COMBATE NA SÍRIA: Rússia X Estado Islâmico


O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse nesta quarta-feira (7) que navios russos situados no mar Cáspio lançaram mísseis contra posições do Estado Islâmico na Síria. Todos os alvos foram destruídos, afirma o Ministério da Defesa russo.


Vladimir Putin, que faz hoje 63 anos, teve um encontro com o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, durante o qual afirmou que a operação russa na Síria ainda continua:
"Nós sabemos o quanto complicadas são operações antiterroristas como esta. E está claro que ainda é cedo falar em resultados. Mas o que já foi feito até o momento, sem dúvida, merece uma avaliação altamente positiva: o trabalho do Ministério da Defesa como um todo, o trabalho dos especialistas do Estado-Maior General e o trabalho dos nossos oficiais, os militares que atuam no local".
"Os ataques demonstraram que os nossos mísseis são eficientes a longo alcance, até 1.500 metros", acrescentou o ministro.
"Vinte e três aviões da aviação de choque continuam também assestando golpes contra as posições dos militantes. Durante este período, desde o dia 30 [de setembro], 19 centros de comando, 12 armazéns de munições, 71 unidades de material bélico, fábricas e ateliês de fabricação de explosivos, inclusive explosivos usados para carros-bombas, foram destruídos", precisou Shoigu.


 Especialistas americanos chamam os bombardeios Su-24 e aviões de assalto Su-25 de “maiores trunfos” da operação russa na Síria. O problema é que a aviação síria, segundo alguns dados, só dispõe de 150 aviões, que são bastante obsoletos para realizar operações aéreas em condições noturnas.

Bandeira do Estado Islâmico em zona de conflito

Operação aérea russa põe Estado Islâmico em pânico
Em tais circunstâncias, os aviões russos podem ter um papel decisivo. A conjugação entre a aviação russa, o material bélico de origem russa ao serviço do exército sírio e a própria infantaria síria em perspectiva podem “limpar” os enclaves de terroristas e bloquear os jihadistas nas fronteiras turca e jordaniana. Depois disso, os esforços podem ser concentrados no leste da Síria onde os terroristas do Estado Islâmico, em zonas de deserto, serão alvos ideais para ataques das Forças Aeroespaciais russas. 
Mas como tem sido alcançado o sucesso da aviação russa? Junto com bombas regulares, os aviões usam as assim chamadas “bombas aéreas corrigidas” KAB-500 com orientação por laser e satélite. Elas “não se importam” com as condições meteorológicas, se é dia ou noite, e são guiadas pelo sistema de satélite russo Glonass. Segundo disse um dos membros da equipe de manutenção na base aérea russa na Síria numa entrevista ao jornal russo Komsomolskaya Pravda, a “bomba tem tal precisão que pode, se for preciso, atingir o cabo de uma pá colocada verticalmente”.
O sistema russo permite à aviação russa livrar-se da dependência dos EUA, ou seja, bombardear as posições dos terroristas independentemente do GPS. Isto é importante porque, como manifestou um dos altos comandantes das Forças Aeroespaciais da Rússia general-major Anatoly Nestechuk, a informação do GPS pode ser intencionalmente alterada. Segundo o general, a precisão do Glonass é hoje de 3-5 metros, o que já pode ser comparado com os índices do GPS. 
Ataques aéreos contra o Estado Islâmico

O analista militar Aleksandr Bogatyrev sublinha que a Força Aérea russa usa também outros tipos de armas de alta precisão. Quando a mídia ocidental escreve que a tecnologia da aviação russa não será suficientemente moderna, “ou está fingindo ou não possui informação real”, o que não é de admirar, segundo o especialista, “porque os dados relativos a armas de alta precisão são um sigilo militar estatal”.
“Sem dúvida, temos suficientes armas desse tipo. Elas não cedem perante os modelos ocidentais. Há elementos que superam [os análogos ocidentais]. Além disso, eu sublinharia que a nossa operação na Síria não pode ser chamada de operação no sentido completo desta palavra. Ali operam, segundo dados oficiais, cerca de 50 aviões e helicópteros – é só um regimento! Concordem, é uma pequeníssima parte das nossas Forças Armadas se compararmos com os volumes que temos para o caso de uma guerra com adversários mais sérios”.
Os bombardeamentos são realizados à altitude de 5.000 metros, o que significa que os aviões ficam fora de alcance da maior parte de sistemas de defesa aérea portátil, como Igla, Strela e Stinger, explica Bogdanov: 
“Os sistemas de defesa aérea portátil são usados até altitudes de 3,5 mil metros. Por isso, os nosso aviões são em princípio inacessíveis. Somente se o EI tiver complexos mais sofisticados e sérios, numa base qualquer, neste caso poderá haver ameaça. Mas a altitude máxima para os aviões Su-34 é até 17 mil metros. E, para além disso, os pilotos russos operam de maneira muito correta: os aviões levantam voo em direção ao mar, ganham grande atitude sobre o mar para garantir que ninguém os atinge e só em grande altitude entram no território controlado por terroristas. Tudo como foram ensinados na academia”.
Caça Su-34

