ATÉ SEMPRE COMANDANTE!

Se nos ha ido nuestro Comandante en Jefe, gloria, unidad, Viva la Revolución!
A melhor homenagem a Fidel é nunca esquecer sua resistência ao capitalismo e ao modelo imperialista, suas grandes reflexões pela igualdade dos povos do mundo, e o chamado às novas gerações para continuar esses princípios, fortalecer sua unidade e o internacionalismo solidário.

O MUNDO VOTA CONTRA O BLOQUEIO DE CUBA

Resolução votada pela 25.ª vez

U.S. Abstains in U.N. Vote Condemning Cuba Embargo

Mundo condena bloqueio a Cuba
A Assembleia Geral (AG) das Nações Unidas pronunciou-se, em 27 de outubro, contra o bloqueio norte-americano a Cuba, principal obstáculo ao desenvolvimento deste país e à normalização das relações com os EUA.
O texto foi apresentado por Cuba pela 25.ª vez e embora ao fim desta edição a votação ainda não tivesse ocorrido, previa-se que, à semelhança do sucedido nos últimos anos, a aprovação tenha sido por números esmagadores.
A 27 de Outubro do ano passado, apesar da expectativa criada pelo restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os EUA, e, sobretudo, na sequência do reconhecimento público de que o bloqueio é parte de uma política ultrapassada e falha, segundo as palavras do próprio presidente Barack Obama, a representação norte-americana nas Nações Unidas votou, juntamente com Israel, contra a resolução que exige o levantamento do mais prolongado e mais intenso bloqueio economico, comercial e financeiro da história.
Em 2015, 191 membros da AG da ONU condenaram o bloqueio, o qual, a par da ocupação da base naval de Guantánamo, das transmissões ilegais de rádio e televisão e do apoio a grupos subversivos com fins terroristas, e da indemnização do povo cubano pelos danos causados, são os obstáculos à normalização das relações entre Cuba e os EUA, insistem as autoridades cubanas.
O documento que ontem voltou a plenário na ONU foi apresentado por Cuba pela primeira vez em 1991 e aprovado pela primeira vez em 1992. Desde então, o número de estados que repudia a iniciativa criminosa unilateral dos EUA não tem parado de crescer. Nos últimos 18 anos, 90 por cento do total dos países com assento na AG das Nações Unidas, rejeitou o bloqueio.
Política criminosa
O governo cubano estima que ao longo de 56 anos os prejuízos directos provocados pelo bloqueio ascendam a 753 mil milhões de dólares. No sector da Saúde, as perdas calculam-se por cima dos 104 mil milhões de dólares, contando, entre outras aberrações do bloqueio, restrições à importação de medicamentos, componentes e equipamentos para o tratamento de doenças graves e muito graves ou crónicas.
Na alimentação, o executivo de Havana gasta todos os anos bilhões de dólares  subsidiando generos como arroz, café, carne, legumes, ovos, açúcar, pão e outros que todos os cubanos recebem mensalmente por um valor inferior a três dólares. As crianças têm garantido leite em pó e iogurte de soja, e os enfermos têm assegurado o acesso a um cabaz de dieta.
Na Educação, o Estado cubano é obrigado a adquiri material em ou através de países terceiros, o que eleva substancialmente os custos. O mesmo se passa em matéria de intercâmbio e performance cultural e desportiva.
Cuba avança
Cerca de 70 por cento do total da população cubana nasceu já sob o bloqueio impostos pelos EUA. As dificuldades e prejuízos, mesmo que mensuráveis em muitos aspectos, penetram em todas as dimensões da vida de milhões de pessoas ao longo de gerações. Não obstante, e em resultado da opção em construir o socialismo nas [mais duras] condições próprias, Cuba apresenta resultados assinaláveis em diversos domínios. É o 44.º país do Índice de Desenvolvimento Humano e o investimento social representa em média 36 por cento do PIB, cuja taxa de crescimento ronda os 1,3 por cento. A produtividade do trabalho é superior a 74 por cento e a taxa de desemprego de 3,2.
A esperança de vida dos cubanos é de 79 anos (cinco anos mais do que a média no continente americano, incluindo EUA e Canadá, portanto), a taxa de cobertura da rede de saneamento básico e de abastecimento de água potável no campo é de 87 por cento e a mortalidade infantil é das mais baixas do mundo: 4,2 por cada mil.
Por outro lado, 98 por cento das crianças cubanas estão na escola e a taxa de alfabetização entre a população jovem é de 100 por cento.
Quanto aos Objetivos do Milénio das Nações Unidas, Cuba já cumpriu a erradicação da pobreza e da fome extremas, o ensino primário universal, a igualdade de género e a ascensão da mulher a cargos de decisão e destaque, a redução da mortalidade infantil em crianças com menos de cinco anos, estando muito perto de alcançar as metas estabelecidas quanto à melhoria da saúde materna e ao combate a doenças como o VIH/SIDA ou o paludismo.

