AÉCIOLÂNDIA - CHEGAM NOTÍCIAS QUENTES DAS FRIAS MONTANHAS DE MINAS




Polícia fecha laboratório de refino de 


drogas em Cláudio, MG


Cocaína e maconha foram encontradas em casa abandonada.
Ocorrência foi no Distrito de Monsenhor João Alexandre; ninguém foi preso.


Materiais apreendidos no laboratório  (Foto: Polícia Militar / Divulgação)
Materiais apreendidos no laboratório
(Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Mais um laboratório de refino de drogas foi desarticulado na noite desta quinta-feira 21/11/2014 em Cláudio-MG.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), após denúncia anônima os militares foram até o local, que funcionava em uma casa abandonada no Distrito de Monsenhor João Alexandre. Lá foram apreendidos três balanças de precisão, embalagens com produtos químicos utilizados para o refino de drogas,  200g de pasta base de cocaína e aproximadamente 500g de maconha prensada.


Por Miguel do Rosário, em O Cafezinho
É preciso investigar melhor isso. Afinal, Claudio fica muito próximo de local onde o helicóptero com meia tonelada de cocaína, pertencente ao senador Perrella, amigo de Aécio, fez uma parada.

E o primo de Aécio Neves, Tancredo Tolentino, foi preso, junto com um desembargador nomeado por Aécio, por vender liminares para tirar traficantes de droga da prisão.
Os parentes de Aécio, segundo a reportagem da Folha, ficavam com a chave do aecioporto.
Acho inclusive que vale a pena republicar um trecho da reportagem da Folha que trouxe à baila a história do aecioporto:
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Por: Miguel do Rosário

Leio no noticiário de hoje que o governador de Minas Gerais, Alberto Coelho, decidiu, no apagar das luzes de sua gestão, transferir a administração do aeroporto de Claudio, no interior do estado, para a prefeitura.
Antes, estava sob controle do governo estadual.
Por que Coelho fez isso?
A imprensa brasileira, notoriamente tucana, não irá perguntar. Então as redes sociais terão obrigação de fazê-lo.
A razão seria a transferência de documentos, antes em poder do governo do estado, que em breve cairá em mãos do PT, para a prefeitura de Claudio, administrada por um partido (por enquanto) aliado a Aécio Neves, o PRTB?
Como se sabe, o aeroporto de Claudio tornou-se famoso nacionalmente após a revelação de que Aécio Neves, então governador, o construíra em terras de seu tio-avô, e que as chaves do mesmo ficavam em poder de sua família. O próprio Aécio tinha fazenda lá, a seis quilômetros do aeroporto.
Após algumas semanas de silêncio constrangido, Aécio confessa que usou ilegalmente o aeroporto “algumas poucas vezes” (metáfora engraçada para dizer que usou muito). Ilegalmente porque o aeroporto, mesmo após anos, ainda não foi homologado pela Anac. É proibido usá-lo.
O então candidato justificou a construção do aeroporto dizendo que Claudio era um importante centro industrial, o que é uma mentira deslavada.
E mesmo que fosse verdade, porque o governo não se empenhou então para legalizar o aeroporto?
A verdade é que a situação era confortável para Aécio, que usava o aeroporto como se fosse particular, apenas para passar finais de semana em sua fazenda na cidade.
Claudio, aliás, trouxe outras novidades para a campanha.
Logo após as denúncias, houve um estranho incêndio na prefeitura da cidade.
Ao final de 2013, a polícia de Minas estourou um centro de refino de cocaína na cidade.
E ainda temos algumas não totalmente explicadas conexões desagradáveis entre um primo de Aécio e traficantes de drogas.
A atriz Tassia Camargo encontrou – e o divulgou nas redes – um documento da polícia mineira, que descreve a descoberta de ossada humana no município de Claudio, em propriedade do senador.
Há também os depoimentos do policial civil Lucas Gomes Arcanjo, que faz acusações gravíssimas ao ex-governador Aécio Neves.
Só que esta “delação”, pelo jeito, não interessa à nossa imprensa.
Apenas durante a campanha, pressionada pelas redes sociais, a mídia se viu obrigada a fazer perguntas a Aécio Neves.
Finda as eleições, o assunto é enterrado.
Já com tudo relacionado ao PT, o fim da campanha apenas exacerbou a curiosidade da mídia.
Esse jogo de dois pesos e duas medidas já ficou descarado demais.
O próximo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, já disse que não jogará nada para embaixo do tapete.
Muitas novidades, portanto, poderão vir das belas e frias montanhas de Minas.

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A espantosa história do aeroporto de Cláudio

Do Blog o Cafézinho
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Por Joaquim de Carvalho, no Diário do Centro do Mundo.
Em abril de 2012, o Fantástico, da Rede Globo, mostrou a fachada de um casarão antigo no município de Cláudio onde o comerciante Tancredo Tolentino, o Quedo, entregou propina ao desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho, em troca de um habeas corpus para libertar dois traficantes. Na sexta-feira passada, eu fui a Cláudio e vi que o casarão ganhou outra finalidade. Além de vender a cachaça Mingote, abriga o comitê eleitoral de Aécio Neves, e Quedo assumiu a coordenação da campanha na região centro-oeste de Minas.
No sábado, depois de entrevistar mais de dez pessoas e de ver o processo que apura a construção do aeroporto, voltei à Mingote para tentar conversar com Quedo. Primo de Aécio, ele é o personagem onde dois escândalos se encontram. O pai de Quedo, Múcio, que é tio de Aécio e ex-prefeito de Cláudio, é o dono da fazenda onde o aeroporto foi construído com dinheiro público. Até estourar o escândalo, a chave do aeroporto ficava em poder da família.
Quedo é também o elo que ligou traficantes presos na região de Cláudio a um desembargador nomeado quando Aécio era governador de Minas Gerais. É o caso noticiado pelo Fantástico, numa reportagem de 11 minutos, rica em detalhes sobre a investigação da Polícia Federal, mas miserável num aspecto: em nenhum momento, é citado o nome de Aécio, embora uma reportagem publicada anos antes na revista do mesmo grupo, a Época, tivesse revelado que Aécio era produtor da cachaça Mingote.
Quedo chegou em um Uno, modelo novo, na companhia de mais três pessoas. Estava de boné, quando me apresentei como jornalista e disse sobre o que gostaria de conversar. Quedo tirou um celular do bolso, me perguntou para quem eu trabalhava e digitou um número. Depois de conversar no telefone, explicou que era da assessoria do primo. “Se eles deixarem, eu falo”, disse.
Enquanto aguardava orientação da cúpula da campanha, Quedo me convidou para sentar num banco em frente à casa da mãe dele, ao lado da Mingote, e disse que precisava ter cautela. “Afinal, é uma disputa para presidente e nós estamos na frente. Daqui uns dias, a Dona Dilma vai morar em Cuba”.
Quedo quis saber o nome das pessoas que eu havia entrevistado e mencionou o ex-vereador Israel de Souza, conhecido como Relinho, autor da denúncia em que o Ministério Público cobra do tio de Aécio a devolução do dinheiro gasto na construção da primeira pista do aeroporto.

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