CASO SNOWDEN - REINO UNIDO CONTRA O JORNALISMO

 
Governo britânico forçou
 
Guardian a destruir provas

O governo britânico obrigou o jornal The Guardian a destruir os documentos sobre programas de espionagem norte-americanos e ingleses, fornecidos por Edward Snowden.
A denuncia foi feita por Alan Rusbridger, editor do jornal, num artigo que conta o sucedido e transcreve as palavras que lhe foram dirigidas por um alto responsável do governo britânico. «Vocês têm-se divertido muito. Agora queremos os documentos de volta», terá ameaçado.
Rusbridger adiantou que inicialmente foi contactado por esse «alto funcionário do Governo», que lhe disse representar «a opinião do primeiro-ministro». Posteriormente, teria tido dois encontros com o referido indivíduo que lhe exigiu «a devolução ou a destruição de todo o material sobre o qual o jornal estivesse trabalhando».
O The Guardian trabalhava então sobre o programa de vigilância em massa levado a cabo pela Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana e pela agência de espionagem e segurança britânica, a GCHQ, com base nos milhares de documentos secretos que lhe tinham sido entregues pelo antigo consultor norte-americano Edward Snowden.
Alan Rusbridger refere ainda que o Governo ameaçou intentar uma ação judicial para tentar recuperar os documentos secretos se o jornal não procedesse, por si próprio, à destruição dos mesmos. E revela: «Então ocorreu um dos momentos mais bizarros da longa história do Guardian (…), quando dois peritos em segurança da GCHQ vigiaram a destruição dos HDs na cave do jornal para se certificarem de que não restava nada que pudesse ser passado a agentes chineses», relatou o editor.
Este artigo do The Guardian surge na altura em que as autoridades britânicas são contestadas pela detenção durante nove horas do brasileiro David Miranda, companheiro do jornalista do The Guardian que trabalhou com Snowden na revelação dos programas de vigilância. Alan Rusbridger alerta, em conclusão, para o perigo de poder não faltar muita para que «se torne impossível para os jornalistas terem fontes confidenciais», matando-se, assim, uma das prorrogativas mais importantes do jornalismo no escrutínio da vida pública.

MAIS UM GOLPE FINANCIADO PELOS EUA

Os Estados Unidos

e o golpe no Egito
A CIA reconheceu pela primeira vez a sua participação, juntamente com os serviços secretos britânicos, no golpe de estado militar no Irã, em Agosto de 1953.
O movimento golpista derrubou o então primeiro-ministro progressista Mohamed Mossadeg – que «desafiara» os Estados Unidos e a Grã-Bretanha ao defender a nacionalização da indústria petrolífera persa – e devolveu o poder absoluto ao xá Reza Pahlevi.

Documentos secretos desclassificados em 2011, mas só agora revelados em Washington, explicam que a ação militar contra Mossadeg e o seu governo de frente nacional foi dirigida pela CIA «como um ato de política externa norte-americana».
Os círculos anti-imperialistas em todo o mundo denunciaram ao longo de décadas a conivência norte-americana nesse golpe no Irão. Nesse e em dezenas de outros golpes e assassinatos cometidos contra regimes e personalidades progressistas na Ásia, na América Latina e em África.

Não será necessário esperar mais 60 anos até se comprovar a cumplicidade dos Estados Unidos no golpe de estado militar do passado 3 de Julho no Egito. Ali, as forças armadas, lideradas pelo general Abdel Fatah al-Sisi, derrubaram o presidente eleito Mohamed Mursi, reprimiram brutalmente os apoiantes encabeçados pela confraria dos Irmãos Muçulmanos, prenderam os seus chefes e impuseram o estado de emergência no país.
A reação do Ocidente ao golpe militar no Egito limitou-se às palavras.

O presidente Barack Obama garantiu com hipocrisia que «não toma partido» entre os dois lados do conflito. O seu secretário da defesa, Chuck Hagel, prometeu trabalhar para «pôr fim à violência e facilitar a reconciliação». E dirigentes da União Europeia condenaram o «excesso de força» e pediram «contenção», «respeito pelos direitos humanos» e «diálogo».