Obama pode mais
Desde que Cuba e os EUA retomaram os laços diplomáticos e encetaram um diálogo sobre temas de interesse comum visando a normalização das relações bilaterais, Barack Obama aliviou o bloqueio de forma muito limitada e a conta-gotas. O presidente norte-americano argumenta que o levantamento cabal do bloqueio depende do Congresso, o que, sendo um fato, não o iliba de não assumir 12 medidas que podem avançar somente mediante a sua decisão.
São o caso do uso por Cuba do dólar nas transações internacionais através de bancos norte-americanos ou da abertura nestes de contas por parte de entidades cubanas; autorizar que aviões e barcos cubanos transportem pessoas, carga e correio postal entre os dois países e eliminar o limite de produtos cubanos que podem importar os viajantes norte-americanos que visitam cuba; reverter a política de perseguição financeira contra Cuba e não obstaculizar a concessão de crédito a Cuba no mercado financeiro internacional. Barack Obama pode ainda autorizar as exportações directas para Cuba de produtos e serviços de empresas norte-americanas e permitir que cidadãos dos EUA recebam tratamento médico na ilha; que Cuba importe de países terceiros bens que contenham mais de 10 por cento de componentes norte-americanos, bem como a exportação de bens e serviços cubanos para os EUA; autorizar as companhias norte-americanas a investir em Cuba e permitir a concessão de crédito e financiamento para a adjudicação de produtos no mercado dos EUA.
Quanto às competências exclusivas do Congresso dos EUA, estão limitadas à proibição de que subsidiárias dos EUA em países terceiros comercializem bens com Cuba, ou da realização de transacções com propriedades norte-americanas nacionalizadas por Cuba; ao levantamento do veto às viagens com fins turísticos e à obrigação de Cuba pagar em dinheiro e adiantado as importações de produtos agrícolas.

PROTESTOS NA EUROPA CONTRA O LIVRE COMERCIO

Protestos contra os acordos tóxicos  (CETA  e TTIP)
Thousands Rally Against TTIP, CETA Deals in Protests Around Spain
Dezenas de milhares de pessoas manifestaram, outubro 15, em várias cidades europeias contra os acordos de livre comércio conhecidos por CETA e TTIP.
A maior manifestação teve lugar em Madrid, reunindo 20 mil pessoas na capital espanhola, segundo números dos organizadores. O desfile foi organizado pelo movimento Não ao TTIP e pela Aliança Espanhola contra a Pobreza, e decorreu sob o lema «As pessoas e o planeta estão acima das multinacionais. Não à pobreza. Não à desigualdade. Não ao CETA. Não ao TTIP».
Também em Barcelona e em dezenas de outras cidades de Espanha decorreram ações contra os acordos de livre comércio negociados entre a Comissão Europeia o Canadá e os Estados Unidos, que tiveram o apoio de sindicatos e de partidos de esquerda, designadamente o Podemos e a Esquerda Unida.
Igualmente com o apoio de sindicatos e de vários partidos da oposição, cerca de sete mil pessoas manifestaram-se em Varsóvia.
O desfile passou perto do Ministério da Agricultura e do gabinete do primeiro-ministro. Os cartazes aludiam aos «acordos tóxicos» que ameaçam a agricultura nacional, repudiavam a «ditadura das multinacionais» e alertavam contra os organismos geneticamente modificados.
Recentemente o parlamento polaco pronunciou-se sobre o CETA, considerando-o economicamente «neutral», não descortinando razões para a não adesão do país.
Ainda no mesmo dia, em França, decorreu um protesto similar que cerca de 30 cidades, em que participaram perto de 40 mil pessoas. Na maior ação, realizada em Paris, os organizadores indicaram perto de cinco mil manifestantes.