Rússia ataca Q.G. do Estado Islâmico em Aleppo, destrói posto de comando e 20 tanques
Vale lembrar que a Rússia iniciou sua ofensiva aérea contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria na quarta-feira (30) em resposta a um pedido oficial de ajuda militar apresentado por Damasco.
Segundo os dados do Ministério da Defesa russo, os ataques lançados pelos caças Su-34, Su-24M e Su-25 já destruíram uma série de infraestruturas do Estado Islâmico e danificaram significativamente a rede de comando e apoio logístico dos militantes.
Os alvos dos ataques são escolhidos com base nos dados de reconhecimento russo e sírio, inclusive através de reconhecimento aéreo. Segundo o Ministério da Defesa russo, o equipamento dos aviões russos permite atingir alvos do Estado Islâmico em todo o território sírio com “precisão absoluta”.
O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que foram realizados ataques aéreos do exército sírio, apoiados pelas forças aeroespaciais russas, contra organizações terroristas armados, e não facções da oposição política ou civis.

Síria lança grande ofensiva militar terrestre com apoio da Rússia

Fontes militares sírias confirmaram estar em curso uma grande operação militar terrestre do exército, apoiado por aviões russos, no centro do país.

Os alvos centram-se na província de Hama e na vizinha Idlib. 

"O exército sírio e os seus aliados iniciaram uma vasta operação terrestre no norte da província de Hama, com a cobertura aérea russa" afirmou a fonte, citada pela agência France Presse.

Um vídeo colocado no You Tube por ativistas no terreno mostra um alegado bombardeamento russo desta quarta-feira 07/10/2015.


Este é o primeiro grande ataque coordenado entre as forças sírias, apoiadas pela guerrilha do Hezbollah, e a força aérea russa que, desde há uma semana, participa no teatro de guerra em apoio ao Governo do Presidente Bashar al-Assad.

Os ataques das tropas sírias e das milícias do Hezbollah, suas aliadas, atingiram pelo menos quatro posições rebeldes perto da principal auto-estrada que liga o sul ao norte da Síria e que une diversos dos maiores centros urbanos do país.
Síria ataca em Hama, Idlib e Homs

Estão a registar-se fortes combates, de acordo com Rami Abdul al-Rahman, líder do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, OSDH, uma organização baseada em Londres que acompanha o que se passa na Síria.

As tropas de Damasco estão a utilizar bombardeamentos pesados com mísseis terra-terra Grad, contra pelo menos quatro alvos rebeldes na área norte de Hama. 

A televisão estatal síria afirmou que as tropas governamentais atacaram o campo de gás de Sha'ar e a aldeia de Qaryatain na província de Homs, assim como Ashtan, uma cidade a leste da base aérea da Rússia na província de Hama.


Esta quarta-feira os bombardeamento aéreos russos atingiram as cidades de Kafr Zita, Kafr Nabudah, al-Sayyad e a aldeia de Latamneh na província de Hama. Em Idlib sofreram ataque as cidades de Shaykhun e de Alhbit. 

"Não há ainda informações sobre avanços no terreno, mas os bombardeamentos aéreos atingiram veículos e bases rebeldes" afirmou Abdul al-Rahman. Não há informação de tropas russas no terreno, acrescentou. 