Mas, para além das cínicas declarações dos dirigentes dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus, e de uma ou outra medida sem impacto – como o cancelamento de manobras militares conjuntas entre norte-americanos e egípcios – há os fatos.

Aliado comprador
E os fatos mostram que, depois do tratado de paz com Israel, em 1979, o Egipto é um país fundamental para os interesses imperiais dos Estados Unidos e para a sua estratégia de dominação no Médio Oriente.
O Cairo é o segundo maior destinatário da «ajuda» bilateral económica e militar norte-americana, logo depois de Telavive, tendo recebido em 2012 cerca de 1.5 bilhões de dólares, a maior parte (1.3 bilhões) destinada a «assistência» bélica.
Segundo o jornal espanhol «El País», a «ajuda» militar estado-unidense ao Egipto inclui a formação de oficiais (500 a 1000 por ano) nas academias dos EUA. No ano passado, cerca de 80 por cento do armamento do ministério da defesa egípcio foi adquirido aos Estados Unidos. 
Em 2010 o Egito encomendou 20 aviões F-16 à empresa Lockeed Martin, por 2.5 bilhões de dólares, e, em 2013, vai comprar 1.200 tanques M1A1 Abrams Battle à empresa General Dynamics.
Também no quadro desta dependência militar – as forças armadas egípcias são financiadas, armadas e treinadas pelos Estados Unidos –, o governo do Cairo autoriza porta-aviões e outros navios da marinha de guerra norte-americana a atravessar o Canal de Suez entre o Mediterrâneo e o Golfo Pérsico. E permite, claro, que os petroleiros cruzem o Mar Vermelho: em 2012 passaram o Suez 3.600 petroleiros, transportando três milhões de barris de crude, um comércio vital para os Estados Unidos.
Um outro aspecto da vergonhosa submissão política e militar do Cairo em relação a Washington é o papel que o Egipto desempenha, desde os acordos de Camp David, no policiamento da Península do Sinai, contribuindo para o bloqueio da Faixa de Gaza e para a «segurança» de Israel na sua guerra de agressão e anexação contra o povo palestino e outros povos árabes da região.
Por todas estas razões, é cada vez mais evidente que, no complexo processo em curso no Egipto, repleto de contradições, os Estados Unidos estão apostando fortemente no reforço do domínio daquele país norte-africano – ontem com o governo islâmico de Mursi, hoje com os militares de al-Sisi. 
E, em caso de necessidade, a «solução» que o imperialismo encontrou para a vizinha Líbia pode ser repetida no Egipto…
Um indicador claro da participação norte-americana no golpe de 3 de Julho é a entrada em cena da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Kuweit, fiéis aliados dos Estados Unidos. Inimigos dos Irmãos Muçulmanos, apoiam a ditadura militar do Cairo e desbloquearam já 9 bilhões de dólares de ajuda económica ao Egipto.

ATENÇÃO ZN! A CARAVANA DO PT CHEGA NO DOMINGO! PARTICIPE!


