas, Kelly Keiderlang, encarregada de negócios, David Moo, vice-cônsul e Elizabeth Hussman tiveram com o governador do estado de Bolívar, Libório Guaruya, um opositor ao governo de Maduro e que, segundo as autoridades venezuelanas, é uma das figuras fundamentais da conspiração.
«O relatório está à ordem do secretário de Estado dos EUA, John Kerry», disse o chefe da diplomacia venezuelana, Elias Jaua: «Se ele quer saber o que fazem os funcionários aqui, se é que não sabe, aqui está toda a informação, com fotos, com declarações de testemunhas, carros (usados), reuniões gravadas e fotografadas, da atuação absolutamente ilegal destes funcionários da embaixada dos Estados Unidos», revelou Elias Jaua.
Segundo o ministro venezuelano, depois desta visita dos três funcionários agora expulsos ao governador Libório Guaruya «começou uma onda de protestos, a ocupação violenta do Hotel Amazonas, quando estavam presentes ministros do governo bolivariano», afirmou Jaua.
Das movimentações devidamente explanadas e referidas como documentadas, o ministro das Relações Externas afirma que os diplomatas dos EUA terão reunido com dirigentes indígenas, «para promover uma rebelião no estado de Amazonas» e que, depois, neste mesmo estado, terão reunido «na sede da organização (opositora) Súmate», fato que, afirmam, está devidamente comprovado com fotos, gravações e depoimentos que seguiram no relatório enviado a Washington.
Depois, refere ainda o ministro Jaua, na cidade de Bolívar os referidos diplomatas dos EUA «reuniram-se com líderes sindicais da direita para incentivar e atiçar a paralisação da Sidor (Siderúrgica Nacional) e outras empresas fundamentais da região de Guayana, para fomentar bloqueios de avenidas e provocar frustração nas pessoas».


Ordem de expulsão

Aos diplomatas norte-americanos em questão foi dado um prazo de 48 horas, que expirou quarta-feira, 2, para abandonarem a Venezuela. Essa ordem de expulsão partiu do presidente venezuelano Nicolas Maduro que, durante a cerimónia do bicentenário da batalha de Bárbula (batalha pela independência da Venezuela onde caiu Anastacio Girardot, companheiro de Simon Bolívar), assegurou ter na sua posse todas as provas da conspiração da diplomacia norte-americana: «Tenho as provas na minha mão», disse Maduro explicando que estes três diplomatas dos EUA se dedicaram, durante vários meses, a reunir-se com os sectores da extrema-direita, financiando-os e estimulando-os a desencadearem ações de sabotagem do sistema eléctrico venezuelano e da própria economia do país. 
E, prossegue o presidente Maduro: «Disse ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Elías Jaua, que procedesse de imediato à expulsão, dando-lhes 48 horas para saírem do país. Fora da Venezuela, ‘yankees go home'», precisou.
Na sequência deste incidente o presidente venezuelano, segundo a Prensa Latina, anunciou a criação de um Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria, entidade para a qual, explicou, contribuirão todos os organismos de investigação do país.


Programa para o socialismo
Entretanto, Nicolas Maduro apresentou esta semana, para discussão no parlamento venezuelano, um programa de governo para ser executado nos próximos seis anos. Elaborado pelo ex-presidente, entretanto falecido, Hugo Chavez, este projeto de transição do país para uma sociedade socialista assenta em cinco objetivos estratégicos: 
defesa, expansão e consolidação da independência nacional; prosseguimento na construção do socialismo; conversão da Venezuela numa potência social, económica e política; desenvolvimento de uma nova geopolítica internacional e contribuição do país para a preservação da vida no planeta.
É um programa que incorpora propostas que foram chegando, designadamente através de um portal na web, num processo de consulta popular convocado pelo ex-presidente Hugo Chavez logo após a sua reeleição para um quarto mandato, em 7 de Outubro de 2012. No último trimestre do ano passado, realizaram-se, em todo o país, refere a Prensa Latina, assembleias populares, das quais chegaram mais de 10 mil propostas agora condensadas nestes cinco objetivos estratégicos plasmados no programa de governo entregue esta semana pelo governo venezuelano ao presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.