Esta é a primeira grande ofensiva combinada do Governo sírio em mais de quatro anos de conflito.
Mísseis-cruzeiro contra o Estado Islâmico

A semana passada a agência Reuters revelou que Damasco estava a planear uma grande operação militar, juntamente com os seus aliados, incluindo os iranianos. O objetivo da ofensiva é recuperar terreno perdido nos últimos meses pelas forças sírias leais a Assad, face as forças rebeldes.

A Rússia iniciou a 30 de setembro a sua participação na guerra síria, em apoio a Bashar al-Assad, afirmando que o seu objetivo era a luta "contra o terrorismo", incluindo o grupo Estado Islâmico, que domina a parte leste da Síria.

A maioria dos seus ataques tem tido como alvo grupos rebeldes, apoiados pelo Ocidente e que combatem eles mesmos tanto o Estado Islâmico, como as milícias leais à al Qaeda, da Frente al-Nusra, e o exército governamental.

Num encontro transmitido pela televisão estatal russa, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, informou o Presidente Vladimir Putin que quatro navios russos no Mar Cáspio lançaram 26 ataques com mísseis cruzeiro contra 11 alvos do Estado Islâmico na Síria. Todos os alvos foram destruídos, afirmou.

Presidente russo Vladimir Putin e o ministro da Defesa Sergei Shougu, reunidos a 7 de outubro de 2015 Foto: Reuters

O Presidente anunciou por seu lado que "as próximas operações russas serão sincronizadas com as operações terrestres do exército sírio e as forças aéreas irão apoiar de maneira eficaz a ofensiva do exército sírio".

A operação russa na Síria poderá durar de várias semanas a alguns meses, referiram fontes do ministério da Defesa russo na semana passada.

Putin afirmou que é ainda demasiado cedo para falar dos resultados das operações russas na Síria e ordenou a Shoigu para prosseguir na sua cooperação com os Estados Unidos, a Turquia, a Arábia Saudita, o Irão e o Iraque, na guerra que divide a Síria.
Rússia acusa EUA de não combater o terror

Moscovo admitiu esta quarta-feira coordenar os seus ataques com as forças da coligação internacional contra o Estado Islâmico liderada pelos Estados Unidos.

Estes já vieram recusar a possibilidade. O secretário norte-americano da Defesa, Ash Carter, explicou que "não estamos preparados para cooperar numa estratégia que como nós dissemos é errada, tragicamente defeituosa por parte da Rússia".

Os Estados Unidos afirmam que a estratégia russa vai reforçar os islamitas e provocar uma escalada no conflito sírio.

Por seu lado, o major-General Igor Konashenkov, porta-voz do ministério da Defesa, apontou o dedo ao que considera a falta de vontade dos Estados Unidos em combater o terrorismo.

"Os nossos aliados de outros países, que vêem no Estado Islâmico um inimigo real que tem de ser destruído, ajudam-nos ativamente com dados sobre as bases, os armazéns, postos de comando e campos de treino de terror", afirmou, citado pela Agência russa RIA Novosti.

"Mas aqueles que parecem ter uma opinião diferente sobre esta organização, estão constantemente à procura de razões para nos negar a cooperação na luta contra o terrorismo", acrescentou.

Vários incidentes de violação do espaço aéreo turco durante o fim de semana e segunda-feira, por parte de caças russos, põem em questão a boa fé de Moscovo e podem ser vistos como uma provocação à NATO, de que a Turquia é membro.

O primeiro-ministro turco afirmou esta quarta-feira que, dos 57 ataques realizados na Síria pela força aérea russa, na última semana, apenas dois se dirigiram a alvos do estado Islâmico. O restante atingiu as forças rebeldes que se opõe a Bashar al-Assad e que dominavam já praticamente toda a província de Idlib.

No seu encontro com o ministro russo da Defesa, Putin afirmou que, desde 30 de setembro, a Rússia atingiu 112 alvos, sublinhando a "dificuldade das operações" anti-terroristas.

O bombardeio estadunidense do hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz não foi o primeiro ataque aéreo dos EUA ou da OTAN que resultou em muitas vítimas civis, é apenas um ponto da longa lista de erros que foram cometidos pelos EUA no Afeganistão.

