Para Dilma, resultado atualizado do PIB é mais um dado que mostra força da economia do País

IBGE revê taxa de crescimento da economia em 2011 para 3,9%

A presidenta Dilma Rousseff comemorou o novo resultado do PIB de 2011, que passou de, 2,7% para 3,9%, de acordo com a metodologia atualizada da pesquisa Sistema de Contas Nacionais (SNC), divulgada nesta quarta-feira (11), pelo IBGE. A mudança segue, entre outros parâmetros, algumas recomendações de instituições internacionais, para tornar a metodologia do PIB brasileiro mais compatível com a de outros países.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reviu a taxa de crescimento econômico do Brasil nos anos de 2001a 2011, de acordo com a nova metodologia de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Segundo o IBGE, a taxa de 2011 passou de 2,7% para 3,9%.

O IBGE divulgará a revisão dos anos de 2012 e 2013, assim como o desempenho do PIB em 2014, de acordo com a nova metodologia, no próximo dia 27.
As modificações na forma de cálculo foram recomendadas por instituições internacionais, como a mais recente revisão do manual organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Mundial. O objetivo é tornar o cálculo do PIB brasileiro mais harmônico com o de outros países.
 
Segundo Dilma, esse é mais um dado que mostra que o País está passando por um problema conjuntural momentâneo e que os fundamentos da economia brasileira são sólidos.
 
“É verdade que o Brasil passa por um momento difícil, mais difícil do que vivemos nos últimos anos recentes. Mas nem de longe estamos vivendo uma crise das dimensões que alguns dizem que estamos vivendo. Passamos por problemas conjunturais, estritamente conjunturais. Porque nossos fundamentos, hoje, são sólidos”, disse ela no Salão Internacional da Construção (Feicon Batimat) acrescentando que o setor da construção civil cresceu 8% naquele momento.
 
A presidenta lembrou ainda que a relação dívida-PIB do Brasil é baixa.
 
“Agora, vai ser revista um pouco mais para baixo, mas não interessa. Ela é baixa mesmo, hoje, sem revisão”.
 
Reafirmou ainda que o País elevou 44 milhões de pessoas à classe média, tirou 36 milhões da pobreza, “o que, para esse setor, é crucial, porque é mercado interno. É, fundamentalmente, mercado interno que produziu isso. E também porque nós temos um elevado volume de reservas internacionais”.
 
Por isso, agregou Dilma Rousseff, “somos hoje diferentes, um país muito diferente. E aí, não temos mais crise que paralisa e quebra o País. Por isso, temos condições de daqui avançar para um novo patamar. As dificuldades que existem e as medidas, tanto tributárias como de correção, que estamos tomando para superá-las, não vão comprometer as conquistas sociais e tampouco vão fazer o País parar ou comprometer o seu futuro”.
 
Nova metodologia

 A novo metodologia do IBGE vai incorporar às contas nacionais os gastos bélicos e com pesquisa e desenvolvimento ao investimento, além aprimorar o cálculo dos dados da construção civil e saúde. Essas alterações estão sendo elaboradas pelo instituto desde 2012 e vão alterar também o ano-base da série histórica – atualmente é considerado o ano 2000 e passará ao ano de 2010.
A pesquisa vai incorporar ainda dados do Censo Agropecuário de 2006 e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 e fazer as adaptações recomendadas por instituições internacionais, para tornar a metodologia do PIB brasileiro mais compatível com a de outros países. O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos em um país em determinado espaço de tempo.

 
Durante entrevista coletiva após cerimônia de entrega de 967 casas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no Acre, a presidenta descartou  que qualquer modificação na coordenação política de seu governo. Dilma esclareceu que a única alteração será o aumento do número de ministros e partidos que deverão participar dessa articulação por meio de "rodízio".
 
"Não há nenhuma modificação na coordenação política", rebatendo as informações que circularam nos bastidores de que ela estaria decidida a retirar o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de missões na área da articulação política do governo. Mais cedo, a Secretaria de Comunicação Social do Planalto (Secom) já tinha emitido nota negando a informação.
Dilma explicou que a coordenação desse rodízio será feita pelos ministros das Cidades e presidente licenciado do PSD, Gilberto Kassab, e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, do PCdoB. "Eventualmente vamos chamar outros ministros quando o assunto for correlato à área deles", disse. De acordo com ela, a princípio essas reuniões serão semanais, mas poderão ser realizadas com maior intensidade.
 
"É muito flexível, é um sistema de governo", afirmou. Questionada se o rodízio seria uma forma de melhorar a relação com o Congresso Nacional, com quem Dilma tem tido vários embates e sofrido algumas derrotas na tentativa de aprovar as medidas do ajuste fiscal em andamento, a presidente declarou que sempre esteve aberta ao Congresso.
 
Manifestações
 
A presidenta declarou que não tem qualquer restrição ao direito da população de se manifestar. Após lembrar que, durante a juventude, participou de manifestações contra o Regime Militar, Dilma afirmou que a livre manifestação é algo que o Brasil tem de defender, desde que seja pacífica.
 
"Temos direito de se manifestar. O que nós não temos é o direito de ser violento", afirmou. Dilma lembrou o caso das manifestações de junho de 2013, que, segundo ela, foram pacíficas, mas teve momento "que perdeu o controle, porque um grupo ficou mais radicalizado".
 
"A livre manifestação é algo que o Brasil tem de defender e defender que seja feita de forma pacífica".
 
No último domingo, a presidente foi alvo de "panelaço" em alguns bairros chiques enquanto fazia discurso oficial na TV. O PIG divulgou que Dilma foi vaiada por cerca de 200 pessoas, durante Salão Internacional da Construção Civil em São Paulo. HOJE ELA FOI MUITO APLAUDIDA NO ACRE.
 
Toffoli
 
A presidente Dilma Rousseff afirmou que a reunião desta quarta-feira com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antônio Dias Toffoli já estava agendada há muito tempo e teve como pauta principal o projeto de cadastro único dos brasileiros.
 
"Fiz a reunião porque eu e o ministro Toffoli temos um interesse em comum: o cadastramento e identificação de cada um de nós com um documento. (...) Hoje cada um de nós pode ter até 20 documentos", respondeu, ao ser questionada por jornalistas sobre o porquê de o encontro ter sido realizado.
 
Nos bastidores do PIG, a informação era de que o encontro entre Dilma e o ministro teria acontecido para discutir assuntos relacionados à Operação Lava Jato, um dia após Toffoli migrar para a segunda turma do STF, para presidir, a partir de maio, as discussões sobre os inquéritos contra políticos investigados na operação.

 
 
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