No protesto foram apontadas as contradições do governo francês, que recentemente se demarcou das negociações do TTIP com os Estados Unidos, mas parece disposto a dar luz verde ao CETA, considerado pelo primeiro-ministro Manuel Valls como um acordo «equilibrado».
Os opositores alertam para os perigos do CETA e exigem que o governo francês siga o exemplo da vizinha Bélgica, onde na véspera o parlamento da Valónia voltou a aprovar uma resolução que inibe o governo do país de assinar o acordo com o Canadá.
Segundo Paul Magnette, ministro-presidente da Valónia, o CETA «não oferece garantias suficientes. A Bélgica não assinará este tratado». O parlamento valão reiterou assim a posição que já havia aprovado em Abril passado. Dias antes o parlamento da Federação Valónia-Bruxelas adoptou uma resolução no mesmo sentido.

A INDUSTRIA NA EUROPA - LOBO EM PELE DE CARNEIRO

UE REVELA SUA VERDADEIRA INDENTIDADE
«Roaming»
A natureza assimétrica da União Europeia revela-se nas pequenas como nas grandes coisas.
Acabar com o «roaming» nas comunicações móveis na UE – a tarifa que se paga nas comunicações através do "telemóvel" (voz, torpedos e dados) entre países – é um objetivo que há muito vem sendo proclamado. Aparentemente consensual, o tema tem servido vastas vezes para fins de propaganda institucional, para ilustrar as vantagens que a UE pode trazer aos cidadãos-consumidores, na sequência de decisões anteriores que reduziram o montante dessas tarifas. Por cumprir ficou a promessa de lhe pôr fim, agora aprazada para 2017.
Como tantas vezes acontece, por detrás da aparente bondade da proposta existe o reverso da medalha.
As chamadas efetuadas em «roaming» acarretam mais custos do que os europeus associados a chamadas nacionais. A questão é inevitável: acabando as tarifas de «roaming», quem pagará esses custos? Acresce que os países/regiões receptores líquidos de fluxos turísticos terão aumentos sazonais de pressão sobre as respectivas redes, que em alguns casos podem ser significativos, o que pode causar problemas ao serviço e/ou exigir investimentos no reforço da rede. A mesma pergunta: quem paga esses investimentos?
As operadoras de comunicações móveis destes países já  avisaram aos consumidores: se não for possível impor estes e outros custos, de operação e de investimento, nas tarifas de «roaming», então eles serão diluídos... nas tarifas domésticas! Ou seja, e para sermos claros: prefigura-se a possibilidade de virem a ser os consumidores dos países do Sul da Europa arcando com os custos do fim do «roaming» no conjunto da UE.
Eis a realidade capitalista do «mercado único das telecomunicações»! Neste como em outros setores, a liberalização e a conversinha do «livre concorrência» servem objetivos de concentração monopolista à escala europeia. Não servem nem os consumidores, nem o interesse nacional.

