Jornalista fundador do PT assassinado em Ponta Porã é noticia mundial. O PiG ignorou...

Inglaterra -  Nova York - Nacoes Unidas
Nova York - As autoridades brasileiras devem conduzir uma rápida e completa investigação sobre o homicídio do jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, que foi morto a tiros na noite de sábado, declarou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Ele foi o segundo jornalista brasileiro assassinado em menos de uma semana.
O jornalista, mais conhecido como Paulo Rocaro, dirigia para sua casa por volta das 23h30 em Ponta Porã, cidade próxima à fronteira do país com o Paraguai, quando dois pistoleiros  dispararam 12 tiros com armas de calibre 9 milímetros contra a vítima  em uma motocicleta o atingiram seis vezesque morreu por volta de 5h em um hospital da cidade, de acordo com reportagens.

Ele era editor-chefe do Jornal da Praça e diretor do site de notícias Mercosul News, e frequentemente escrevia sobre política, informou a imprensa. "Estamos entristecidos pela morte de Paulo Roberto Cardoso Rodrigues", disse Carlos Lauría, coordenador do programa das Américas do CPJ.
 "Os assassinatos de dois jornalistas em tão curto espaço de tempo abateu a imprensa brasileira, e torna-se imperativo que as autoridades investiguem plenamente os crimes, determinem os motivos, e processem os responsáveis".
O correspondente Cándido Figueredo relatou no jornal paraguaio ABC Color que Rocaro era um severo crítico do prefeito local, e apoiava a campanha de um candidato de oposição.
O jornalista havia deixado uma reunião com o candidato quando foi morto, informou Figueredo. Policiais disseram a repórteres que uma das linhas sendo investigadas é a de um possível assassinato sob encomenda politicamente motivado, embora não tenham descartado outras hipóteses, informou a imprensa.
De acordo com a pesquisa do CPJ, a fronteira Brasil-Paraguai é particularmente perigosa para jornalistas. Figueredo, que trabalha no lado paraguaio da fronteira na cidade de Pedro Juan Caballero, recebeu inúmeras ameaças de morte na década passada, e as autoridades recentemente interceptaram um telefonema entre criminosos no Brasil que ameaçavam matá-lo, mostra a pesquisa do CPJ.
Na quinta-feira, o corpo do jornalista brasileiro Mario Randolfo Marques Lopes foi encontrado na cidade de Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro, apurou a pesquisa do CPJ, que documentou um aumento da violência letal no Brasil em 2011.
Dois jornalistas foram assassinados no país no ano passado em relação direta com a atividade profissional, e outros quatro foram mortos em circunstâncias ainda não esclarecidas, demonstra a pesquisa do CPJ.


Nações Unidas
UNESCO

Comunicado à Imprensa do dia 20 de fevereiro, 2012


O chefe da agência das Nações Unidas encarregado de defender a liberdade de imprensa condenou  os assassinatos de dois jornalistas brasileiros no início deste mês e pediu investigações aprofundadas dos crimes.
Irina Bokova, Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência ea Cultura (UNESCO), divulgou um comunicado lamentando o assassinato de Paulo Roberto Cardoso Rodrigues em 12 de Fevereiro e Mario Randolfo Marques Lopes em 8 de Fevereiro.
Irina Bokova
"Essas mortes são um ataque intolerável a profissão de jornalismo e direito básico de um indivíduo humano à liberdade de expressão," 
Ms. Bokova disse, acrescentando que as investigações aprofundadas das mortes eram necessárias "para que os jornalistas possam continuar informação sem ter que temer por suas vidas e para a segurança de seus familiares. "
 Pelo menos 11 jornalistas ou profissionais de mídia foram assassinados no Brasil desde 2002, e um projeto de pesquisa apoiado pela UNESCO, está atualmente a estudar os problemas que enfrentam os meios de comunicação que operam em áreas violentas ou difícil no Rio de Janeiro.

Relatório divulgado pela Federação Internacional dos Jornalistas em 2011, 106 trabalhadores de comunicação (seis brasileiros) foram assassinados e em 2010 foram 94 vítimas.

Central Única dos Trabalhadores

O reporter, Palmir C. Franco da  CUT-MS  publicou que a Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul é solidária a dor dos familiares, amigos e companheiros de luta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul e do Clube de Imprensa de Ponta Porã. A direção da CUT-MS espera que os órgãos de justiça investiguem o caso e que os culpados paguem pelo crime que comentaram.
O Sr. Franco disse ainda que a CUT-MS está indignada em saber que por lutar em defesa da liberdade de imprensa, denunciando a verdade diariamente através dos meios de comunicação, um profissional como Rocaro tenha perdido a sua vida.
Rocaro trabalhava há 31 anos na área jornalística, a imprensa perdeu um grande profissional, mas a luta agora é para que a violência contra o jornalista Paulo Rocaro não seja mais uma nas estatísticas sem resolução em nossa fronteira.
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