A INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA DEVE CAMINHAR EFETIVAMENTE NA DIREÇÃO SUL

É essencial fortalecer e aprofundar o Mercado Comum do Sul (Mercosul), disse aqui Kintto Lucas, embaixador do Uruguai,   itinerante para os mecanismos de integração UNASUR, CELAC e ALBA. Argumentou que fortalecer e aprofundar as relações em direção à América do Sul a União de Estados da América do Sul (Unasul), reforçará efetivamente a integração regional.
Na América do Sul existem aqueles que ouvem o canto da sereia e defendem a necessidade urgente de criar área de livre comércio com a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas, liderada por os EUA). Eles efetivamente pretendem replicar o modelo neoliberal, que é um fracasso, acrescenta.

Em um artigo publicado hoje em A República, o diplomata uruguaio argumenta que "isso será possível se os governos transcenderem a esfera da mera racionalidade econômica".


E, acrescenta, se engajar na construção de uma política econômica comum e inclusiva, que tiram partido da região em recursos alimentares, água, energia e matérias-primas industriais, gerando uma integração produtiva e de complementaridade entre os países.


No caminho difícil para a América do Sul Mercosul, diz Lucas, a entidade deve tornar-se a ponte para formar um bloco comercial, que se rege pelos princípios da solidariedade e complementaridade.


Também levar em conta as assimetrias entre os diferentes membros, priorizar o papel do governo e orientadas para o bem-estar da população, em vez de os lucros das grandes empresas.


Lucas propõe também que "serve como um exemplo de um modelo de regionalismo diferente em comparação com os regimes tradicionais, que se baseiam em fundamentalismo de mercado".


Notando que, nos últimos anos, a América do Sul deu passos decisivos no caminho para a integração regional, o diplomata afirmou que "no mundo que está tomando forma é impossível andar sozinho, e a caminhada coletiva é fundamental".


Do Norte, sublinha, são promovidos o livre comércio e a liberalização financeira e desregulamentação e privatização e flexibilização do mercado de trabalho como mecanismos fundamentais para a integração na economia internacional.


Ele também insiste que "a integração regional na América do Sul deve recuperar o papel do Estado no mercado e da sociedade sobre  o mercado."
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