O SUBMARINO NUCLEAR BRASILEIRO E O FUTURO DO PAÍS

QUEM VAI PROTEGER O PRÉ-SAL?

O Painel da Politica Mundial (WPR) é um serviço de informação on-line para profissionais de política externa e de leitores com um interesse sério na política internacional e assuntos estrangeiros.
O objetivo desse Painel é colaborar para que seus seguidores possam:

1) Acompanhar de perto os acontecimentos, problemas e tendências que constituem assuntos internacionais

2) a compreender melhor os acontecimentos, problemas e tendências da Politica Mundial.

O WPR publica notícia original, análise e opinião sobre assuntos internacionais. Desde 2006, tem apresentado o trabalho de mais de 400 colaboradores especializados em todo o mundo.
O WPR esta constantemente à procura de novos colaboradores que desejam ter seu trabalho lido por um público internacional de profissionais de Relações Exteriores, estudantes e outros que utilizam os espaço do WPR para uma analise criteriosa, não partidária, das questões mais prementes na cena internacional atual.
Entre em contato e torne-se um contribuinte: info@worldpoliticsreview.com
A CHIBATA ATRASOU A MARINHA BRASILEIRA
João Candido - Lider da Revolta da Chibata
Na primeira década do século 20, o Brasil tentou demarcar um espaço para si próprio como uma das principais potências navais do Hemisfério Ocidental, encomendando um par de navios de guerra encouraçados de estaleiros britânico em 1906. Batizados de Minas Gerais e São Paulo, esses navios eram tão capazes quanto qualquer  outro navio em operação, nas marinhas do mundo e até superavam em poder de fogo os contemporâneos os britânicos, alemães e americanos.
A aquisição dos dois navios - bem como a aquisição prevista de um terceiro - desencadeou uma corrida naval no Cone Sul, com Chile e Argentina, que brevemente seguiram o exemplo brasileiro. Infelizmente, os encouraçados eram espantosamente caros e praticamente levaram à falência o governo brasileiro.
O Brasil em busca de hegemonia naval regional terminou quando os marinheiros mal remunerados e brutalizados que compunham as tropas dos encouraçados voltaram suas armas para as fortalezas no Rio de Janeiro. Sendo a revolta sufocada, as armas principais do Minas Gerais e do São Paulo foram desativadas, e os navios foram abandonados ao longo de precários 40 anos de serviço intermitente. O primeiro esforço do Brasil para declarar-se uma potência marítima terminou num ferro-velho enferrujado enormente caro para o Brasil.
O BRASIL É O PAÍS DO PRESENTE
A MARINHA É DO PASSADO
MAS O FUTURO PASSA POR ELA
Hoje o Brasil é muito mais preparado para se envolver nos planejamentos navais e mercantes ambiciosos do que era em 1906. Seu PIB, superior ao da Rússia e Índia - que juntamente com China compõem o resto do bloco BRIC - para não mencionar uma série de países europeus que têm frotas avançadas. Embora a indústria brasileira continua inexperiente quando se trata de construção moderna, navios de guerra avançados, o trabalho de construção naval indígenas na última década se ampliou as perspectivas de construção de encouraçados caseiros. No entanto, a Marinha brasileira está atrasada em relação aos de outros estados com menor PIB. Espanha, Itália, Rússia e Índia estão todos desenvolvendo modernas plataformas poderosas que fazem clara a obsolescência dos navios de guerra da frota brasileira.
A frota de superfície do Brasil é composta por nove fragatas, um terço das quais são obsoletas para os padrões europeus. E embora os relatórios no início deste ano sugeriam que o Brasil estava procurando modernizar a sua frota com a compra de seis fragatas do Reino Unido, o Brasil, desde então, freou as compras em sua defesa devido a restrições orçamentais em um curso resultantes da crise econômica global. Mas as nossas analises não demonstram que o Brasil vá sofrer com crise econômica global a ponto de expandir sua marinha. O Brasil abandonou as fragatas por que esta concentrado em outras áreas e há muitas razões para acreditar que os brasileiros têm até agora, pensado muito seriamente sobre a proteção de sua frota mercante, principalmente seus mega-cargueiros chineses, os "Vales".
De um modo geral, as três metas principais do poder naval moderno são; guerra submarina, a aviação naval e guerra anfíbia. Marinhas têm relativamente poucas possibilidades para dominar todas as três. Até mesmo a China carece de recursos significativos para a aviação naval. Brasil esta se empenhado quase que completamente para a marinha mercante, contudo, com relação a marinha de guerra, tem feito esforços nos dois primeiros pontos, e nenhum esforço perceptível na terceira meta.
A Marinha brasileira é fraca comparada com o resto do BRICs, e por causa de sua idade, a força está ficando mais para trás. Não há nada de errado com uma nação escolher manter uma frota relativamente pequena. O dinheiro gasto em armas e barcos de guerra é muitas vezes mais bem gasto em outras prioridades nacionais. A experiência de 1910 não é algo que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continuado pela sua sucessora Dilma Rousseff (PT) deseja de repetir, pelo contrário e, atualmente o Brasil  não enfrenta qualquer ameaça à sua segurança marítima. Portanto, nada mais correto que colocar os estaleiros e ir fundo na construção de navios a serviços da marinha mercante.
O SUBMARINO NUCLEAR BRASILEIRO
Embora recentemente, a especulação sobre os planos do Brasil para o uso da energia nuclear em sua defesa nacional para construção submarinos e bombas tenha ressurgido em relatórios do Center for Brazilian Studies, da Universidade de Oxford e também na revista alemã "Der Spiegel", a verdade é que, dos quatro países BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - o Brasil é o único sem um submarino de propulsão nuclear ou armas nucleares.
E reforçando as especulações, comentaristas políticos disseram que o Brasil pode querer um submarino de propulsão nuclear como parte de sua pretensão de predominância na América do Sul e que tal caminho inclua o  "Lobby" por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Líderes militares em Brasília ficaram genuinamente chocados com a facilidade com que a Argentina foi derrotada na Guerra das Malvinas...
A lição que os brasileiros aparentemente tiram da guerra foi a importância dos submarinos...
Lucius Lomax - comentárista da MercoPress; citando o sucesso da Grã-Bretanha no conflito naval contra a Argentina em 1982.
A NOVIDADE BRASILEIRA
A idéia de uma nação patife usando a tecnologia nuclear pacífica para armamentos tem sido explorada extensivamente por Hollywood, e por ambos os governos; americano e Nações Unidas, mas a idéia de adquirir poder nuclear sob o pretexto de uso militar, com a intenção real de desenvolvimento comercial parece ser uma idéia original do governo do Brasil.
Analistas brasileiros que não concordam com a tese dos americanos de Oxford de uma bomba nuclear brasileira, dizem que um programa que inclui a implantação da energia nuclear em armas não passaria pela aprovação do Congresso e nem ganharia apoio público no País.
Postar um comentário