«Reindustrialização»
Têm marcado presença assídua no plenário do Parlamento Europeu os debates sobre a necessidade de «reindustrializar a Europa». Assim sucedeu este mês, mais uma vez, a pretexto dos recentes casos de encerramento de unidades produtivas da Caterpillar e da Alstom, nomeadamente em França e na Irlanda.
Nestes debates, o cinismo da maioria (social-democracia, liberais, conservadores e outros) é monumental. Começam por lamentar a situação dos trabalhadores desempregados. Pedir, chorando, a mobilização de apoios paliativos para fazer face à sua difícil situação. Mas nem por um momento põem em causa as políticas que estão na base da dita desindustrialização. Pelo contrário, submissos aos poder  de Berlin e Washington, reafirmam-nas. As mesmas políticas que permitem às multinacionais deslocalizações sucessivas, sempre em busca de melhores condições de exploração dos trabalhadores, deixando atrás de si um rasto de miséria e destruição. Uma estratégia beduína que chega a ser incentivada pela própria UE, quando concede vultuosos apoios à instalação de multinacionais num Estado-membro, mesmo que estas venham deslocalizadas do outro Estado-membro.
Mas nestes debates vai-se muito além deste exercício de cinismo e de hipocrisia. Invariavelmente, a referida maioria acaba a desfiar todo um programa político.
Defendem mercados abertos à escala mundial, as liberalizações. Mas pedem aos estados e à UE que tenham atenção à «concorrência desleal» que os capitalistas da UE têm enfrentado no plano mundial. Ou seja, economia de mercado aberta sim. Desde que o poder de Estado – que em outras ocasiões se exige «mínimo» – seja todo usado na defesa dos interesses dos monopólios.
Defendem aumento de impostos e mais apoios públicos à «reindustrialização europeia», nomeadamente vindos do orçamento da UE. Mas, ao mesmo tempo, defendem uma «política industrial europeia» que dê um sentido global e uma coerência a esses investimentos. Uma política que preveja as necessárias «reestruturações» e que aposte «onde somos mais fortes». Traduzindo: uma «política industrial» que sirva os interesses das grandes potências e das suas multinacionais. Como? Ajudando-as a «ganhar escala» no plano europeu – através das ditas «reestruturações», um eufemismo que significa o aniquilar da indústria da periferia europeia – para melhor competirem no plano internacional, no tal mercado aberto global. Eis, aqui, o objetivo da reclamada «política industrial europeia»: promover a concentração monopolista à escala europeia, dando músculo ao grande capital europeu na concorrência inter-imperialista.

Pelo grande capitalista europeu, para os trabalhadores sobrará miséria. E mais algumas pungentes declarações numa qualquer futura sessão plenária...

JOGOS DE GUERRA NAS MALVINAS

Os exercícios militares da Grã-Bretanha em espaço marítimo soberano da Argentina constituem uma
provocação internacional, considera a União de Nações Sul Americanas (Unasur), que além de apoiar os protestos argentinos face aos jogos de guerra britânicos ao largo das ilhas Malvinas, iniciados ontem, 19, apela aos países latino-americanos que reclamem contra manobras que incluem o lançamento de mísseis.

TERRORISMO SAUDITA MATA 140 PESSOAS

Massacre no Iémen

Airstrikes on Yemen funeral kill at least 140 people, UN official says

Pelo menos 140 pessoas mortas e 525 feridas é o balanço de um bombardeio, atribuído à Arábia Saudita, durante um funeral no Iémen, no sábado.
O balanço preliminar das vítimas do ataque aéreo ocorrido durante uma cerimónia fúnebre na maior praça da capital, Sanaa, foi divulgado pelas autoridades iemenitas. A ONU no país manifestou-se, dia 8, «chocada e revoltada», e apelou à imediata interrupção da violência contra civis.
No domingo, 9, uma multidão juntou-se em frente ao gabinete local da coordenação humanitária das Nações Unidas para exigir o apuramento de responsabilidades e protestar contra a campanha militar liderada pela Arábia Saudita no território, iniciada em Março de 2015.
A Arábia Saudita, por seu lado, rejeitou, em comunicado, a autoria do ataque e indicou a necessidade de procurar «outras causas», mas não especificou quais. Porém, só a aviação saudita intervém no Iémen, o que, por exclusão de partes, coloca a petro-monarquia árabe na posição de autora da matança.
Acresce o historial bárbaro da agressão saudita no país, do qual fazem parte bombardeamentos contra mercados e hospitais de organizações humanitárias internacionais de que resultaram centenas de mortos, feridos e estropiados, incluindo crianças.
Um porta-voz do governo norte-americano, que recentemente autorizou a venda de munições à Arábia Saudita, veio a público mostrar consternação sem no entanto condenar o ataque com contundência. A Casa Branca anunciou, também, que vai reavaliar a cooperação com a coligação militar liderada pela Arábia Saudita.

A Arábia Saudita, entretanto, diz ter iniciado um inquérito e mostrou-se disponível para partilhar os dados da investigação com peritos castrenses norte-americanos.

NEPSZABADSAG VAI FECHAR SUAS PORTAS

Oposição húngara perde jornal
O Nepszabadsag, o mais importante diário da oposição social-democrata da Hungria, anunciou, dia 8, a suspensão da publicação da edição em papel e do seu site na Internet.


Criado há 60 anos, o Nepszabadsag, nome que significa «O Povo Livre», era o jornal com maior tiragem no país e uma das vozes mais críticas do primeiro-ministro conservador, Viktor Urban, e das suas políticas anti-imigração.


