BLOOMBERG: O CRÉDITO NO BRASIL SÓ FAZ CRESCER

Empréstimos no Brasil:
Um excepcional Crescimento
Empréstimos bancários brasileiros subiram num ritmo extraordinário neste ano atingindo o segundo maior patamar em novembro. Os bancos cobraram a taxa mais baixa para empréstimos em nove meses após o banco central cortar custos para empréstimos obtidos.

O saldo dos empréstimos subiu 1,9 por cento no mês passado para 1,98 trilhão de reais (1,07 trillion dólares americanos), seguido por um aumento dos empréstimos para empresas, o banco central disse em um relatório distribuído hoje em Brasília. A taxa média cobrada dos bancos para empréstimos caiu para 38,5 por cento, o nível mais baixo desde fevereiro, impulsionando a demanda por crédito.


No banco central há um compromisso com a política de corte de taxas e que é transmitida através de um menor custo do crédito
Mesmo com a desaceleração que temos, as empresas com investimentos que podem demorar um pouco, precisam de financiamento.
Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil SA em São Paulo. 
O governo da presidente Dilma Rousseff está tentando revigorar a economia do Brasil, com uma combinação de cortes de impostos, redução dos juros e exigências mais frouxas para empréstimos bancários, enquanto a Europa se aprofunda na Crise da dívida. O banco central no mês passado desenrolou a maior parte dos restrições de crédito que impôs em dezembro passado em empréstimos para automoveis, empréstimos pessoais e crédito consignado para pagamento de salarios em uma tentativa de reanimar o crescimento do crédito como o crescimento económico que se estagnou mundialmente no terceiro trimestre.
Medida que o crescimento desacelera, o banco central espera que uma expansão do crédito de 17,5 por cento este ano e 15 por cento em 2012, disse Túlio Maciel, chefe do departamento de pesquisa econômica do banco central, a jornalistas em Brasília.
Taxas de Juros
A taxa média de juros cobrada em empréstimos ao consumidor foi de 44,7 por cento, abaixo dos 47,1 por cento em outubro, disse o banco central. A taxa média dos empréstimos a empresas manteve-se em 29,8 por cento, de acordo com o relatório.
Total de empréstimos em novembro cresceram 18,2 por cento relação ao ano anterior, liderada por um salto de 46 por cento no crédito hipotecário. Com estas medidas tomadas pelo governo Rousseff, os empréstimos bancários direto ao consumidor, não incluindo hipotecas, cresceu a metade da taxa do total de empréstimos em novembro, uma expansão de 0,8 por cento para 626 bilhões de reais, de acordo com o relatório. Crédito ao consumidor cresceu 16 por cento nos últimos 12 meses.
Demanda do consumidor por crédito esta facilitando a criação de empregos e o brasileiro gasta maior parte deste dinheiro em pagamento de dívidas que já assumiu. A proporção de renda familiar utilizado para o serviço da dívida subiu para 22,2 por cento registrado, segundo o banco central. Nos os EUA, a relação de pagamentos de dívida das famílias com a renda pessoal continua sendo inferior. De acordo com a Reserva Federal, a relação foi 16,09 por cento.

O índice de corte

Produto interno bruto, respondendo a crise na Europa, diminuiu 0,04 por cento no terceiro trimestre dos três meses anteriores, a primeira contração desse tipo desde o primeiro trimestre de 2009.
Padrões de empréstimo bancário, medida pelos pagamentos vencidos há mais de 90 dias, subiu para 5,6 por cento, o relatório mostra. Inadimplência do consumidor saltou para 7,3 por cento em novembro de 7,1 por cento no mês anterior, enquanto a inadimplência das empresas ficou em 4 por cento.

Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no mês passado reduziu a taxa básica de juro por uma terceira vez, empurrando,Presidente do Banco Central Alexandre Tombini, no mês passado reduzir o taxa básica de juro por uma terceira reunião, empurrando, em linha reta, os 11 por cento, para sustentar o crescimento econômico, mesmo quando a inflação ficou acima da faixa-alvo. A presidente Rousseff disse que o país vai procurar a meta de crescimento de 5 por cento no próximo ano, e está pronta para aprovar menores custos de empréstimos para estimular o crescimento ao invés de gastar mais do governo.


As nações desenvolvidas têm taxas de juros perto de zero
Temos uma margem de manobra que eles não tem
Rousseff a jornalistas em Brasília, em 16 de dezembro
"Traders" de bolsas de valores estão apostando que os formuladores de política reduzirão a taxa básica de juros para 9,75% em maio com base em contratos de juros futuros da taxa, de acordo com estimativas da Bloomberg.
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