EUROSTAT (AGÊNCIA OFICIAL DE ESTATÍSTICA DA UE) AFIRMA: A ECONOMIA DA ZONA DO EURO ESTA ESTAGNADA

A economia da zona do euro, neste 3o. trimestre, cresceu apenas 0,2%. Esta  ínfima recuperação, faz muito pouco para aplacar os temores de que a Europa está prejudicando o lento crescimento mundial.


A Eurostat (agência oficial de estatísticas da UE) afirmou que a  zona do euro também revisou a estimativa anterior, a 2a. projeção trimestral, para 0,1%, indicando estagnação econômica.

A economia dos 18 países que compartilham a moeda única europeia cresceu apenas 0,2% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pela agência oficial de estatísticas Eurostat. No segundo trimestre, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) havia ficado em 0,1%.
Na comparação com a crise do terceiro trimestre de 2013, o PIB da zona do euro cresceu 0,8%.
Considerando os 28 países que fazem parte da União Europeia, o crescimento foi de 0,3% no terceiro trimestre, frente aos três meses anteriores. Ante o mesmo período do ano passado, a alta ficou em 1,3%.
Países
Entre os países da UE, o maior crescimento foi registrado na Romênia, de 1,9% frente ao trimestre anterior. A segunda maior alta foi registrada na Polônia, de 0,9%, seguida por Reino Unido e Grécia, ambos com crescimento de 0,7%. Com a alta, a Grécia, que vem enfrentando uma forte crise econômica, com desemprego elevado, acumula três trimestres consecutivos de expansão.
Apenas dois países viram suas economias "encolherem" no terceiro trimestre, de acordo com a Eurostat: Itália (-0,1%) e Chipre (-0,4%).

"A zona euro está a ter uma luta todo-poderoso para desenvolver ainda modesto ritmo de crescimento", disse Howard Archer, economista-chefe europeu de IHS Global Insight.
"Tensões geopolíticas, particularmente relacionadas com a Rússia e a Ucrânia, gera pouca confiança e investimentos em toda a zona euro, reforçando as condições desafiadoras em curso em muitos países", disse ele.
Os dados de crescimento trimestral da Alemanha e da França, as duas maiores economias do bloco da moeda única, mostra uma situação ligeiramente diferenciada da zona euro.
Na Alemanha, que é a potência econômica da Europa, o produto interno bruto cresceu 0,1% no período após a redução na mesma proporção em relação ao trimestre anterior.
As estimativas de crescimento da França  é 0,3% no terceiro trimestre , após uma contração de 0,1% no segundo trimestre.
Desde a recessão é tecnicamente definida como dois trimestres consecutivos de queda do PIB, a França e a Alemanha evitou uma nova recessão. 
Mas o ministro das Finanças francês Michel Sapin disse que, embora o número era maior, o crescimento manteve-se "muito fraco para garantir a criação de emprego do nosso país como precisa."
Itália permaneceu em recessão, pois o PIB contraiu 0,1% no terceiro trimestre, após o deslizamento de 0,2% no período de três meses anterior.
"No geral, o fato é que a zona do euro conseguiu um pequeno alívio", disse Jonathan Loynes, economista-chefe europeu da Capital Economics.
Loynes advertiu que a tendencia de crescimento "ainda não esta nem perto do suficiente" para revigorar a economia e "diminuir os riscos de deflação".
Esses riscos permanecem vivos, segundo a Eurostat, confirmando que a inflação na zona euro situou-se em 0,4% em outubro, um pouco acima do mês anterior. A inflação anual na União Europeia alargada foi 0,5%.
Taxa de inflação da Irlanda, em outubro foi a par com a zona do euro, enquanto a Romênia registou o maior aumento anual em 1,8%.
Isto foi seguido pela Áustria com um aumento de 1,4% e 1,2% na Finlândia.
Entretanto taxa anual deflação da Grécia foi a maior da Europa em -1,8%, com a Bulgária logo atrás em 1,5%.
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