46ª CÚPULA DOS PRESIDENTES DO MERCOSUL - AMPLIAÇÃO DAS TROCAS ECONÔMICAS E COMERCIAIS COM TARIFA ZERO PARA O COMÉRCIO DA REGIÃO



46ª Cúpula dos Presidentes do Mercosul


A 46ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, a primeira que acontece em Caracas, começou nesta terça-feira com a presença de todos os chefes de Estado dos países-membros, a presidente Dilma Rousseff, a argentina Cristina Kirchner, o paraguaio Horacio Cartes, o uruguaio José Mujica e o venezuelano Nicolás Maduro participam da reunião, junto ao presidente boliviano, Evo Morales, cujo país se encontra em trâmite de adesão ao Mercosul como membro pleno.


Maduro informou que, antes do início da sessão, aconteceu uma reunião dos Estados-membros e a Bolívia que durou cerca de duas horas.

Na cúpula, os presidentes abordam uma agenda de temas dominada pelas possíveis alianças com outros blocos como a União Europeia, a Aliança Pacífico e os mecanismos Aliança Bolivariana e Petrocaribe, impulsionados pela Venezuela.

"Quero agradecer a todos pela presença nesta cúpula, que é a primeira cúpula do Mercosul em nível presidencial que acontece fora dos países fundadores do Mercosul", declarou Maduro ao abrir a sessão.

"Os venezuelanos e as venezuelanas estamos felizes e orgulhosos por sermos membros do Mercosul e por incorporar-nos à história que está sendo construída", acrescentou, ao destacar o esforço do falecido Hugo Chávez para incorporar seu país ao bloco.
Problema que atinge a Argentina é ameaça a todo o sistema financeiro, afirma presidenta
Presidenta Dilma discursa na sessão plenária da 46ª Cúpula do Mercosul, em Caracas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Presidenta Dilma durante sessão plenária da 46ª Cúpula do Mercosul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante reunião da 46ª Cúpula do Mercosul, a presidenta Dilma Rousseff reiterou a solidariedade brasileira com o desafio que a Argentina enfrenta no processo de reestruturação da dívida soberana do país. Nesta terça-feira (29), na Venezuela, ela lembrou que pretende levar o tema à próxima reunião do G20, na Austrália, da mesma forma que foi discutido na reunião com os membros do BRICS, em Brasília.
“O problema que atinge hoje a Argentina é uma ameaça não só a um país irmão, atinge a todo o sistema financeiro internacional. Não podemos aceitar que a ação de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros. Precisamos de regras claras e de um sistema que permita foros imparciais, permita previsibilidade e, portanto, justiça no processo de reestruturação de dívidas soberanas”, comentou.
Dilma ainda desejou sucesso à Argentina na presidência pro-tempore do Mercosul, no próximo semestre. Ela afirmou que confia na liderança da presidenta Cristina Kirchner para que o bloco siga no caminho do fortalecimento do bloco.
Crescimento do Mercosul
A presidenta destacou também o fortalecimento dos mercados internos dos membros do Mercosul e a importância da integração dos países sul-americanos. Neste sentido, ela considerou a adesão da Bolívia como um passo importantíssimo na direção de interagir com outros parceiros e de maior projeção internacional do bloco, que já conta com o segundo maior território, a quarta maior população e a quinta maior economia do mundo.
“O Brasil aposta e todos os demais parceiros do Mercosul apostamos na ampliação das trocas econômicas e comerciais. E aí, é muito importante a economia boliviana e as demais economias da America do Sul. Devemos buscar a implementação da desgravação tarifária, o que vai permitir que nós criemos zona de livre comércio sul-americana”, analisou Dilma.
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