A IMBECILIDADE DO PATO SKAF

Economista e jornalista J. Carlos de Assis defende que o Ministério da Justiça investigue farra publicitária do Sistema S, comandado por Pato Skaf, em favor do golpe contra a democracia e o governo Dilma Rousseff; articulista calcula que R$ 20 milhões de dinheiro público foram destinados às burras da velha mídia golpista, para patrocinar movimentos pelo impeachment e aqueles patos infláveis.
 
“Espero que o honrado Ministro da Justiça abra um procedimento investigatório para saber de onde a Fiesp tira dinheiro para propagandear pelo impeachment e tentar desestruturar o Estado, inclusive insistindo em seu mantra contra impostos, que naturalmente não inclui as contribuições para Sesi e Senai”
Skaf e Paulinho da Força no golpe da liquidação da CLT
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, queimou as caravelas. É um aventureiro que se derrotou. A extrema irresponsabilidade com que jogou o empresariado industrial paulista, com a força da persuasão do dinheiro do Sesi, na aventura do impeachment ficará como marca indelével de sua arrogância. Seu projeto individual de ser governador de São Paulo a qualquer custo esgotou-se nessa tentativa de golpe. Se o impeachment passar, Skaf terá mergulhado empresários e trabalhadores num clima de confrontação social sem paralelo, onde todos perderão. Se não passar, Skaf simplesmente desaparecerá do mapa como um trapo inútil.
A suprema imbecilidade de Skaf foi pensar que, fazendo um acordo pessoal com Paulinho da Força, tinha uma base de aliança com a classe trabalhadora. É um desinformado. Assim como a Fiesp tende a rachar depois da votação do impeachment, a Força Sindical escapará das mãos gananciosas de Paulinho para reencontrar-se com seus tempos gloriosos em que aceitou, numa situação de crise tão terrível como agora, negociar um pacto social com os empresários. Naquele tempo, a central organizada por Medeiros pensava em termos não só individuais mas também em termos de interesse público. Hoje está condenada a um racha.

Discurso golpista do deputado federal Paulinho da Força (SD), pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, vem afundando a representatividade da central Força Sindical; entidade caiu para o 3º lugar no ranking nacional; levantamento do Ministério do Trabalho mostra a União Geral dos Trabalhadores (UGT) ocupando a segunda posição (11,38%) em número de trabalhadores filiados na base (1.458.320); Central Única dos Trabalhadores (CUT) continua a liderar o ranking representando 3.904.817 trabalhadores, ou 30,7% total dos filiados; Força desmilinguiu devido à posição raivosa de Paulinho contra o PT e o governo de Dilma. Houve desfiliação de vários sindicatos importantes, que migraram principalmente para a UGT e para a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil); além de Paulinho da Força, que ocupa a presidência, o deputado Fernando Francischini (SD) é o vice-presidente nacional da Força; CUT, UGT e CTB agradecem aos dois parlamentares.
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