QUEREMOS LIBERDADE PARA OS ESTUDANTES MEXICANOS


Em apoio a libertação dos presos políticos

O grupo "International Marxist Tendency" lança um apelo ao movimento estudantil e dos trabalhadores em todo o mundo para que assinem a resolução abaixo, na qual exigem a libertação dos presos políticos detidos no dia 1º de dezembro de 2014.
Neste dia, manifestaram-se milhares e milhares de estudantes e trabalhadores mexicanos exigindo o aparecimento com vida dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa.
O Estado, sob o pretexto de alguns atos isolados de violência de ultra esquerdistas e infiltrados, atacou companheiros que se manifestavam pacificamente, espancando vários e prendendo arbitrariamente 3 estudantes que cometeram o único delito de lutar para que exista uma verdadeira justiça em nossa sociedade. Isso foi um pretexto usado pelo Estado neoliberal para romper unilateralmente a mesa de diálogo do Instituto Politécnico Nacional (IPN). Exigimos a libertação dos presos políticos, a solução para as demandas da luta do IPN e o aparecimento dos 43 estudantes normalistas.
Envie a petição que segue abaixo para os seguintes emails:

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Nome:
Organização e função:
Cargo:
Pais:

À Enrique Peña Nieto
À Secretaria do Governo
À Secretaria de Educação Pública
À Miguel Ángel Mancera, Chefe do Governo do Distrito Federal
À Procuradoria Geral de Justiça do Distrito Federal
À Enrique Fernández Fasnacht, Diretor Geral do IPN
À José Narro Robles, Reitor da UNAM
Em 1º de dezembro, um grupo de manifestantes que exigiam o aparecimento dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa foram brutalmente reprimidos pela polícia, que não se importou com a presença de pais de família e crianças; dezenas de companheiros foram espancados, alguns com extrema violência. Eles não somente golpearam companheiros inocentes, também prenderam os companheiros Ariel Flores Pérez, que é estudante do Vocacional 9 do IPN, Damián Reyes Lara, estudante da Faculdade de Filosofia e Letras da UNAM e da Escola de Música do INBA, e o companheiro Oscar Espinoza Trigueros, que estuda no Colégio de Ciências e Humanidades da UNAM. Estes atos se somam às prisões arbitrárias ocorridas em 20 de Novembro, que conseguimos reverter graças à luta e mobilização. Por estes novos atos de evidente repressão estatal, responsabilizamos o presidente Peña Nieto e Miguel Mancera, governador do Distrito Federal.
Rechaçamos a acusação de que os companheiros presos sejam delinquentes. Desconfiamos completamente de um governo que tem demonstrado sua grande corrupção. Suas leis não servem para proteger o povo do México, mas sim os ricos. A demonstração mais clara disso é a sua incapacidade para encontrar os 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa, que são filhos de famílias operárias e camponesas, enquanto o presidente e sua família vivem como reis, à custa do sofrimento do povo, com enormes palácios e fortunas, impunimente.
Repudiamos a acusação de que estes atos não tenham relação com a luta do IPN, grande parte dos companheiros atacados pertencem à esta instituição e foram eles os agredidos com maior severidade. Estes ataques foram coordenados entre o governo federal e o da capital federal, buscando golpear a luta dos estudantes politécnicos que estão há mais de 2 meses em greve.
Nós, abaixo assinados:
• Exigimos a libertação imediata e sem pagamento de fiança de todos os estudantes detidos em 1º de Dezembro de 2014: Ariel Flores Pérez, Demián Reyes Lara e Oscar Espinoza Trigueros. 
• Exigimos do governo mexicano, em todos os seus níveis, que cesse a repressão aos protestos sociais, o pleno atendimento das reivindicações dos estudantes do IPN e que apareçam com vida os 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa. Do contrário, exigimos as renúncias de Miguel Ángel Mancera e de Enrique Peña Nieto.
12 de dezembro de 2014
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