PKK OBRIGA O PRIMEIRO MINISTRO DA TURQUIA A AMPLIAR OS DIREITOS DOS CURDOS

Erdogan promete direitos aos curdos
 
O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, garantiu que apresentará em Outubro ao parlamento um conjunto de leis que ampliam os direitos da população curda.
Uma semana depois de o Partido do Trabalhadores do Curdistão (PKK) ter exigido passos concretos no processo de paz, iniciado em começos do ano com o cessar-fogo da guerrilha e a retirada das suas bases da Turquia, Erdogan revelou que se encontra em fase terminal a elaboração de «um pacote de democratização orientado para uma nova fase».
Entre estas reformas estariam incluídas o direito de escolarização em língua curda, a alteração das atuais leis antiterroristas, a redução do limiar de 10 por cento para eleger deputados e o alargamento das competências das autoridades locais, segundo afirmou, Selahattin Demirtas, líder do Partido Paz e Democracia (BPD), citado pela Reuters.
Desde finais de 2012 que o Governo de Erdogan tem mantido conversações com o líder encarcerado do PKK, Abdulá Ocalan, com vista a por termo a um conflito sangrento que se arrasta desde 1984 e já provou mais de 40 mil vítimas, a maioria entre a população curda.
O PKK, que continua a ser considerado pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos como uma organização terrorista, luta pela criação de um território independente no Sudoeste da Turquia, de maioria curda. Na fase atual, as suas reivindicações visam em primeiro lugar a obtenção de direitos culturais e a autonomia política do povo curdo.
Entre os mais de 76 milhões de habitantes da Turquia, cerca de 20 por cento são curdos, povo que viu os seus direitos negados, inclusive de falar a sua própria língua em público, após a formação em 1923 da actual república.

GOVERNO DA IRLANDA CONTINUA DEMOLINDO RESIDENCIAS

Sinn Fein denuncia carência de habitação
Lógica desumana

Num país que em que existem centenas de milhares de lugares desocupados, números recentes indicam um novo aumento da lista de espera para habitação social.
O número de candidatos a habitação social voltou a subir, na Irlanda, em cerca de 13 mil, em relação a 2011, elevando o total de requerentes para 111.145, ou seja quase o dobro dos 56.249 que registados em 2008.
A divulgação, no início do mês, destes reveladores dados forçou a ministra da Habitação Jan O’Sullivan a prometer «um impulso à habitação», com um investimento de 32 milhões de euros e a entrega de 266 fogos a famílias carenciadas.
Em resposta, o deputado do Sinn Fein, Dessie Ellis, qualificou de demagógicas as declarações da ministra, notando que não há qualquer «impulso à habitação», mas precisamente o contrário.
«O orçamento para a habitação sofreu um corte de 15 por cento em 2013», salientou Ellis, lembrando que esta rubrica já perdeu mais de mil milhões de euros desde 2008. «O Estado proporciona cada vez menos habitação, ao mesmo tempo que a necessidade social aumenta cada vez mais. As 266 casas oferecidas pela ministra são pois uma gota de água no oceano da necessidade social».
O deputado considerou ainda que «a habitação devia ser uma prioridade para o governo, é um direito elementar, mas até agora tudo o que tivemos foi retórica».
Como recordou, enquanto 14,5 por cento dos conjuntos permanecem desocupados, os preços do aluguel sobem de ano para ano e começam a reaparecer bairros de lata nos centros urbanos.
A insensatez do sistema

Há um ano, o governo irlandês destinou milhões de euros para um programa de demolições de edifícios inacabados, que ficaram em posse do organismo público de gestão de ativos NAMA (National Asset Management Agency).
A mesma ministra, Jan O’Sullivan, considerou então que «há casos em que a demolição é a decisão mais sensata que se pode tomar». «Se ninguém quer viver ali, então o mais prático é demolir o que existe».


Apesar das demolições – expediente para destruir o excesso de oferta no mercado e conter a queda dos preços – o Estado continua ter a posse de parte substancial dos perto de 300 mil conjuntos prontos para se habitar, que não encontraram compradores ou cujos proprietários deixaram de pagar as hipotecas.
Com as enormes restrições ao crédito, tornou-se claro que o problema da habitação não pode ser resolvido através do mercado.
Não obstante, a queda abruta dos preços (por exemplo, em Dublin, o valor das casas diminuiu 64 por cento em relação aos preços máximos alcançados em 2007), a recessão e o desemprego massivo continuam a fazer aumentar o número de as famílias incapazes de pagar as prestações.
A contradição não podia ser mais evidente: num país com 4,5 milhões de habitantes, dispondo de um imenso património imobiliário desocupado, as necessidades de habitação crescem de dia para dia.