INSTABILIDADE NO SISTEMA DE SAUDE NORTEAMERICANO

Não é Shutdown
é Lock-out
Quando há duas semanas o governo dos EUA foi «encerrado», ficaram paralisadas as suas funções «não essenciais». E não, não me refiro à máquina imperialista que semeia pelo globo a morte e a destruição. 
Essa é essencial, pelo menos àqueles que fabricaram esta crise. Refiro-me sim, a agências como as que controlam a segurança no trabalho, que avaliam a necessidade de apoio alimentar de famílias carenciadas ou mesmo aquelas que certificam a qualidade dos alimentos que se comem nas escolas.

Desde dia 1 de Outubro, quase um milhão de trabalhadores foram proibidos de continuar a trabalhar e privado de qualquer remuneração. Em resposta à crise política instalada, o Dow Jones rejubilou e subiu 62 pontos. 
Se tal não fizer sentido, talvez seja um problema de tradução: aquilo que chamo «encerramento», que os americanos chamam «shutdown» e que a comunicação social estes dias apelida de «paralisação» não é mais nem menos do que aquilo a que a nossa Constituição proíbe taxativamente: o lock-out.

À superfície, o «encerramento» aparenta ser somente o corolário da intransigência do Partido Republicano em aprovar o orçamento deste ano fiscal. 
Como a Constituição dos EUA proíbe o governo de gastar dinheiros públicos sem uma licença anual do Congresso, os republicanos, que controlam a câmara baixa, podem fazer reféns de quase tudo: do Orçamento do Estado ao aumento do teto da dívida pública, que entrou em incumprimento dia 17 de Outubro. Mas uma análise mais profunda ajuda-nos a compreender o optimismo de Wall Street e o verdadeiro porquê deste gigantesco lock-out.
Até há poucos dias, a exigência dos republicanos empurrados pelos radicais do Tea-party (um movimento de massas com matizes fascistas) era o bloqueio do novo sistema de saúde, mais conhecido como ObamaCare. Inicialmente concebido por thinktanks republicanos, o Obamacare apresenta-se como um remendo para os 50 milhões de estado-unidenses sem acesso à saúde, que passariam a poder comprar com mais facilidade um seguro e, ao mesmo tempo, corporiza uma expansão massiva dos mercados das seguradoras, impondo a obrigatoriedade de se ser cliente de um «prestador de saúde» a toda a população. 

A estabilidade deles 
é a nossa instabilidade 

Mas no passado dia 14 de Outubro, os representantes no Senado dos partidos Democrata e Republicano emergiram sorridentes para anunciar que se aproximava um consenso. 
Um acordo que permitiria, pelo menos temporariamente, estender o teto da dívida e permitir aos trabalhadores públicos voltar ao trabalho. Como moeda de troca não foi jogado o Obamacare, mas sim a imposição de novos cortes na despesa social.

Parece cada vez mais claro que a condição para a reabertura do governo será o presente com que os banqueiros norte-americanos sonham há décadas: um ataque monstruoso à segurança social e ao Medicare Medicaid (sistemas de saúde públicos e gratuitos para pobres e idosos), velhas conquistas da classe operária americana. 
Esse é o consenso a que os dois partidos do grande capital chegarão, clara e infalivelmente. Os republicanos poderiam assim desistir de bloquear o Obamacare e, em troca, os democratas facilitariam um acordo bipartidário contra os programas sociais básicos, em nome da sua salvação e sustentabilidade, claro.

Até aqui nada de novo, tendo em conta que o próprio Obama já tinha imposto, por conta própria, várias remessas de cortes às funções sociais do Estado. Mas a austeridade que poderá servir de base a um futuro acordo para desbloquear a crise augura já contornos funestos: no mês passado, os republicanos recusaram uma oferta de Obama para tornar permanentes cortes sociais no valor de 70 biliões de dólares inicialmente impostos pelo «sequestrador», o mecanismo de cortes automáticos na despesa. 

