CAMPANHA EUXASTANTE DA IMPRENSA GOLPISTA TENTA CRIAR CLIMA CONTRA COPA

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o clima que surgiu contra a Copa do Mundo está relacionado ao que a imprensa vem abordando sobre o evento. 
“Acho que o clima que se estabeleceu em grande parte contra a Copa resulta de uma excessiva editorialização da opinião e da falta da informação real. Há coisas que foram ditas que absolutamente não correspondem à realidade. Houve um processo de envenenamento mais ou menos generalizado.

Tanto é que há menos manifestações contra a Copa e mais manifestações aproveitando a oportunidade para dar visibilidade a algumas reivindicações de categorias profissionais ou movimentos de moradias”, completou.“Tenho certeza de que há sonegação de informação [por parte da grande imprensa]. Sou testemunha quase diária de que há muitas coisas que ocorrem e o povo não fica sabendo. A Copa é o exemplo mais claro, em que foi passada para a sociedade uma visão completamente diversa do que é a realidade efetiva das coisas. Não tenho dúvidas disso. Não é opinião. É convicção da minha parte”, disse o ministro, após encontro com blogueiros.

Apesar das críticas, Carvalho defendeu a liberdade de imprensa. “De todo modo, quero deixar uma coisa muito clara: liberdade de imprensa não se discute pois é absoluta e necessária. Crítica ao governo também não se discute. Ela é absolutamente necessária e faz parte da democracia. Mas há muitas situações de sonegação de informações sobre o que é feito pelo governo. E parte das pessoas que se posicionaram contrárias à Copa o fizeram por falta de informação adequada, do conjunto de oportunidades que a Copa traz para o Brasil”.
O ministro admitiu falhas na comunicação do governo com a sociedade sobre as obras do Mundial. "Não conseguimos superar essa barreira interposta entre nós e a população para conseguir repassar esse conjunto de informações. O atraso de obras consta, sim, do rol de falhas. Não tenho problema nenhum em assumir essa autocrítica. Agora, ao mesmo tempo digo que se nós tivéssemos uma imprensa mais objetiva que conseguisse repassar o conjunto das informações, acho que teríamos mais sucesso nessa empreitada. Não o governo, mas o país”, argumentou.

Demagogia nas ruas
As jornadas da Copa do Mundo têm projetado antigas virtudes e deformidades do Brasil, entre estas uma crise de valores que há muito esgarça r...elações na sociedade nacional. A crise não se localiza apenas nos desvãos do aparelho de Estado nem nos estratos sociais mais vulneráveis à delinquência. Pessoas, grupos e categorias profissionais de que se esperam práticas éticas, debate esclarecedor e militância transformadora têm protagonizado o vale-tudo nas ruas.
Certos atos públicos estão sendo articulados por facções políticas que desprezam a Política e interditam a via democrática. São setores derrotados e ressentidos e sem perspectiva histórica. Acham que estão na Comuna de Paris em 1871 e sonham levar o Brasil ao inferno de assalto, vibrando metas delirantes como “não vai ter Copa”. Cada manifestação traveste-se de microinsurreição a que, desta vez sim, o povo assiste bestificado, quando não indignado por ter negado seu direito de ir e vir. Ganham 15 minutos de fama, mas, como já dito, a infâmia que praticam dura para sempre.

O recente episódio de encurralamento da Seleção por um grupelho de professores no Rio de Janeiro é exemplo eloquente do ativismo deformado pela histeria política. A pretexto de pleitear benefícios profissionais, grevistas que se apresentam como educadores deram aula pública de grosseria ao agredir os jogadores, vaiando-os e acusando-os de simbolizar o desvio para a Copa de recursos que deveriam ir para a Educação.
Está exaustivamente demonstrado que o argumento é tão falso quanto os bordões gritados nessas algaravias. Segundo dados compilados pela Secretaria de Comunicação, desde 2010, quando prosperaram as obras associadas à Copa, com orçamento-teto de R$ 30 bilhões, o Governo Federal destinou R$ 850 bilhões para Educação e Saúde. A Copa, e agora nossos craques, viraram, no entanto, um palanque de papel onde ecoa a parolagem dos demagogos.

Comparações absurdas desse naipe são a bandeira de grupos que, a pretexto de defender direitos, sabotam a Democracia. Felizmente, a contraposição a esses desatinos também já está nas ruas.
Aldo Rebelo
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