VISA TENTOU IMPEDIR DONATIVOS PARA A WIKILEAKS


Wikileaks vence batalha contra a Visa na Islândia

As empresas que dominam o sistema de pagamentos eletrónicos uniram-se para impedir os donativos à Wikileaks através de cartão de crédito. Esta quarta-feira, o Supremo Tribunal islandês condenou a subsidiária da Visa a parar o bloqueio ou a pagar uma multa milionária.

Gráfico da evolução dos donativos online recebidos pela Wikileaks
desde o início de 2010 até ao início do bloqueio em dezembro desse ano.
A decisão da justiça islandesa é a maior vitória da campanha contra o bloqueio da ajuda à Wikileaks que dura desde dezembro de 2010. 
A sentença não é passível de recurso e condena a Valitor (ex-Visa Islândia) a repor as tranferências de dinheiro dos apoiantes da Wikileaks através de cartão de crédito num prazo de 15 dias. Ou, em alternativa, a pagar uma multa de 5 250 euros por dia. 
"É uma vitória para a liberdade de expressão. É uma vitória contra o ascenso da censura económica para oprimir jornalistas e editores", disse o fundador da Wikileaks, Julian Assange, asilado na embaixada do Equador em Londres desde junho do ano passado.
"Agradecemos ao povo islandês por mostrarem que não se deixam amedrontar pelas companhias de serviços financeiros apoiadas por Washington, como a Visa. E lançamos o aviso às outras companhias envolvidas neste bloqueio: a seguir são vocês", acrescentou Assange, antes de instar a Comissão Europeia a a reconhecer que este bloqueio à Wikileaks "é um mecanismo de censura ilegal e arbitrária que ameaça a liberdade de imprensa na Europa". 
A organização de Assange já tinha apresentado uma queixa em Bruxelas, lembrando que a Visa e a Mastercard dominam 95% do mercado europeu, tratando-se de um caso de abuso de posição dominante. Mas não são as únicas empresas que cortaram a possibilidade de fazer donativos à Wikileaks. 
A  Western Union, PayPal e o Bank of America são outros dos gigantes dos sistemas de pagamentos online que participam no bloqueio. 
Agora, a organização que protagonizou a divulgação da maior fuga de informação da diplomacia mundial irá continuar a bater-se na justiça de outros países. A ação judicial mais avançada decorre nos tribunais dinamarqueses, também contra uma subsidiária da Visa.
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