O bombardeio do hospital nem sequer foi o primeiro caso desta lista em Kunduz. Em 2010, caças dos EUA chamados pelo lado alemão mataram 150 civis que estavam desviando gás de caminhões sequestrados pelo Talibã mas acabaram parados num rio. Só este fato levanta dúvidas sobre o papel dos EUA no Afeganistão e os passos dados pelo lado norte-americano para prevenir a crise que o Afeganistão vive atualmente.


1. Anos 1980: Osama Bin Laden 
Durante a guerra soviética no Afeganistão, os EUA patrocinaram o treinamento e armamento de militantes islamitas mujahedins para combater as forças soviéticas e governamentais. Entretanto, exatamente como acontece hoje com os rebeldes sírios apoiados pelos EUA,  pouco a pouco começou se desenvolvendo uma situação em que os homens treinados não só combateram a ateia ocupação Shuravi, mas também adotaram ideias de "Morte à América" e a todas as pessoas que eles consideravam de “infiéis”.

Ao contrário dos rebeldes sírios de hoje, Bin Laden no início não tinha a al-Qaeda à qual pudesse se juntar após receber armas e treinamentos financiados pelos EUA e, por isso, ele teve que criar o grupo terrorista em 1988. Após as tropas soviéticas terem sido retiradas do Afeganistão em 1989 e o governo afegão ter caído em 1991, o grupo exigiu a jihad global, tendo começado por bombardear embaixadas norte-americanas, um navio da Marinha dos EUA e as torres gêmeas de World Trade Center (duas vezes).

2. Outubro de 2001: Guerra no Afeganistão

Após o grupo de Bin Laden al-Qaeda ter realizado os ataques terroristas de 11 de setembro em Nova York, os EUA primeiramente escalonaram um grupo relativamente pequeno da CIA e das Forças Especiais do Exército para matar ou capturar Bin Laden. O grupo também deveria combater as forças do Talibã que o protegiam.

Esta operação foi relativamente bem sucedida porque na realidade atingiu o Talibã onde era mais vulnerável, no suporte de civis.

Mesmo assim, os EUA consideram quase impossível realizar missões militares sem “promover a democracia” ao mesmo tempo e é por isso que, em 7 de outubro de 2001, a invasão terrestre foi iniciada com os mesmos objetivos mas com apoio de ataques aéreos. Como resultado, surgiu no Afeganistão mais uma insurgência talibã.

3. Dezembro de 2001: Osama Bin Laden, mais uma vez

É bem conhecido que Bin Laden foi localizado em uma caverna nas montanhas de Tora Bora, perto da fronteira com o Paquistão, o que permitiu o acesso militar aos EUA. Eles precisaram de dois meses após o começo da invasão para finalmente chegar à área aparentemente inexpugnável.

Após o fim da batalha pela área, em resultado da qual a coalizão a capturou, e começou examinando cada caverna, se soube que Bin Laden já havia fugido para um país desconhecido, onde sucessivamente continuou gravando podcasts promovendo a jihad e navegando na Internet por meio de unidades USB por mais de 10 anos, até ser capturado e morto pelas forças norte-americanas.

4. O exército sem equipamento
Semelhante aos soviéticos, que tinham problemas treinando uma força militar para lutar e morrer por ideias de um país diferente quando o outro aliado, consideravelmente melhor armado poderia fazer o mesmo, os Estados Unidos enfrentaram problemas. De fato, as tropas afegãs muitas vezes eram mais motivadas para fumar maconha.

Esse foi o problema da diminuição e retirada de tropas norte-americanas após 2011.

Enquanto os soviéticos tentaram abastecer o exército afegão com helicópteros de ataque, os EUA escolheram reorganizá-lo numa grande milícia, tal como já tinham feito no Iraque em 2003. 

No entanto, assim como o novo exército do Iraque não conseguiu contrariar o grupo terrorista Estado Islâmico, Humvee do Afeganistão e as forças baseadas em MRAP estão agora lutando com o Talibã renascido e são dependentes de ataques aéreos norte-americanos.

5. Prisão de Bagram

Enquanto os EUA se tornaram conhecidos por técnicas de tortura usadas na prisão de Guantánamo e na prisão de Abu Ghraib no Iraque, o Afeganistão teve a sua “versão regional” destas prisões. Ali, as técnicas eram as mesmas, os prisioneiros eram atados ao teto e batidos.