EMBAIXADOR BRASILEIRO VIOLOU A CONVENÇÃO DE CARACAS - COLABOROU COM A FUGA DE UM CONDENADO BOLIVIANO

Esta é a última foto tirada de Roger Pinto antes de deixar a Embaixada do Brasil em La Paz, com destino a Brasília. 

Roger Pinto Molina, estava há quinze meses refugiado na Embaixada do Brasil, após ter sido acusado de corrupção e condenado a um ano de prisão.
O governo Boliviano informou que o Brasil violou a Convenção Internacional sobre Asilo Territorial pois permitiu asilo a um boliviano condenado pela justiça boliviana e anunciou que entregará uma nota para a delegação diplomática manifestando preocupação com a "transgressão do princípio da reciprocidade e cortesia de cooperação entre os Estados ".  
O anúncio foi feito pelo chanceler David Choquehuanca, horas depois do encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em La Paz, Eduardo Savoia, confirmar que Roger Pinto deixou a Bolívia com a sua ajuda e usando veículos diplomáticos.

MAIS MÉDICOS - MUITA EMOÇÃO NO PRIMEIRO ENCONTRO DOS MÉDICOS ESTRANGEIROS COM PADILHA


Os profissionais formados no exterior e que vão participar do Programa Mais Médicos começaram fazer um curso e avaliações sobre a saúde pública brasileira, além de língua portuguesa. Antes de atuar nas unidades básicas de saúde, eles vão passar por aulas em oito capitais. A abertura do módulo de acolhimento contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.




PROVAS DEMONSTRAM QUE OS EUA FORAM OS ORGANIZADORES DO TERRORISMO NA AMERICA DO SUL

Documentos disponibilizados 
obrigam EUA a admitirem 
«Plano Condor»

A sinistra política externa do imperialismo norte-americano
Parte da documentação relativa a macabra Operação Condor, executada pelas ditaduras sul-americanas em conluio com a CIA, e do qual fizeram parte o assassinato em massa, nos anos 70, de militantes progressistas, está agora disponível online.

O acervo do denominado «Plano Condor», a operação secreta levada a cabo pela CIA em conluio com as nefastas ditaduras sul-americanas, encontra-se, finalmente, disponível para quem o quiser consultar. A existência deste processo de assassinato em massa de pessoas que professavam ideologias de esquerda, democráticas e progressistas – bem como de muitos dos seus familiares e amigos -, «apenas» porque se opunham, nos diversos países da América do Sul, aos regimes capitalistas ditatoriais aliados dos EUA, foi ao longo de décadas desmentido pelas sucessivas administrações norte-americanas, quer Democratas quer RepublicanasAgora, os assassinatos em massa não só estão suficientemente documentados, como essa documentação passou a ficar disponível para consulta na Internet através do endereço electrónico www.ippdh.mercosur.int/archivocondor.
O trabalho de recolha e tratamento dos dados é da responsabilidade do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), cuja sede é em Buenos Aires, capital da Argentina. O guia permite a consulta documental de 71 instituições da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, e a sua divulgação teve o propósito de apoiar o «Grupo Técnico» na obtenção de dados, informação e arquivos referentes às actuações repressivas do chamado Cone Azul, particularmente da operação «Condor», revela a agência noticiosa argentina Telem, citada pela Prensa Latina. A mesma fonte reproduz declarações do diretor deste Instituto, Víctor Abramovich, que destaca a importância do apoio dado a este processo de investigação por parte dos presidentes que governaram a Argentina a partir de 2003, Néstor Kirchner (2003-2007) e a sua esposa, Cristina Fernández, que lhe sucedeu no cargo.

Para Víctor Abramovich, as intervenções destes dois chefes de Estado foram fundamentais para o sucesso da investigação. «Reconstruir a memória enfrentando o Estado é diferente de quando temos o Estado como aliado. Era impossível pensar na sistematização desta informação sem instituições que, dentro do Estado, se dispusessem a investigar», afirmou Abramovich.
Desde o passado dia 5 de Março que decorre na Argentina um julgamento que visa provar e condenar os responsáveis pelos crimes contra a humanidade e as violação de direitos humanos perpetrados por ex-militares, actores nesta criminosa cumplicidade entre ditaduras sul-americanas e os serviços secretos norte-americanos.
As estimativas apontam para que este processo, no qual 25 ex-militares são acusados de envolvimento em 108 casos de crime, dure aproximadamente dois anos. Nele serão ouvidas perto de 500 testemunhas. Só na Argentina foram assassinadas cerca de 30 mil pessoas.

