PASSOS BRASILEIROS NO SETOR DA INDÚSTRIA NAVAL




Bem-vindo aos principais estaleiros em operação no Brasil.


Impulsionada por importantes incentivos, iniciativas como o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria de Óleo e Gás), o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), lançado em 2004, e as recentes descobertas na camada do pré-sal, chegou a hora de uma nova fase: a consolidação. A ebulição que vem da construção de plataformas de exploração de petróleo e a recuperação da frota marítima nacional, e que está gerando uma intensa atividade nos estaleiros nacionais, faz com que os interesses de muitos se voltem para este setor.



Daí a chegada ao Brasil de players internacionais e os pedidos junto ao BNDES de financiamento de projetos de infraestrutura da indústria de petróleo e gás no Brasil.
É possível que, a continuar neste crescimento o Brasil tenha a terceira maior indústria naval do mundo em pouco tempo, desta vez diferente da década de 1970, focando em cuidados com a qualidade, segurança e meio ambiente, produtividade e competitividade.Hoje a indústria naval nacional já é a sexta do mundo, e a subida de posições 
se dará por encomendas de 42 navios da Transpetro, 28 sondas de perfuração da Petrobras e mais de cem navios de apoio. 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) calcula que as encomendas aos estaleiros e os novos investimentos devem somar R$ 55 bilhões. São 195 embarcações já contratadas ou com a construção anunciada.Fora isso, desde o ano de 2000, quando todo esse movimento de recuperação começou, subiu de dois mil para 45 mil o número de postos de trabalho no setor. E esse número deve aumentar nos próximos anos com a instalação prevista de cinco novos estaleiros – cada um pode ter até 3.500 funcionários. Tenho certa preocupação com o número total de estaleiros.No final de 2009, o Fundo de Marinha Mercante (FMM) aprovou 161 propostas que vão ser beneficiadas com um crédito extraordinário de R$ 14,2 bilhões ao longo dos próximos quatro anos. Das propostas aprovadas, 155 tratam da construção de embarcações e seis da construção e modernização de estaleiros.O recurso é o maior já disponibilizado pelo FMM de uma só vez e será aportado pelo Tesouro Nacional, dentro da Medida Provisória 472, que prevê a liberação de até R$ 15 bilhões para a indústria naval. Do total, R$ 5,2 bilhões serão destinados a embarcações de apoio marítimo; R$ 4,3 bilhões para os estaleiros; R$ 3 bilhões para cargueiros; e outrosR$ 2 bilhões para os demais tipos de embarcações.

Enfim, não há, pelo menos no momento, a possibilidade de recuo deste crescimento. 
O Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) prevê que nos próximos dois anos serão criados dez mil empregos diretos e 50 mil indiretos no setor.O cenário é otimista e por conta disso a formação da mão de obra vem passando por constante qualificação, vindo daí o surgimento de formação complementar voltada para o segmento de petróleo e gás. Um exemplo bastante contundente pode ser visto no curso de engenharia naval da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

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