ONU SALIENTA QUE A DERRUBADA DO AVIÃO NA UCRÂNIA FOI UM CRIME DE GUERRA

A derrubada do avião Malaysian Airlines em 17 de julho/2014 foi uma violação do direito internacional e, de acordo com as circunstâncias, "pode ser um crime de guerra", disse Navy Pillay, que é uma alto comissariada da ONU para os Direitos Humanos.

 "É imperativo uma investigação completa, eficaz e independente para este fato", disse ele, coincidindo com o lançamento do mais recente relatório da missão de observadores enviados por seu escritório para a Ucrânia.

Ao apresentar este documento à imprensa, o chefe da Seção para as Américas, Europa e Ásia Central Alto Comissário, Gianni Magazzeni disse que "é preciso estabelecer os fatos e circunstâncias do que aconteceu".

As analises deverá ser capaz de  garantir que "os responsáveis ​​sejam julgados", acrescentou.

No entanto, a agência ressaltou que a comissão da ONU que direciona Pillay não está diretamente envolvido com essa pesquisa.

Sobre a crise no leste da Ucrânia, a ONU informa que a escalada da violência vem se intensificando, que desde junho passado, 1.129 pessoas foram mortas e feridos é de 3.442 pessoas.

De maneira geral, "a situação no leste está desesperadora, com 104 edifícios nas mãos de grupos armados, dos quais 24 instalações militares, 16 sedes administrativos das autoridades locais, 16 dos Ministério do Interior e 7 Serviços de Segurança ".

Além disso, a missão de observadores acreditam que nos próximos meses poderá haver uma nova onda de êxodo na Criméia anexada pela Rússia por assédio que as minorias estão sofrendo lá. "Restrições fortes, e discriminação contra os ucranianos, tártaros e representantes de minorias em geral".

Estes grupos étnicos e nacionalistas têm direitos de reunião, associação e expressão limitada, enquanto que para o trabalho todos os cidadãos ucranianos que vivem na Criméia e se recusaram a levar cidadania russa agora são considerados estrangeiros.

A ONU estima que, até agora, cerca de 14 mil pessoas fugiram de Crimea se estabelecem em outras partes da Ucrânia.
Postar um comentário