O IMPERIO NORTE AMERICANO PERDE CONTROLE DO EGITO

Coma egípcia:

Uma dor no império norte-Americano

 
Apesar do que a imprensa-empresa ocidental diz, repete e ‘comenta’, a Irmandade Muçulmana jamais esteve em pleno comando do Egito ou do governo egípcio. 
Teve sempre de dividir o poder com segmentos do velho regime e com “homens de Washington e de Telavive”. Atores chaves do velho regime foram mantidos em seus cargos, em diferentes setores do governo e corpos da administração. Até no gabinete do presidente Morsi havia gente do velho regime. As discussões sobre a lei da Xaria foram predominantemente manipuladas pelos inimigos da Fraternidade Muçulmana, sobretudo para consumo fora do país, para países predominantemente não muçulmanos e para mobilizar contra Morsi os cristãos egípcios e as correntes socialistas locais.
Quanto aos problemas econômicos que o Egito enfrentava, há muito tempo são resultado combinado de vários fatores: o legado do velho regime, a ganância das elites egípcias e dos militares de mais alto escalão, a crise global e o capitalismo predatório que EUA e União Europeia assestaram contra o Egito. Os que culparam Morsi pelos problemas econômicos do Egito e pelo desemprego fizeram-no ou por erro de análise ou por oportunismo e má fé. A incompetência de seu governo evidentemente não ajudou a superar as dificuldades, mas com certeza não as criou. Morsi tentava dirigir um navio que naufragava, depois de ter sido devastado economicamente em 2011 por estados estrangeiros e por financistas, agiotas, especuladores, investidores e empresas estrangeiros e locais.
Houve inegável esforço para sabotar o governo da Fraternidade Muçulmana – o que evidentemente não explica nem justifica a incompetência e a corrupção dos Irmãos. O esforço para adquirir respeitabilidade internacional mostrando-se em eventos como a Clinton Global Initiative, hóspede da Clinton Foundation, só apressou seu declínio. A hesitação para restaurar laços diplomáticos com o Irã; o antagonismo contra a Síria, o Hezbollah e seus aliados palestinos só fizeram encurtar cada dia mais a lista de amigos e apoiadores.
A Fraternidade Muçulmana deixou-se usar, praticamente sem qualquer resistência, pelo EUA, Israel, Arábia Saudita e Qatar, na operação para pacificar o Hamás, na tentativa de separar os palestinos de Gaza e o Bloco da Resistência.

A Fraternidade Muçulmana manteve o sítio contra Gaza e continuou a destruir os túneis usados para abastecer os palestinos com alguns itens de primeira necessidade. Talvez os Irmãos tivessem medo. Talvez tivessem pouco a dizer nessas questões. Mas o fato é que os Irmãos mantiveram as condições pelas quais os militares e os aparelhos de segurança e de inteligência do Egito puderam continuar a colaborar com Israel. Durante o governo da Fraternidade Muçulmana, grande número de palestinos desapareciam no Egito, para reaparecerem em prisões israelenses. 
O governo de Morsi ‘esqueceu’ a anistia que havia dado a apoiadores da Jamahiriya líbia que buscaram refúgio no Egito.
Os EUA e Israel sempre quiseram que o Egito se consumisse olhando sempre para dentro, mantido em estado de patética paralisia. Washington sempre tentou manter o Egito como estado dependente, que sem a ajuda dos EUA racharia aos pedaços, política e economicamente. Por isso os EUA deixaram degenerar a situação no Egito, como meio de neutralizar qualquer resistência, mantendo os egípcios divididos e exauridos. Agora porém, o golpe contra Morsi começará a assustar os EUA, como uma assombração.

