IRÃ: ESTADOS UNIDOS E ALIADOS PRECISAM DA GUERRA


Quem Quer Diplomacia para o Irã?
Oficialmente, os EUA segue duas cenouras penduradas em duas varas contra o Irã.
Ocorre que, em duas ocasiões, Ahmadinejad se ofereceu para reduzir o nível de enriquecimento de urânio nas instalações do País (de 20% U-235 para 5% de U-235) e o EUA não aceitou de fato.
A primeira vez que aconteceu foi 10 meses depois da posse de Obama, e cerca de cinco meses depois de que os funcionários da Casa Branca começaram com a incubação de idéias sobre como convencer o Irã a suspender o enriquecimento de urânio superior.
A segunda vez foi no outono, quando Ahmadinejad reiterou a proposta que fizera em três outras ocasiões, incluindo na Assembléia Geral da ONU.
EUA podem aceitar esta última oferta, mas até agora isso não aconteceu...
Por que não?
Existem várias razões fundamentais, mas o resultado final foi que, desde 2009 os EUA perderam interesse pela via diplomática.
Em 2010, os EUA encorajaram o Brasil, pela boa relação com todo mundo arabe depois que o Presidente Lula se elegeu, e também a Turquia, por motivos de etinologia, para se oferecerem a negociar com o Irã um acordo de troca de combustível removendo 1.200 kg de UBE iraniano enriquecido  em troca de fornecimento de 20% de urânio enriquecido para seu reator, salvaguardados os "TRR" de pesquisa. O acordo não aconteceu...
Na Carneige 2011 - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE POLÍTICA NUCLEAR - deste ano, Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores do Brasil, quando a diplomacia Brasil-Turquia-Irã estava acontecendo, relatou que os EUA haviam solicitado ao Brasil para fazer o acordo e depois que o Brasil negociou com o Irã e havendo total concordancia deste país com os termos acordados, os EUA recusaram selar o pacto que eles mesmos propuseram.
Nas palavras de Amorim; o acordo teria sido um importante marco construtor de confiança com o Irã, e Amorim citou as palavras do então diretor Geral da AIEA, Mohammed ElBaradei, comentando na ocasião no Brasil que:

Se o acordo não foi aceito, é porque o país que propôs não pode aceitar o SIM como resposta.


Pollack* disse nunca ouviu nada até agora nada que o convença de que o que foi dito por Amorim seja fundamentalmente incorreto.
Por sua parte, ElBaradei conta que essa conversa foi apenas mais uma das repetidas oportunidades diplomáticas perdidas no Irã, pela qual ele reporta a maior parte da culpa para os EUA e seus aliados no conselho de Governantes da AIEA e no Conselho de Segurança da ONU.
*Joshua Pollack é um consultor para o governo dos EUA. Ele conduziu estudos em diversas áreas, incluindo controle de armas, tecnologias de verificação, a proliferação, a dissuasão, a inteligência, segurança nacional, combate ao terrorismo, Oriente Médio e assuntos de segurança



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