Desde que chegou ao poder Urban tem sido acusado de colocar os meios de informação ao seu serviço e de promover a compra de órgãos por oligarcas próximos do seu governo.


O diário é propriedade do grupo austríaco Mediaworks, que o comprou em 2014, a par de outros títulos de imprensa. O grupo afirma que a tiragem do jornal caiu 74 por cento na última década, tendo acumulados prejuízos equivalentes a 16,4 milhões de euros.


No entanto, a oposição social-democrata (Partido Socialista Húngaro e Aliança dos Democratas Livres) questiona as razões financeiras invocadas, considerando que o fechamento do jornal põe em perigo a liberdade de imprensa no país.


Antes do recente referendo sobre o acolhimento de refugiados, o jornal publicou uma série de artigos sobre escândalos que implicam figuras políticas próximas de Orban.

EUROLAT CONDENA OS GOLPISTAS

Eurolat apoia a democracia
Os parlamentares de esquerda da Europa e América Latina, presentes na 9.ª sessão da Assembleia da Eurolat, condenaram numa declaração o golpe de Estado no Brasil.

A declaração de Montevideo foi aprovada, dia 22 de Setembro, pela Esquerda Unitária Europeia (GUE-NGL), Bancada Progressista do Parlasur e por deputados de esquerda dos parlamentos Latino-americano, centro-americano e andino.
Na véspera, os co-presidentes da Eurolat apresentaram uma declaração em que manifestaram «preocupação pela situação política no Brasil», decorrente do processo de destituição da presidenta Dilma Rousseff, e condenaram a «perseguição contra membros do antigo governo» do Brasil.
Ambos os documentos analisam a situação política na América Latina e na Europa, manifestando nomeadamente apoio ao processo de paz na Colômbia.
O documento dos deputados de esquerda alerta para a campanha coordenada por actores internos e externos que visa preparar uma «intervenção directa» na Venezuela.
Perante a ofensiva do imperialismo, a declaração de Montevideo propõe trabalhar para um «plano de acção» com vista a construir uma «plataforma unitária de mobilização continental» em torno da soberania, independência e autodeterminação dos povos.

A participação do PCP
Durante os trabalhos da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat), que decorreram entre os dias 19 a 22 de Setembro, o deputado do PCP ao Parlamento Europeu, João Pimenta Lopes, participou num conjunto de iniciativas, designadamente num seminário organizado por deputados da Frente Ampla do Uruguai sobre os acordos de livre comércio.
Participou ainda nas reuniões das comissões de Assuntos Economicos e Financeiros, das Mulheres e Igualdade de Género e no grupo de trabalho sobre as Migrações.
João Pimenta Lopes, juntamente com deputados do GUE/NGL, reuniu com o antigo presidente do Uruguai, Pepe Mujica, com o qual trocou de pontos de vista sobre a situação política e social no Uruguai e na América Latina, bem como sobre a crise da e na União Europeia.  
O deputado do PCP este ainda presente nas comemorações do 96.º aniversário do Partido Comunista do Uruguai.

Valeu Haddad!



Paulistanos homenageiam gestão do prefeito petista


Multidão se reuniu em frente ao MASP em ato organizado espontaneamente para agradecer Haddad por melhorar a cidade em sua gestão haddad.

IVAN SARTORI: VERGONHA BRASILEIRA!

Terrible coup porté à la justice, le Brésil déclare nul le procès sur le massacre de Carandiru

A anulação do julgamento de 74 polícias militares envolvidos no massacre do Carandiru, que em 1992 vitimou 111 detidos num penitenciária em São Paulo, foi repudiada pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, para quem «apesar de o Ministério Público ter anunciado que vai recorrer da decisão, a anulação da sentença (...) transmite uma mensagem de impunidade».

Derrota após derrota até a vitória final. Ernesto Che Guevara


VIDA LONGA A CHE!

VAVÁ - O VEREADOR DO POVO!

Vavá é um vereador assíduo e apresentou os projetos mais relevantes na Câmara de Vereadores, de acordo com o Movimento Voto Consciente.










A ZN NÃO DA ARREGO PARA GOLPISTA CANALHA. FORA TEMER!