Washington sentirá profundamente as repercussões do que aconteceu no Egito. A derrubada de Morsi envia mensagem muito negativa a todos os aliados dos EUA. 
Todos, no mundo árabe – corruptos e semicorruptos – estão hoje mais conscientes do que nunca de que nenhuma aliança com Washington ou Telavive jamais significará proteção eterna. Diferente disso, começam a dar-se contar de que os que se saem melhor hoje são os que se aliaram aos iranianos e aos russos.
Império incapaz de garantir a segurança de seus pau-mandados é império que, mais dia menos dia, perderá muitos dos próprios clientes e aliados, que lhe dão as costas, ou o traem. Assim como está fracassando o projeto de mudança de regime que os EUA conceberam para a Síria, assim também o ‘turno’ norte-americano no Oriente Médio aproxima-se do epílogo.
Os que apostaram no sucesso de Washington – os reis sauditas, a Fraternidade Muçulmana, o primeiro-ministro turco Recep Erdogan – em breve descobrirão que deixaram-se prender no lado perdedor da equação regional do Oriente Médio…
Publicado em 6/7/2013, Mahdi Darius Nazemroaya, Strategic Culture Foundation (Moscou, Rússia).

A CARAVANA DO PT ESTA CHEGANDO NA ZONA NORTE

PARTICIPE!
Conhecer a realidade da principal cidade do estado de São Paulo. Essa é a proposta da etapa das Caravanas 2013 do PT-SP que ocorre no Partido. Além de ouvir sua militância, o partido prepara um diagnóstico da realidade social e política da macro. As informações serão computadas junto às 19 macros restantes. Juntos, esses dados servirão de pontapé inicial ao plano de governo petista em 2014.

A etapa São Paulo começou, no Sindicato dos Químicos onde o prefeito Fernando Haddad, parlamentares, movimentos sociais e a militância petista deram o pontapé inicial ao evento.

O presidente do partido em São Paulo e deputado estadual, Edinho Silva, ressaltou a importância desta mobilização para ouvir o PT, suas dificuldades e principais demandas, definindo estratégias para as eleições de 2014 e debatendo, de acordo com o perfil de cada região, um bom plano de governo para o Estado. 

“Este é o momento de conversarmos com toda a militância das macrorregiões visando, especialmente, a reeleição da presidenta Dilma [Rousseff] e a vitória do PT para governar o Estado”. 

A CARAVANA DO PT NA ZONA NORTE SERÁ NO DIA 01 DE SETEMBRO

DILMA LÁ!




A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) junto à população brasileira aumentou de 31% para 38%, segundo pesquisa do Ibope/Estado. 
Esse percentual corresponde aos entrevistados que classificaram a gestão como “boa” ou “ótima”. Antes, a aprovação do governo estava em 31%, de acordo com uma pesquisa do instituto divulgada em julho.
A recuperação da Dilma se deu principalmente nas regiões Sul e no Sudeste, onde suas taxas de aprovação cresceram 12 e 11 pontos porcentuais, respectivamente.
A pesquisa Ibope entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 15 e 19 de agosto, em 143 municípios de várias regiões do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

MADURO REPUDIOU A INTERFERÊNCIA DE USA NA SÍRIA - MANIPULAÇÃO MENTIROSA DE INFORMAÇÕES FAVORECE A POSIÇÃO DOS VERDADEIROS TERRORISTAS

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro,  rejeitou a interferência do governo dos EUA na Síria. O chefe de Estado da Venezuela, disse que o país norte-americano propaga uma campanha contra o terrorismo quando terroristas são eles próprios. "Uma suposta luta contra o terrorismo, se mais terroristas são a elite dos Estados Unidos".

SABOTAGEM PLANEJADA - IMPRENSA GOLPISTA MADE IN USA PRODUZ GUERRA DE INFORMAÇÕES EM TORNO DA SÍRIA

Especialistas da ONU foram ao país árabe com a missão de confirmar ou refutar o uso de armas químicas. 

