ABERTURA OFICIAL DO SEMINÁRIO INTERNACIONAL - ENFRENTAR A MUDANÇA CLIMÁTICA


Bolívia - Nesta semana Lula participou da abertura oficial do seminário internacional “Enfrentar a mudança climática: Uma economia e uma sociedade para viver bem”, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.“Não é justo que os mais pobres paguem por um modelo de desenvolvimento que exauriu os recursos naturais”, disse.
O evento é preparatório para a Cúpula do G77+China que acontecerá entre 14 e 15 de junho, em Santa Cruz.

Lula lembrou que Brasil e Bolívia lutaram juntos para responsabilidades comuns, mas diferenciadas, na questão do meio ambiente, com maior responsabilidade para os países desenvolvidos, que poluem mais e há mais tempo. 
O presidente Evo Morales exerce este ano a presidência temporária do bloco G77 + China e convocou a cúpula para junho, justamente no 50º aniversário de criação do grupo. O G77 reúne países em desenvolvimento e emergentes, agrupa atualmente 132 nações mais a China.
  1. O Lula falou sobre os compromissos ambientais voluntários assumidos pelo Brasil na Cop-15, “vamos cumprir nossos compromissos no meio ambiente, da mesma forma que cumprimos nossos compromissos sociais”.
    E que juntos, Brasil e Bolívia, impediram a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), um projeto de transformar a América Latina em mero mercado para as exportações norte-americanas. Lula também citou a criação da Celac (Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos), e a construção das primeiras pontes entre Brasil e Bolívia, como exemplos dos avanços na integração latino-americana nos últimos anos. “Mostrem em que parte do mundo os pobres tiveram uma ascensão social tão rápida quanto a América do Sul”, defendeu Lula.
    “O Estado Plurinacional da Bolívia é um exemplo dos avanços que tem acontecido nos países latino-americanos”. O ex-presidente relacionou o sucesso econômico boliviano com a inclusão social no país. “Os pobres e os indígenas que sempre foram excluídos e provaram que são capazes de governar”.


    Evo, que tratou Lula como um “irmão”, e o Brasil como um “irmão maior” da Bolívia, também criticou a Alca, como um projeto neoliberal, que impedido, fez com que os Estados Unidos buscassem “pequenas Alcas” com tratados de livre comércio com cada país. O presidente boliviano lembrou o impulso que Lula, Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Fidel Castro deram para “uma integração para liberação frente à globalização que vem do ocidente para subjugar nossos povos”.

    Evo lembrou ainda, a trajetória do seu governo, que hoje, após ter abandonado as políticas neoliberais, Bolívia recebe cerca de 30 vezes mais investimentos externos diretos do que antes da sua chegada ao governo.

  1. Lula recebeu seu 28º título de Doutor Honoris
A honraria, foi em reconhecimento ao “seu compromisso com a luta pela erradicação da pobreza, mediante criativas e justas medidas de alto conteúdo social com o nobre fim de redistribuir a riqueza. Lula salientou que "Quando têm oportunidades, os pobres são a parte essencial das soluções" ao receber seu 28º título de doutor honoris causa, na Universidade Aquino Bolívia, em Santa Cruz de la Sierra. 
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