ATAQUE ASSASSINO A IMIGRANTES NA GRECIA

Trinta e três trabalhadores agrícolas, todos imigrantes do Bangladeche, foram barbaramente baleados, dia 17 de abril, numa das muitas fazendas de explorações de Nea Manolada, no Sul da Grécia, deixando oito deles em estado grave.  

O ataque assassino, como foi qualificado pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), foi perpetrado durante uma concentração de trabalhadores que exigiam simplesmente o pagamento de seis meses de salários em atraso.  Em resposta a tão elementar exigência, pelo menos um dos três capatazes presentes decidiu abrir fogo sobre a multidão.

Condenando o ato criminoso, o Partido Comunista da Grécia (KKE) lembrou que não é a primeira vez que ocorrem incidentes deste tipo na região, conhecida pela utilização de mão-de-obra imigrante em condições degradantes, e responsabilizou o governo e as autoridades locais por tolerarem este verdadeiro «mercado de escravos contemporâneo».

«Os trabalhadores imigrantes em Manolada para além de serem diariamente alvo de intimidação por parte do Estado e do patronato, laboram sem qualquer tipo de protecção, sem segurança social, sob condições de vida terríveis, em termos sanitários ou de cuidados de saúde», salientou a PAME que, no dia seguinte, realizou uma concentração de protesto e solidariedade na praça central da localidade.
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