Leandro Karnal se posiciona sobre sua foto Polemica com o Fariseu Moro


Quando uma tropa de choque trucida uma garota em plena Praça publica, a quem aplauda, quem se indigne e existem aqueles que fazem cara de paisagem, dizendo que ali foi um confronto entre duas forças rivais e que prefere ficar neutro. Esses são os piores!

O Historiador e pregador da Ética, Professor Leandro Karnal, vê assim este momento do Brasil. Apesar de se titular como um um crítico do racismo, da misoginia, da homofobia e um professor interessado de forma apaixonada na educação, ele lamenta a polarização no Pais. 
Esse clima tão acirrado de disputa, que ele estranha, achando, inclusive, que as pessoas se posicionam mais com o fígado do que o cérebro, certamente é muito prejudicial para o Pais, assim como, para a garota e para o Policial. Analogamente; se a estudante refletisse um pouco, jamais iria protestar contra o fechamento da Escola e o Policial nunca pensaria em submete-la a um espancamento, evitando a cena degradante pela qual os dois tem igual responsabilidade. Ou seja, ha que se dar um basta na Politica!
Afinal, como se depreende do texto de Karnal, esta claro que todos os Direitos e dignidade humana, estão sendo degradados no Brasil apenas por causa da Politica, pela qual ele enfatiza não se interessar. Essa politica corrupta! Principalmente a Partidária, a qual karnal reforça ter menos interesse ainda. E obvio, a consequência nefasta e notória da Politica é a corrupção: E a corrupção brasileira é um mal generalizado.
Não! Nenhum interesse do capital, Nenhum interesse de Classe! Nada começa por ai, para o ilustre Professor. O Mundo Mal começa e termina na Politica. Principalmente na Partidária! E ele nem se pergunta porque, alem do Partido dos Trabalhadores, PC do B e outros Partidos de esquerda, não temos Partidos de verdade no Brasil. E ele nem pensa sobre as agremiações de Direita. Nem as reconhece como instituições que apenas viabilizam interesses menores do Capital e, ao sabor das vantagens para poucos, podem transitar do comunismo ao neo liberalismo com toda tranquilidade, sem que os Karnais lhes cobrem coerência! Tudo como fosse a Corrupção a causa e não o efeito! Como fosse a Politica um fim e não um meio! Como se o mercado não existe!

Então, fica aqui a boa recomendação do Bom menino para todos acalmarem os ânimos. O momento brasileiro é estranho, diz ele, e há essa vontade nacional de crucificar... Isso é feio!
Sera que expor, debater a incoerência entre o discurso e a pratica seja o sacrifico? Denunciar a associação de uma imagem de ética ao ideário midiático de lideres golpistas seja crucificar o doador?
Num paralelo, esse caso seria o mesmo de um militante contra a pedofilia doando dinheiro para uma instituição de pedófilos e, diante de alguma critica pela doação, proclamando-se isento por não aproveitar-se de crianças!

No frigir dos ovos, Karnal pede para que a Moça, sufocada pelo mata leão do Policial, se levante e esqueça essa polarização e, então, desarmada, sem antagonismos violentos, converse serenamente com o militar, ate chegarem  a um acordo bom para ambas as partes, como diria outro Bonzinho!
No fundo, essa é a melhor atitude para todos os brasileiros que hoje perdem seus Direitos, segundo o mestre: - Não se envolvam com politica! Principalmente a Partidária! 
O melhor posicionamento para solução dos problemas, esta nesse reconhecimento, de que somos todos igualmente culpamos. Sendo assim, Karnal espera que todos se sentem a mesa, acompanhados de um bom vinho, para uma conversa inteligente, como amigos fraternais... Afinal, entre concordâncias e discordâncias é possível conversar com pessoas de um amplo espectro político, jurídico e cultural.
E que cada um pague seu vinho com o seus próprios rendimentos ou salários ou com o Bolsa Família (enquanto existir)!



Para amigos e interessados
Acho que bons amigos e seguidores pedem com tranquilidade que eu aprofunde temas sobre o jantar que eletrizou o país. As pessoas que me odeiam não precisam, mas as que gostam merecem. Por elas, vamos a eles:
- Sou amigo do juiz Furlan há algum tempo. Temos chance de encontros por este país e ele, muito culto, autor de muitos livros e também autor de coluna para grande público no jornal Metro e Gazeta do Povo, ensina-me muito. Ele é próximo ao juiz Moro e sugeriu um encontro entre nós quando eu estivesse em Curitiba. Encontrei-me com o juiz Moro pela primeira vez na sexta à noite (10 de março) para jantar. 
- Tenho imensa curiosidade em conversar com pessoas que fazem parte da história. Como eu disse na página, adoraria ter um jantar com Ciro Gomes, com Maria da Penha, com Maria do Rosário, com Lula e com outras pessoas. Todos me ensinariam bastante sobre sua visão de mundo, o que faria eu pensar muito. Realmente gostaria disto. 
- O plano em comum que tenho com o juiz Moro é o fato de que ambos daremos uma palestra na pós graduação da PUC com muitos outros nomes do cenário nacional. Isso estava acertado há meses. Fui vago demais em campo minado. 
- Para os que me seguem e gostam, enfatizo que continuo o mesmo, como continuaria pós um encontro com a presidente Dilma (a quem eu tb gostaria de encontrar). Meu interesse pelo mundo é maior do que qualquer outra questão. Continuo um crítico do racismo, da misoginia, da homofobia, um professor interessado de forma apaixonada na educação.
- Claro que todas as pessoas são livres para curtir ou descurtir a página de forma inteiramente livre. Faz parte da opção de cada um. Eu, tal como vocês, sou/somos livres para encontrar quem desejamos e para estar nas páginas que desejamos. Recebi muitas críticas pela foto e muitos apoios, ambos polarizados. Continuo estranhando polarização mesmo, pois acho mais fígado do que cérebro. A política em si me interessa pouco, a partidária menos ainda e volto a insistir no que digo há anos: a corrupção brasileira é um mal generalizado.
- Lamento a polarização no Brasil e lamento o clima que, por poucas explicações minhas, causei. Tomarei mais cuidado e desculpo-me por isto. Quando eu tiver encontros com outras autoridades e pessoas de referência, prometo, guardarei para mim e pra meu debate interno. O momento brasileiro é estranho e há uma vontade nacional de crucificar. 
- Todos agora são livres para continuarem gostando de mim ou me odiando. Não há problema nisto. Não voltarei a este tema. Por perceber que errei, deletei o post com a foto feito após algum vinho. Se beber não poste. Sigam livres suas convicções, sem problema algum. 
 - Sinto-me como Ícaro que mistura vaidade e vontade de conhecer. Isso leva a me queimar por vezes. Quase sempre quero ver as coisas de perto. Já estou em idade para seguir Dédalo. Continuarei como sempre escrevendo, lendo, dando aulas, palestras, vendo exposições e comentando tudo que me encanta neste mundo: arte, literatura, ensino. A quem me perguntar com clareza e desarmado minhas opiniões políticas, eu as darei com a serenidade costumeira, longe da internet onde ninguém mais escuta ninguém neste campo. Como tenho afirmado, o mundo é mais amplo do que qualquer dualismo. Entre concordâncias e discordâncias é possível conversar com pessoas de um amplo espectro político, jurídico e cultural. 
- Por fim: eu paguei o vinho. Bom fim de domingo

Leandro Karnal




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