Bagram não foi a única prisão descoberta em território do Afeganistão mas a discussão pública sobre estas prisões foi menos violenta que sobre a de Guantánamo. Todavia, ao invés de Guantánamo, a prisão de Bagram foi fechada em dezembro de 2014 enquanto os outros locais alegadamente seguem existindo.

6. Queima do Alcorão

Enquanto o Dia de Queima de Alcorão organizado pelo pastor do estado da Flórida Terry Jones levou a protestos sangrentos no Afeganistão, a incompetência da burocracia militar norte-americana conseguiu levar à queima de muito mais cópias do livro sagrado e matar mais pessoas do que as ações do pastor.

Depois de o Exército norte-americano ter retirado 48 exemplares do Alcorão da biblioteca da prisão de Bagram através dos quais os prisioneiros trocavam mensagens escritas nas margens, queimaram-nos em um fogão. Isso resultou em protestos violentos no Afeganistão e na morte de 41 pessoas, incluindo dois conselheiros militares norte-americanos de alto nível.

7. Questão da pedofilia 

É um fato triste mas bem conhecido de que pedofilia permanece uma prática difundida e crescente na sociedade pachtum, apesar de ser ilegal no Afeganistão. 

Todavia, as tropas norte-americanas receberam a ordem de permitir aos oficiais militares afegãos continuar as práticas de abuso infantil conhecido como bacha baazi.

Num caso que se tornou público, um militar norte-americano foi obrigado a abandonar o serviço militar e o país depois de fazer uma tentativa de confrontar esta prática, batendo em um comandante da polícia afegã. A tolerância para com a pedofilia também teve efeito sobre as forças norte-americanas em 2012, quando um menino empregado de um chefe da polícia local que morava na base militar roubou um fuzil e matou três soldados da Marinha norte-americana.

8. Massacre de Azizazad (2009)

Além de ser a ferramenta principal na realização do bombardeio do hospital em Kunduz, o AC-130 participou também do ataque aéreo contra a aldeia de Azizazad. Rumores sugeriam que um comandante do Talibã estaria se escondendo lá.

Mas como não dava para ver quem era exatamente o comandante do Talibã a partir do AC-130, o avião destruiu, passo a passo, 8 casas e matou 92 civis.

EUA reconhecem ter bombardeado hospital de Médicos sem Fronteiras

9. Massacre de Granai (2009)
Outro caso de apoio aéreo malogrado foi o bombardeio da aldeia de Granai, onde combatiam forças dos EUA, de um lado, e do Talibã, do outro.

Em resultado, pelo menos 147 civis foram mortos, a maioria deles mulheres e crianças. Porém, quase não houve dados sobre baixas entre os talibãs.

10. Assuntos morais

O exército dos EUA registrou um rebaixamento geral da ética militar nas suas fileiras com o avanço do conflito, que parece às vezes não ter saída. Surgiram práticas como tirar fotos com partes dos corpos dos homens-bomba ou urinar sobre os corpos de afegãos mortos — alegadamente talibãs, ainda que isso nunca tenha sido provado.

Outros desvarios incluem um Grupo de Matança (Kill Team), cujos integrantes matavam civis somente para tirar fotos com os corpos. Já o sargento Robert Bales, em 2012, matou 16 civis em Kandahar, após um ataque de nervos.
 
Pedido iraquiano à Rússia

Em Bagdade, o Governo iraquiano afirmou já que poderá igualmente pedir a intervenção aérea russa contra alvos do Estado Islâmico e pretende que Moscovo tenha um papel importante na luta contra o grupo.

"Podemos ser forçados a pedir à Rússia que inicie em breve ataques aéreos no Iraque. Penso que nos próximos dias ou semanas o Iraque vai ser forçado a pedir à Rússia para lançar ataques aéreos e isso depende do seu sucesso na Síria", disse Hakim al-Zamili, líder do comité de Defesa e Segurança do Parlamento iraquiano. 

Bagdade e os seus aliados iranianos, que abastecem e apoiam milícias xiitas iraquianas no terreno, têm questionado a vontade real dos Estados Unidos em combater o Estado Islâmico e queixam-se da ineficácia dos bombardeamentos aéreos americanos.

O Governo russo já se mostrou disponível para ajudar Bagdade.
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