CUT QUESTIONA AGENDA NEOLIBERAL DE JOAQUIM LEVY

Aumento da taxa básica de juros promove desemprego e freia o desenvolvimento do País


No dia em que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy anunciou a elevação de alguns impostos, como a de Pis/Cofins sobre os combustíveis, a volta da Cide e o IOF sobre empréstimos pessoais, percebemos o quanto a agenda neoliberal resiste, mesmo abrigada em governos com norte social em suas ações prioritárias, e contribui para que ricos continuem mais ricos.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar em 0,5% a taxa básica de juros (Selic) é mais uma decisão lamentável do governo neste início de ano.
Como se não bastassem as medidas que retiram direitos do trabalhador anunciadas no final do ano e o pacote de ajustes fiscais divulgado no dia 19/01,  o aumento anunciado que eleva a Selic para 12,25% ao ano, é também um prenúncio de desemprego e desaceleração do desenvolvimento do País.
Com o argumento de diminuir o consumo para controlar a inflação, o governo dá mais um tiro no pé e contradiz o discurso utilizado de “ajustar as contas públicas com o menor sacrifício possível”. Menor sacrifício de quem? Só se for dos banqueiros, dos rentistas e dos detentores de grandes capitais, que têm interesse, sempre, em aumentar cada vez mais seus lucros.
Com o aumento da Selic, mais uma vez o governo empurra a conta para a classe trabalhadora. Com os juros altos o consumo cai, a produção diminui e o desemprego aumenta; a desigualdade social cresce, o desenvolvimento cessa e o País retrocede.
Conter a inflação não pode significar aumentar o desemprego.  Essa fórmula foi usada durante décadas em nosso País e sempre resultou em arrocho e recessão.
Mas o Brasil mudou, lutamos por sua transformação e fomos vitoriosos. É inaceitável que o governo comece a colocar em prática a agenda da direita, derrotada nas eleições. Vamos continuar a pressão para impedir a implantação de políticas recessivas e não vamos permitir que as conquistas dos últimos 12 anos sejam colocadas em risco.
Nós trabalhadores e trabalhadoras não aceitamos retrocesso. Continuaremos mobilizados para garantir empregos, manter e ampliar direitos e para que o País continue na linha do crescimento com desenvolvimento e distribuição de renda.
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