O novo valor dos cortes que democratas e republicanos estão negociando só poderá ser muito superior, com efeitos demolidores para a segurança social, o medicare e o medicaid.

À hora do fecho desta edição, ainda nenhum desfecho era certo e várias possibilidades flutuavam sobre perigosas incertezas. Certo, é apenas que na raiz da crescente disfuncionalidade do sistema político americano está a aceleração da crise estrutural do capitalismo. E também que a cada vez mais difícil estabilização das suas taxas de lucro se consegue com a desestabilização das nossas vidas. E também que a rearrumação das suas forças se consegue pela desarrumação dos nossos sonhos.

DESIGUALDADE GLOBAL

Cresce o fosso entre ricos e pobres
O crescimento da riqueza mundial em 68 por cento na última década foi acompanhado pela sua concentração na classe e blocos imperialistas dominantes.
Segundo um relatório elaborado por um instituto de pesquisa afeto ao banco Credit Suisse, o recorde histórico de cerca de 241 trilhões de dólares em ativos globais, que deverá ser atingido este ano (mais 68 por cento que em 2003), não se repercute numa mais justa distribuição dessa riqueza. Pelo contrário, afirma o documento divulgado a meio da semana passada.

Atualmente, 86 por cento da riqueza está na posse de 10 por cento da população. O conjunto de ativos detidos pela elite possidente – um por cento dos mais abastados –ascende a 46 por cento do total mundial. Dito ainda de outra forma, dois terços dos habitantes adultos da Terra detêm somente três por cento da riqueza.
Idêntico cenário de desigualdade se verifica entre regiões do planeta. Segundo os cálculos do Credit Suisse, citados pela Reuters, apesar da progressão das fortunas e da sua concentração nos países emergentes – e mais concretamente no Brasil, Rússia, Índia e China –, foi nos EUA que se concentraram três quartos do crescimento da riqueza nos últimos dez anos, com os ganhos especulativos a contribuírem decisivamente para tal.
Em seguida surge a Europa Ocidental, o que resulta do fato de entre as nações que mais viram crescer a riqueza de uns poucos, entre 2012 e 2013, estarem, atrás dos EUA e da China, a Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha e Espanha.
A tendência confirma-se quando é estimada a riqueza per capita, com a Suíça, a Noruega e o Luxemburgo a surgirem entre os cinco primeiros.
Ainda de acordo com os dados patrimoniais apurados pelo Credit Suisse, dos cerca de 99 mil indivíduos cuja riqueza líquida ultrapassa os 50 milhões de dólares, mais de metade têm residência fiscal nos EUA. Na Europa Ocidental, albergam-se quase 25 mil dos mais «endinheirados» do planeta.

O LEILÃO DE LIBRA FOI UM SUCESSO

Libra, uma das bacias do pré-sal, é  a  mais importante reserva petrolífera já descoberta no Brasil e a estimativa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é que possa produzir em dez anos até 1,4 milhão de barris de petróleo por dia – mais de metade de toda a produção atual brasileira."O governo está muito satisfeito com o leilão de Libra.O leilão foi um sucesso. É o maior do gênero que já tivemos nos país"

A oferta de repasse de 41,65% da produção à União,  "não deixou o governo menos feliz porque é 41,65% dos lucro obtidos com essa exploração. Como sabemos que esse reservatório é muito rentável, então é 41,65% de um bolo grande.
Mantega empolgado com o futuro do país salientou que “no futuro haverá mais leilões com consórcios entre empresas e  a Petrobras”. Mantega afirmou que o governo não cogita mudar o formato do leilão, "não vejo razão para uma mudança no modelo, principalmente agora que nós vimos que funciona".
Ministro Mantega lembrou que a exploração do campo ajudará a balança comercial deste ano e acelerará consideravelmente o desenvolvimento do país nos próximos anos.

Grupo com Petrobras, Shell, Total e chineses vence 1º leilão do pré-sal