Mais de 100 mil pessoas ocuparam a Av. Paulista neste domingo (11) para dizer primeiramente e novamente #ForaTemer

PROPAGANDA DE (PARA) GUERRA!

A propaganda bélica é feita de mentiras bem publicitadas
Companheiro Jorge Cadima 
A foto da criança síria que alegadamente sobreviveu a um bombardeio das forças governamentais encheu as primeiras páginas.
Explorando os sentimentos que a foto naturalmente suscita, a campanha mediática adubou o terreno para maiores intervenções das potências imperialistas, responsáveis pela guerra na Síria. Mas em quase total silêncio passou a revoltante história da outra criança na Síria, degolada e decapitada por «rebeldes moderados» financiados e armados pelas potências imperialistas. Os carrascos gravaram orgulhosamente tudo em vídeo. No vídeo, os «combatentes pela liberdade» imperialista fazem piada da doença da criança, e quando o infeliz pede para ser morto a tiro e não degolado, afirmam em tom de chacota que «
somos piores que o ISIL» e procedem à sua decapitação. A BBC referiu-se ao caso (21.7.16), mas titulando: «Conflito sírio: rapaz decapitado por rebeldes 'era combatente'» o que, convenha-se, mais parece uma tentativa de justificar a barbárie. As histórias das duas crianças têm até uma ligação directa. O fotógrafo da foto que fez manchetes tem também alegresselfies com os carrascos do jovem cuja decapitação não mereceu relevo na comunicação social de regime (off-guardian.org, 23.8.16). 
No início deste ano, o então ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya'alon, deu razões para esta convivência com a barbárie: «Se na Síria a escolha é entre o Estado Islâmico [ISIL] ou o Irã, eu escolho o Estado Islâmico» (Times of Israel, 19.1.16). Há poucos dias, um professor universitário em Israel escreveu que «a continuação da existência do IS[IL] serve um objectivo estratégico. Por que se há-de ajudar o brutal regime de Assad a ganhar a guerra civil Síria?» (besacenter.org, 2.8.16). Os «valores ocidentais» convivem bem com a decapitação de crianças.


A propaganda bélica é feita de mentiras do tipo Rede Globo. Muitos lembrar-se-ão da campanha em 2014 sobre uma alegada violação de águas territoriais suecas por um «submarino russo». Poucos saberão que no início deste Verão, o ministro da Defesa sueco confessou que «o sinal de sonar, que os militares suecos consideraram o indício crucial da presença de um submarino estrangeiro perto de Estocolmo durante as buscas de 2014, era proveniente de um 'objeto sueco'» (RT, 12.6.16).
A campanha serviu no entanto para «justificar um aumento de muitos milhões de dólares nas despesas militares» e para promover a adesão da Suécia à NATO. Também o Ministério da Defesa britânico acabou por reconhecer (em resposta à Câmara dos Comuns, HCWS177, 7.9.15) que os danos a uma embarcação de pesca no Mar da Irlanda em Abril de 2015 não tinham sido, como a comunicação social na altura se encarregou de repetir, obra dum submarino russo, mas sim «de um submarino do Reino Unido». Mas, tal como na recente ilibação de Milosevic, a comunicação social do regime não encontra espaço para desmentir as falsas informações das suas manchetes.


Talvez pelas contradições nas negociações do TTIP, a revista alemã Der Spiegel (28.7.16) também se queixa das mentiras de guerra. Acusa «uma rede clandestina de agitadores ocidentais, em torno do dirigente militar da NATO [General Breedlove, de] alimentar o conflito na Ucrânia», através de «fontes duvidosas» que «exageram as atividades russas». Como diz o ditado, quando as comadres brigam, descobrimos (algumas) verdades sobre elas. No fim, o artigo diz que «a saída do General Breedlove do seu cargo na NATO não acalmou ninguém […] A provável sucessora [de Obama], a democrata Hillary Clinton, é considerada da linha dura contra a Rússia. Mais: [Victoria] Nuland, uma diplomata que partilha muitos dos mesmos pontos de vista de Breedlove, poderá vir a ocupar um lugar ainda mais importante após as eleições de Novembro [como] ministra dos Negócios Estrangeiros». A guerra é indissociável do imperialismo. E as mentiras são indissociáveis da propaganda de guerra.