1º de Maio lança a frente de esquerda contra retrocesso - ENFIA A GELADEIRA NO C...!!

“Jamais volto a 1º de maio que distribui geladeira” Lula 1 Maio 2015

Presidente da CUT aponta necessidade de unidade contra retrocesso e Cunha, PL 4330 e violência contra professores são declarados inimigos da classe trabalhadora

Escrito por: Luiz Carvalho - CUT Nacional

Vagner apontou que unidade da esquerda vai se transformar em bloco unitário
Vagner apontou que unidade da esquerda vai se transformar em bloco unitário
Foto: Sergio Silva
O 1º de Maio popular e de luta não deu mole aos inimigos da classe trabalhadora. O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que comandou a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4330 da terceirização sem limites e a violência contra os movimentos sociais foram alvo de críticas em todas as intervenções no ato político.
Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, disse que o Dia do Trabalhador é o primeiro passo para a formação de uma frente da esquerda em defesa de temas da agenda progressista.
“Esse 1º de Maio lança a frente nacional unitária da esquerda do Brasil para lutar por moradia, reforma agrária, educação e em defesa dos direitos dos negros, jovens e movimento LGBT”, definiu.
Vagner iniciou sua intervenção convocando como palavra de ordem “somos todos professores”, em referência ao massacre dos educadores no Paraná pela PM de Beto Richa (PSDB) e a truculência do governo paulista de Geraldo Alckmin (PSDB), que não negocia com a categoria.
“Não me venha o senador Aloysio Nunes, capacho da direita, dizer que os professores iriam invadir o palácio do governo e chamá-los de vândalos. Vândalo é o governador Beto Richa, a PM do Paraná, o Alckmin e a PM de São Paulo”, criticou o dirigente, para quem a tensão é causada por governos que não negociam com o funcionalismo público.
Ao citar Cunha, Vagner Freitas apontou que a frente de esquerda não permitirá que o parlamentar use a Câmara para atacar os direitos trabalhistas e ironizou a campanha do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, em defesa do PL 4330.
“Vocês conhecem algum patrão bonzinho? Quem defende os trabalhadores somos nós. O PL 4330 não foi pensado para regularizar a situação de 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados. Foi feito pra terceirizar mais 40 milhões. Por que o patrão pagaria o salário maior, se pode demitir e contratar pela metade? Se o PL 4330 passar, vocês, trabalhadores, vão ser demitidos ”
É NÓIS! É LULA!
Como é de praxe, o presidente Lula mais uma vez utilizou a ironia para diferenciar o 1º de Maio popular que CUT e parceiros dos movimentos sociais promovem em oposição ao da central que apoiou o PL 4330, da terceirização sem limites e da retirada de direitos.

"Eu tinha jurado a mim mesmo que nunca mais participaria de um ato de 1º de Maio que misturasse distribuição de geladeira, de carro e festa com ato político. Na hora de discutir política, a gente não diz que vai trazer o trabalhador aqui pela geladeira. A gente diz que quer ele aqui para discutir política.”

Em sua intervenção, Lula focou em dois pontos principais. Justamente a terceirização para todos os setores da empresa e a redução da maioridade penal.

Ele citou a pesquisa realizada pelo Dieese sobre a terceirização e comentou dados sobre acidentes, trabalho escravo, além de ressaltar que os terceirizados ganham menos e trabalham mais. "Esses dados é para que a imprensa registre e publique. Esse tema é um ponto de honra para o movimento sindical", definiu.

Hipocrisia da maioridade

Sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, o presidente afirmou que antes de mandar um menino pra cadeia é preciso conhecer a realidade das famílias desse jovem.  Para ele, apoiar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 é cometer um crime.

“Esse tema é caro às periferias e aos trabalhadores. Uma parte da elite brasileira acha que vai resolver o problemas do Brasil mandando um moleque de 15 anos pra cadeia. Mas eu pergunto o que fizeram nesses 500 anos que não deram oportunidades para esses jovens que caíram no crime", questionou.

Redução maioridade penal

Ainda sobre o tema, Lula citou a dificuldade de acesso à universidade, que chegou só 400 anos após a descoberta do Brasil e elencou que a PEC é apenas uma medida num pacote que inclui, além da terceirização e da redução da maioridade, um projeto de falsa reforma política.

"Nós despertamos o ódio.  E eles (a elite brasileira) não suportam ver um metalúrgico sem diploma universitário fazer em oito anos duas vezes e meia mais do que eles fizeram num século."

Revistas são um lixo – A manipulação da informação, uma semana após o aniversário da Globo, também foi destaque na fala de Lula. 

“Essas revistas brasileiras são um lixo. Não valem nada. Peguem todos os jornalistas da Veja e da Época e enfia um dentro do outro e não dá 10 por cento da juventude que está aqui."

O presidente ainda pediu paciência com Dilma e provocou dizendo que a elite brasileira tem medo de sua volta à Presidência. "São 12 anos de PT com aumento real de salário. Eles deveriam acender uma vela pra agradecer o que eu e Dilma fizemos.  Não me chame pra briga que eu sou bom de briga. Está aceita a provocação."
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