O G20 É UM GRUPO A SERVIÇO DO G8? ESTUDO LIGADO AO ALTO COMISSARIADO EUROPEU PROCURA RESPONDER A QUESTÃO.


O Instituto de estudos de segurança, organismo ligado ao Alto-comissário europeu para a política estrangeira, publicou um estudo sobre o G20. O autor defende a retórica segundo a qual o G20 permite associar potências economicas emergentes á gestão global do mundo. Nesta base, o G20 ofereceria um quadro inesperado para elaborar um novo multilateralismo.

No entanto, ao longo do referido estudo, o autor mostra exactamente o oposto, a saber: o G20 nunca fez progredir o multilateralismo.  O estudo acaba por trazer á tona muita informação, que apenas serve para argumentar contra a legitimidade de uma organização que visa estender as direcções das grandes potências.
BREVE RESUMO DA CONCLUSÃO

A evolução do G-20 representa um marco no desenvolvimento governança global. Primeiro,  reconhece explicitamente o aumento da interdependência na modelagem da ordem mundial atual, e a importância dos mercados emergentes e de outros poderes. Em segundo lugar, ele destaca as tentativas de encontrar soluções comuns globais para problemas globais comuns. Em terceiro lugar, o G-20 representa um processo de transição para juros, ao invés de posições baseadas no multilateralismo. De muitas maneiras, ele reflete a predominância de um novo mundo com ganhos relativos de poder e de política, garantindo mais ganhos absolutos nos arranjos multilaterais. Como tal, tem em sua base ambas as potências, novas e antigas, formando um fórum confortável para se desenvolver a governança global. Permitindo-lhe garantir sua influência na economia mundial e n política para fazer avançar seus interesses.
Contudo, na decisão de elevar o G-20 para o nível de líderes, houve certo grau de relutância pelo que se processou como simples ampliação de "clubes" de Estados mais importantes, como o G-8. O G-20 não se apresentou como uma alternativa capaz de lidar com a pressão cada vez maior para ir além de expandir o G-8. É importante ressaltar que desde o início do G-20 sua agenda foi limitada a governança econômica e financeira. Então, ao invés de substituir o G-8, os líderes do G-20 abriram essa possibilidade de o G-8 para coexistir com o Grupo e mais, desenvolver-se como um fórum político, incluindo os principais mercados, economias e democracias do mundo.

The G-20 : A Pathway to effective multilateralism ?, por Juha Jokela, Institute for Security Studies, European Union (84 pág. 640 Kb,)
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