Coreia do Norte defende união do planeta contra os Estados Unidos

O conflito tornou-se internacional quando USA forneceu apoio a Coreia do Sul e a China às tropas da Coreia do Norte.


Seul - A Coreia do Norte apelou o planeta inteiro a cerrar suas fileiras contra "os bandidos imperialistas americanos" por ocasião do 65º aniversário do início da guerra da Coreia.

"Convocamos o mundo a se juntar às fileiras da luta anti-americana internacional para derrotar os bandidos imperialistas dos Estados Unidos", declarou a Comissão Nacional de Defesa (NDC) do regime comunista em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias KCNA. A Coreia do Norte acusa os Estados Unidos de estar por trás da guerra em 1950.

"A Ásia deve se unir para atar a mão direita dos Estados Unidos, a África para atar a sua mão esquerda, o Oriente Médio para atar os seus tornozelos e a Europa para cortar sua garganta", acrescenta a CDN.

"A única maneira possível para os Estados Unidos é se desculpar com o exército e o povo da República Popular Democrática da Coreia e içar a bandeira branca", acrescenta. Na Coreia do Sul, as cerimônias que marcam este 65º aniversário foram sóbrias.

O primeiro-ministro Hwang Kyo-Ahn apelou, no entanto, à vigilância durante uma cerimônia oficial. "Precisamos reforçar a nossa segurança e poder militar (....) porque 60 anos após o fim da guerra, a situação ainda é instável na península coreana", disse ele. "O governo vai tratar com seriedade qualquer provocação da Coreia do Norte".

A guerra da Coreia (1950-1953) começou quando as tropas do norte atravessaram o paralelo 38, que marcava a divisão da península entre o Norte comunista e o Sul capitalista.

O conflito tornou-se internacional quando os Estados Unidos forneceram apoio ao Sul e a China às tropas do Norte. Cerca de um milhão de sul-coreanos foram mortos ou feridos durante a guerra. O número de vítimas entre os norte-coreanos é estimado em 1,5 milhão.


Cerca de 140.000 soldados sul-coreanos foram mortos em ação e 450 mil ficaram feridos. O número de baixas entre os soldados chineses e norte-coreanos é ainda maior, de acordo com estimativas.

Mais de 40.000 soldados americanos foram mortos e cerca de 100.000 feridos na guerra que terminou com um armistício frágil em vez de um tratado de paz. As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra.

A Guerra da Coreia foi travada entre 25 de junho de 1950 a 27 de julho de 1953, opondo a Coreia do Sul e seus aliados, que incluíam os Estados Unidos e o Reino Unido, à Coreia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética. O resultado foi a manutenção da divisão da península da Coreia em dois países.

A península da Coreia é cortada pelo paralelo 38°, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados: a República da Coreia, a sul, e a República Popular Democrática da Coreia, ao norte. Essa demarcação, existente desde 1945 por um acordo entre os governos de Moscou e Washington, dividiu o povo coreano em dois sistemas políticos opostos: no norte o comunismo apoiado pela China e União Soviética, e, no sul, o capitalismo apoiado pelos Estados Unidos.

A incapacidade de realizar eleições livres em toda a Península coreana, em 1948, aprofundou a divisão entre os dois lados, o do Norte estabeleceu um governo comunista, enquanto o Sul estabeleceu um governo de direita. O paralelo 38 tornou-se cada vez mais uma fronteira política entre os dois Estados coreanos. Embora as negociações de reunificação continuassem nos meses que antecederam a guerra, a tensão se intensificou. Escaramuças transfronteiriças e incursões cruzando o paralelo 38 persistiram. A situação se transformou em guerra aberta quando as forças norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950.

Os Estados Unidos e 20 outros países das Nações Unidas capitalistas ofereceram assistência para repelir a tentativa de reunificação das duas Coreia, por parte da Coreia do Norte, sob o regime comunista.

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