DILMA SORRIDENTE DESMONTA AS "PROFECIAS PESSIMISTAS" DIFUNDIDAS PELO PIG

Confederação Nacional da Indústria promoveu o encontro com os principais candidatos à Presidência da República.

Dilma Rousseff apresentou as ações tomadas pelo governo que objetivaram impulsionar efetivamente o setor industrial brasileiro.

Dilma afirmou que seu governo não desorganizou a economia, "como foi feito no passado". "É bom lembrar que não só nos protegemos da crise como também preparamos a base para a retomada do crescimento". 


Dilma questionou os presentes como estaria a economia se o governo não tivesse tomado as decisões após a crise econômica mundial de 2008: "Como seria se não tivéssemos adotado as medidas anticíclicas? Em que situação estaria a nossa indústria?"

Dilma afirmou ainda que seu governo fez uma reforma tributária para o segmento industrial, citando feitos de sua gestão.
A desoneração da folha de pagamento para 56 setores produtivos, "o que é importante porque dá visão de longo prazo" a mudança na tributação de bens de capital, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do automóvel e da linha branca e o aprimoramento do Simples Nacional que são a "verdadeira reforma tributária" - iniciativa que os antecessores dela na sabatina, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), disseram que vão realizar logo no início do futuro mandato, caso eleitos.

"Trata-se de uma verdadeira reforma tributária para esse segmento empresarial majoritário em nosso País", afirmou.

Dilma citou a necessidade de se priorizar as negociações coletivas nas discussões trabalhistas e a inovação - também dois aspectos exaltados como demandas a serem adotadas por Campos e Aécio.

Para Dilma Rousseff, numa crítica ao governo de Fernando Henrique Cardoso, no passado, o Estado brasileiro voltava as costas para a indústria nacional.

Num discurso que buscou o apoio e confiança do empresariado, a candidata do PT disse que a "pior coisa" para uma pessoa que está no governo é quando, em especial na atividade econômica, se fica "pessimista".

Sinalizando o que pode propor nos próximos quatro anos, a presidente ressaltou que assume o compromisso de que se pode "fazer mais" pela indústria brasileira. Disse que dará prioridade a uma agenda de reforma tributária "abrangente".

"Iremos perseguir, mesmo quando a conjuntura não for a mais favorável".

Citou que é preciso simplificar e desburocratizar os processos, assim como é necessário acabar com a cumulatividade dos tributos.

Citou que é necessário simplificar o regime do PIS/Cofins. Mostrou ter feito a sua parte na reforma tributária que encaminhou ao Congresso no ano passado, mas só avançou em um único ponto (a resolução 13, que acabou com a chamada guerra dos portos).

"Está no Congresso a proposta de reforma do ICMS, que é urgente", afirmou.

"Nessa questão não adianta prometer. Tem que dar os votos (para ser aprovada)", completou.

"Eu tenho que dizer o que fiz, não só o que vou fazer", disse. "Eu fiz e sou capaz de fazer", completou, recebendo palmas.

A presidente afirmou que não se fará reforma trabalhista se não for feito diálogo próximo entre empresários, trabalhadores e Congresso.

"Não há condições políticas sem a gente partir dessa premissa, tem de ter processo negocial, tem de ter um objetivo: atualizar marco regulatório para as condições do século XXI", disse Dilma.

Ela afirmou que a principal proposição tem de ser a negociação coletiva e disse que a judicialização, em qualquer área, é muito perigosa e eleva os custos.

"Em tudo o que fizemos de parceria, fomos exitosos", afirmou, em relação às parcerias com a CNI. A presidente se comprometeu ainda a analisar as 42 propostas encaminhadas pela indústria. A presidente Dilma Rousseff afirmou que seu governo resgatou as políticas industriais e que o País "pode e deve" adotar tais medidas. 

A presidente destacou os resultados da indústria naval que comprovam resultados conquistados por essa política. "Desde 2003, o contingente de trabalhadores cresceu mais de 10 vezes. Hoje são quinze estaleiros", disse Dilma. "A indústria naval vai contratar R$ 100 bilhões até 2020", disse.

A indústria naval brasileira, segundo Dilma, nasceu com a política de conteúdo local para petróleo e gás e mostrou a potencialidade da política de compras governamentais. A presidente disse ainda que houve quem dissesse que o Brasil não precisava de uma política industrial. "Muitos acham que política industrial deve ser deixada ao sabor da flutuação do mercado". Ela disse que seu governo pretende continuar com o embate "técnico e político" sobre a legitimidade da política industrial.

"Devemos baseá-la na busca sistemática de preço, prazo e qualidade", declarou. Por último, ela disse que essa política é baseada em uma série de eixos: desoneração de produtos; crédito subsidiado ao investimento na indústria; incentivo à indústria por meio de compras governamentais; educação focada na formação técnica e científica de pesquisadores; constituição de nossos marcos regulatórios e a retomada de investimento em infraestrutura em 2007; medidas para diminuir a burocracia e parceria com o setor privado."

Crise

A presidente afirmou que o mundo vivenciou uma das mais graves crises econômicas. "Temos que ter consciência de que a indústria é um dos setores que mais sofrem, ainda mais quando começa nos países desenvolvidos", disse a presidente.

Sobre a crise, ela disse que houve queda na demanda em países avançados, que produziu forte contração no mercado internacional. O abalo nas economias avançadas também gerou forte capacidade ociosa e houve luta pela colocação de bens de alto valor agregado nos mercados.

A presidente disse ainda que talvez seja cedo para celebrar o fim da crise ou a recuperação do comércio internacional. Citou como exemplo que a produção industrial alemã está em queda e que a confiança dos empresários daquele país está em baixa há sete meses consecutivos.

Ela defendeu ainda as medidas anticíclicas adotadas pelos governos do PT para debelar a crise e disse que "o governo promoveu o maior volume de desonerações dos últimos anos e décadas".




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