Posição russa sobre o ataque com armas químicas

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexander Lukashevich, disse que as informações sobre o uso de armas químicas pelo regime sírio do presidente Bashar al-Assad parece uma sabotagem planejada. "Não é por acaso que os vazamentos sobre o uso de armas químicas pelas autoridades (da Síria) ocorreu mais cedo, também nos últimos dias e atribuiu a algumas fontes da oposição, mas não pode ser confirmada. (...) Em favor desta versão é que o ataque criminoso, nos arredores de Damasco foi perpetrada " 

SNOWDEN PROVAVELMENTE TRABALHARÁ NA KONTAKTE - MAIOR REDE SOCIAL DA RÚSSIA


Snowden já recebeu ofertas de emprego, inclusive a interessante oferta de se juntar a equipe da VKontakte, que objetiva desenvolver sistemas de proteção de correspondências aos usuários.

3 DIAS DE GREVE NA IRLANDA

Três dias de greve na Dublin Bus
Luta persistente
Os trabalhadores da Dublin Bus, empresa de transporte urbano rodoviário da capital irlandesa, cumpriram três dias de greve, após 14 longos meses de negociações fracassadas.

A greve começou à meia-noite de dia 3, data em que a administração da empresa pública começou a aplicar unilateralmente as medidas de redução de custos, consideradas inaceitáveis pelos trabalhadores e sindicatos ao longo de mais de um ano de negociações.
Evocando a redução das subvenções do Estado, a Dublin Bus pretende reduzir custos de funcionamento no montante de 11,7 milhões de euros, para alcançar o equilíbrio financeiro.
Para tanto, procura impor cortes nos salários, horas extraordinárias, prémios, dias de férias, bem como aumentar o horário de trabalho e reduzir o número de carreiras em períodos de menor afluência.
A falta de acordo à mesa das negociações levou o Tribunal do Trabalho a intervir no processo para aproximar posições.
Uma das suas recomendações foi no sentido de limitar os cortes nos salários e outras prestações a um prazo de 19 meses, findo o qual a empresa deveria repor as condições anteriores.
Todavia, o NBRU (Sindicato Nacional de motoristas e ferroviarios da Irlanda) e o SIPTU (Sindicato de Serviços Industriais e Técnicos Profissionais), que representam cerca de 2500 motoristas, denunciaram a má-fé da administração, que se recusou a dar garantias de que as medidas teriam um carácter transitório.
Leo Varadkar
Desafiando as pressões do governo e da empresa, os trabalhadores decidiram-se pela greve. Nos dias 5, 6 e 7, a capital irlandesa ficou sem transporte automotivo.
Os grevistas foram acusados pelo ministro dos Transportes, Leo Varadkar, de prejudicar os utentes, impedindo-se de chegar aos seus empregos.
Por seu turno, a administração alardeou que a greve estava a agravar ainda mais a situação financeira, custando por dia 600 mil euros à empresa.
No final da terceira jornada de greve, as partes acordaram voltar à mesa das negociações, recorrendo mais uma vez à intermediação do Tribunal do Trabalho.
À saída da reunião que durou 12 horas, os representantes sindicais foram prudentes nas declarações, salientando apenas que a reabertura das negociações era em si um progresso. Mas nada está ainda decidido.
A administração acedeu a limitar os cortes a um período máximo de 19 meses, comprometendo-se a repor as condições findo esse prazo ou assim que seja alcançado o equilíbrio financeiro. O que ocorrer primeiro.
Aceitou igualmente reduzir o aumento do horário de trabalho de 36 para 38 horas semanais para o pessoal administrativo em vez de 36 para 39 horas. Os pontos do acordo foram esta semana discutidos pelos trabalhadores, estando prevista uma votação final.
Entretanto, os trabalhadores das ferrovias anunciaram que apoiarão a luta na Dublin Bus caso o conflito não seja resolvido.