NESSE PED VOTE NO PT DE SANTANA – 33 ANOS DE HISTORIA E DE LUTA


“Não estamos perdidos. Pelo contrário, venceremos se não tivermos desaprendido a aprender”. Rosa Luxemburgo

Nós Petistas, no encontro de gêneros, idades, origens, etnias, crenças, posições sociais e profissionais e na sorte da diversidade que representa o Partido dos Trabalhadores de Santana, trazemos para reflexão e principalmente para o debate, nossa visão sobre a conjuntura e o Processo de Eleição Interna de nossa legenda.
O documento que apresentamos está calçado na certeza da necessidade do dialogo franco e aberto sobre o momento atual e sobre o modelo de enfrentamento dessa questão no Diretório de Santana.
Nesse contexto, para o nosso agrupamento está claro que o desenrolar dos últimos fatos que culminaram nas grandes Manifestações espontâneas de rua, não é uma obra estática, um ponto fora da curva, um espasmo que se perderá no tempo. E tão pouco é um ato sem potencial de dinâmica própria ou produto de uma massa amorfa sem conexão com a realidade e sem capilaridade na camada mais popular da sociedade.
Para nós, essa suposta manifestação social repentina e vazia é um movimento em construção, gestado durante os últimos anos e que, dentre outros fatores, tem suas raízes no avanço tecnológico e principalmente na reestruturação da sociedade promovida por nossos governos. Portanto, podemos dizer que esse momento é um filho legitimo das melhores tradições de nosso Partido.
Nessa perspectiva, entendemos que o legado desse período será o marco na transformação social que estabelecerá novos paradigmas para a relação do Partido com a sociedade.
Assim sendo, a conjuntura em que vivemos nos impõe o desafio de entender os novos valores, crenças e desejos que ora se metabolizam no meio social do País. E na nossa visão, esse desafio nos é imposto somente agora, justamente porque não o vivenciamos nem como regentes e nem na condição de agentes transformadores, que sempre fomos.

A verdade é que, na escalada do poder, de alguma maneira, nós enfraquecemos os laços com nossas lutas históricas. Paulatinamente, nos distanciamos de nós mesmos; burocratizando a interlocução com os movimentos sociais, maquinizando as relações com os sindicatos, perdendo contato com a juventude e abrindo mão de refletir sobre a sociedade. Enfim, nos desapaixonamos do ser humano e deixamos de sonhar... O Partido trocou a tarefa maior de mudar o mundo pela facilidade comodista de administrá-lo melhor do que o gerenciamento incompetente dos Capitalistas. E, nesse sentido, não podemos negar que, todos nós, com maior ou menor intensidade, nos acomodamos diante da historia e que ela nos pegou na praia, surpreendente, feito onda inesperada.
Então, esse é o resultado do desapego à nossa identidade petista; estamos hoje diante de um quadro nebuloso que, muito embora turvo, ainda nos permite ver com nitidez, para além de nossa paralisia, a Direita em conluio com a mídia, empenhada na tentativa de cooptação dessas vontades populares, apostando na volta triunfante ao passado nefasto da historia do País. Portanto, nosso entendimento é de que o Partido dos Trabalhadores deve aceitar o desafio apostando no futuro vitorioso do ideal Petista.

O Partido dos Trabalhadores deve sim, tal qual essa nova sociedade que vem surgindo, marchar em prol de suas lutas. E pode; assim como reinventamos o destino do Brasil com a energia que criou o Partido dos Trabalhadores, aproveitar a força dessa conjuntura e seguir mais a frente respaldados na experiência exitosa desses 10 anos de Gestão Lula/Dilma.
Então, não podemos hesitar e nem compactuar com modelos de administração tradicionais, avessos a radicalidade ou com medo de confrontos. Não podemos nos eximir de enfrentar a disputa pelas consciências e fugir da responsabilidade de sermos protagonistas de nossa própria historia. A grande história que o povo nos confiou escrever.
Por essa razão, nossa certeza é de que o PT de Santana não pode ser aquela casa singelamente descrita por Vinicius de Morais, que não tinha nada; nem teto, nem parede, nem bandeira, nem ideias. Não pode ser reduzido a um escritório de negociações triviais, momentâneas e personalistas. Não pode ser um território mudo e sem luz. Um canto sem solidariedade fraterna entre companheiros. Um coração sem paixão revolucionaria. Um túmulo.

Esse coletivo entende que o PT de Santana tem a missão de aprender e reaprender sempre;

Para tanto nosso Diretório deve estar aberto ao dialogo com nós mesmos e com os outros, com os iguais e com os diferentes. Deve estabelecer os laços com as comunidades da região, com os movimentos sociais, com os sindicatos, com a sociedade enfim. Deve ter o papel de protagonista na condução da administração local e na construção da governabilidade. Não pode ser ator secundário na direção das disputas eleitorais no âmbito de sua área de atuação. Deve radicalizar no fortalecimento da democracia interna e agitar as cabeças, suscitando o debate dos grandes temas e dos assuntos cotidianos, dando-lhes a importância que cada um tem na vida das pessoas. Deve ter posição sobre questões emblemáticas e tabus e não ter medo de coloca-la para dentro e para fora do Partido e, principalmente, não pode ter medo de ser instrumento de ações transformadoras quando buscam aquilo pelo que lutamos por toda nossa historia.
Nós abrimos esse manifesto citando Rosa Luxemburgo. E o fizemos com a certeza de ser ela a melhor bussola orientadora para discutir o caminhar de nosso Diretório. Sendo assim, fortalecidos no compromisso revolucionário de sua reflexão, reconhecemos a conveniência de trazê-la novamente para fechar este documento.
“POR UM MUNDO ONDE SEJAMOS SOCIALMENTE IGUAIS, HUMANAMENTE DIFERENTES E TOTALMENTE LIVRES”.
Rosa Luxemburgo

PT SAUDAÇÕES!
In Memorium:
LUIS – CUT REGIONAL
DIMAS – PT IMIRIM
ORLANDO (CACIMBA) –
HOMENAGEANDO:

JOÃO FELICIO
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ELEIÇÃO: DOMINGO - 10 DE NOVEMBRO
HORARIO: 09:00HS AS 17:00HS
Locais de Votação
Rua Darzan, 356 - Santana
Associação dos Sem Terra - Apuanã
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