Trem de Alta Velocidade (TAV) - Projeto Estratégico para o Desenvolvimento Nacional


O trem-bala brasileiro: um projeto estratégico para o desenvolvimento nacional que trará avanços sociais, econômicos e tecnológicos ao país.


O Trem de Alta Velocidade (TAV) projetado para interligar as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo - estendendo-se até Campinas - representa uma solução de transporte de alta qualidade e confiabilidade, com potencial para produzir elevados benefícios sociais e econômicos para as populações dos dois estados. Em síntese, essas são as conclusões contidas em exposição de motivos produzida pelo Ministério dos Transportes (MT) para justificar a iniciativa da construção do chamado trem-bala, empreendimento com preço global orçado em R$ 34,6 bilhões.
 

As regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo reúnem as condições geográficas e econômicas ideais para um projeto como o TAV, a começar pelo tamanho de suas populações - 19 milhões de habitantes em São Paulo e 12 milhões no Rio. Além disso, as duas regiões juntas representam mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. 



Os dois aspectos somados - população e PIB - tornariam a ligação um caso clássico de adequação aos trens de alta velocidade, comparável ao melhor exemplo de sucesso desse tipo de empreendimento: a ligação Tóquio-Osaka, no Japão, que, no entanto, contavam com menor número de habitantes do que as duas metrópoles brasileiras quando houve a instalação do trem-bala. 

Poluição
O ministério afirma que os estudos iniciais sobre o TAV consideraram diversas opções de transporte para o corredor entre o Rio e São Paulo. O diagnóstico é de que já é total utilização da capacidade da Rodovia Presidente Dutra e das ligações de Campinas a São Paulo, com aumento significativo no número de acidentes e da poluição atmosférica devido à emissão de gases pelos veículos. Com a maior concentração populacional ocorrida ao longo dos tempos e a conjugação das cidades em torno das capitais, a tendência seria de aumento contínuo do tempo das viagens. 



De acordo com o documento, as possibilidades de enfrentamento dos problemas por meio de modais ferroviários e aéreos foram consideradas, mas os estudos apontaram que a melhor opção seria de fato a ligação por trem de alta velocidade. No caso de uma ligação ferroviária por trem de média velocidade, a conclusão é de que o resultado em termos de custos seria de aproximadamente 70% do planejado para o TAV. Porém, a avaliação é de que a saturação dos serviços ocorreria em poucos anos - quanto mais lenta for a viagem, menor será a frequência dos trens e o volume de passageiros transportados. Já o TAV seria uma solução projetada para 40 anos. 



Custos
Quanto aos custos projetados para o empreendimento (obras civis, material rodante e outros sistemas), os custos estão dentro dos padrões de normalidade quando comparados aos de outros trens de alta velocidade no mundo, sobretudo quando se leva em conta as condições do traçado. O custo total de R$ 34,6 bilhões representaria um valor por quilômetro de R$ 60 milhões, o equivalente a US$ 39,82 milhões ( em US$).

Sem contar os gastos socioambientais (R$ 3,9 milhões), seriam R$ 30,72 bilhões para gastos com construções, material rodante e outros sistemas, o que corresponderia a um valor em dólar de US$ 35,36 milhões por quilômetro. De acordo com o estudo, esse seria um padrão normal comparado aos valores referenciados na literatura técnica, que variam de R$ 35 a US$ 70 milhões por quilômetro (exceto China, que detém custos mais baixos, mas que não foram citados na exposição). 

Tarifas
Com relação à tarifa, o ministério destaca que o valor-teto seria de R$ 0,49 por quilômetros, valor máximo para o trecho Rio de Janeiro-São Paulo. Desse modo, na hipótese de a licitação ser vencida por empresa que tenha oferecido esse valor, o maior possível, um viajante que chegar ao guichê dessa operadora com uma hora de antecedência vai pagar R$ 199,00 para viajar entre as duas capitais, para fazer uma viagem de uma hora e meia de duração. 

Ainda pelo exemplo, se o mesmo passageiro recorresse ao transporte aéreo e chegasse ao Aeroporto de Congonhas uma hora antes, comprando passagem pelo atual valor de pico, poderia gastar até R$ 710,00. Além disso, destaca o ministério, o passageiro teria ainda de despender mais tempo para o chek-in, decolagem, deslocamentos maiores entre cidades e aeroportos, sem contar eventuais atrasos.

Na competição com os ônibus, serviço em que o foco principal do usuário é o preço, conforme o documento, os consumidores são protegidos pela regulação tarifária estadual. Desse modo, a empresa concessionária do TAV terá obrigatoriamente que competir com esse modal, o que deverá contribuir para que os preços sejam condizentes com a realidade econômica das populações que utilizarem seus serviços, na visão do Ministério dos Transportes. 

Confira o trajeto planejado para o Trem de Alta Velocidade
O Trem de Alta Velocidade (TAV) ligará as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, com um trecho adicional até Campinas (SP), num percurso total de 511 km. O TAV também deverá ter estações em cidades intermediárias e nos aeroportos internacionais do Galeão, Guarulhos e Viracopos. A previsão é de que o trem alcance velocidade máxima de 350 km/h e percorra o trajeto entre Rio e São Paulo em cerca de 1h30. A passagem em classe econômica entre as duas capitais custará de R$ 149 a R$ 199.





Postar um comentário