Ciência sem Fronteira: Um exemplo para a Europa.

Bolsista em Portugal protestam contra desinvestimento
Em luta pela ciência

Enquanto o governo Dilma Rousseff ampliou-se, no dia 5/2/14 aos estudantes brasileiros,
 -- segundo declarou para a Lusa o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), -- com novas chamadas para atração de pesquisadores ao Brasil nas modalidades de bolsas Pesquisador Visitante Especial (PVE) e Atração de Jovens Talentos (BJT) pelo Programa Ciência sem Fronteiras, na Europa, e principalmente em Portugal, o oposto acontece. Centenas de bolseiros e candidatos a bolsas de investigação científica participaram no dia 29 em diferentes iniciativas de protesto convocadas pela Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC). Centenas de bolseiros e candidatos a bolsas de investigação científica participaram no dia 29 em diferentes iniciativas de protesto convocadas pela Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).
Os participantes contestaram o crescente desinvestimento na ciência na Europa e em Portugal, bem como os cortes brutais verificados na atribuição de bolsas individuais de doutoramento e pós-doutoramento pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Estas iniciativas tiveram lugar no dia em que, na Assembleia da República (AR), decorreu a discussão sobre a petição pública promovida pela ABIC, onde se expunha os problemas no concurso de atribuição de bolsas, que contou com mais de quatro mil subscritores.
Em Lisboa, dezenas de pessoas responderam ao apelo da Associação e juntaram-se na porta lateral da AR para assistir à discussão parlamentar da petição. No final, dentro das galerias do Parlamento, os manifestantes viraram costas ao hemiciclo, simbolizando assim o futuro que resta à investigação científica, caso a proposta apresentada pelo PCP para a reposição dos índices de atribuição de bolsas iguais ao modelo brasileiro, em discussão no dia 31, fosse chumbada, o que veio a acontecer.
O Largo D. Dinis foi o local escolhido para o protesto em Coimbra, onde 70 pessoas se concentraram. Após descerrarem três faixas nas Escadas Monumentais, onde se podia ler «Com este desinvestimento na ciência, este é o caminho que resta», seguido de uma seta que apontava para o fundo da escadaria, os manifestantes dirigiram-se ao gabinete do Provedor do Bolseiro, Arsélio Carvalho Pato, para aí entregarem uma série de postais assinados onde perguntam: «Com este desinvestimento na ciência, que futuro me resta?». 
Para além dos postais, a ABIC fez ainda chegar uma carta onde confronta o provedor com as condições de vida dos bolseiros, os cortes no concurso de atribuição de bolsas e os múltiplos erros do processo concursal. Os bolseiros esperam assim ver assumida uma posição por parte do provedor.
Também em Aveiro a contestação teve lugar, com cerca de 120 bolseiros a realizarem um fotoprotesto alusivo à redução de pessoas a trabalhar na ciência e investigação, consequência do desinvestimento crescente.
Já no Porto, cerca de 50 pessoas concentraram-se em frente ao Instituto de Biologia Molecular e Celular, onde penduraram uma faixa com a frase «Em luta pela ciência».
Conscientes de que estas políticas afectam igualmente os bolseiros de investigação a desenvolver a sua pesquisa fora de Portugal, também no estrangeiro ocorreram acções de contestação.
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