A invasão Afeganistão iniciada a 7 de Outubro de 2001 não vai acabar.

Ocupação prolonga-se
para lá de 2014
Os governos norte-americano e afegão concluíram o acordo bilateral para a manutenção da presença militar dos EUA no país depois de 2014, quando findar a missão de combate da NATO. 
Em conferência de imprensa conjunta realizada em Cabul, o secretário de Estado e o presidente títere do Afeganistão informaram que existe concordância quando à modalidade de intervenção e ao número de bases.

Apreciações dispares quanto ao conteúdo do texto permanecem, no entanto, em relação à questão da imunidade dos soldados norte-americanos, com John Kerry a considerar que a questão está ultrapassada e um dos seus assessores a garantir, horas depois da divulgação dos termos do documento, que se assim não fosse na verdade não haveria tratado, e Hamid Karzai vem discordando publicamente e a manter em aberto esse aspecto do estatuto das tropas dos EUA. 
Em causa está o julgamento dos soldados acusados de crimes em tribunais militares norte-americanos ou pela justiça afegã.

Reagindo ao anúncio feito pelas autoridades de Washington e Cabul, a direção talibã advertiu para as «graves consequências» do prosseguimento da ocupação norte-americana do território. De acordo com declarações atribuídas ao mullah Omar, alegado líder do movimento, citadas pela Lusa, os talibãs prometem incrementar a luta armada.
Um relatório publicado pelo Pentágono há pouco mais de uma semana admite que 2143 militares norte-americanos morreram no Afeganistão nos últimos 12 anos, e que o número de feridos e estropiados de guerra ascende a quase 20 mil.

A invasão iniciada a 7 de Outubro de 2001 e a guerra e ocupação que lhe sucederam terá já custado aos EUA mais de seis trilhões de dólares, estimam fontes oficiais. O atual contingente norte-americano no Afeganistão ascende a 54 mil militares.
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