CONSCIENCIA NEGRA

CONSCIENCIA NEGRA
HOJE É DEZENOVE E AINDA VEJO O CATIVEIRO
É DEZENOVE DE NOVEMBRO. E EU SOU UM NEGRO
MEU IRMÃO, MEU COMPANHEIRO NÃO ESTA COMIGO
FEZ DAQUILO O SEU ÚNICO ABRIGO
ACABA DE ABRIR SEUS OLHOS VERMELHOS
É UM SINAL DE QUE AINDA ESTÁ VIVO

ELE AINDA NÃO SORRIU
NÃO VIU A LUZ DO SOL QUE BRILHA LÁ FORA
NEM SABE O QUE TANTO LHE APAVORA
NÃO SABE DO DIREITO QUE O DINHEIRO FEZ SEGREDO
NA NOITE
TODA NEGRA,
TODO NEGRO
NA ESCURIDÃO
SEM LUZ

OS OLHOS QUE NÃO VEEM
ESTÃO VERMELHOS
A CABEÇA BAIXA
ESTÁ VAZIA
É A FRAQUEZA QUE ALIMENTA A FOBIA
DE QUEM NÃO ACREDITA NO LUGAR AO SOL

E O SOL QUE ESTÁ BRILHANDO LÁ FORA
NÃO É SÓ DA PRAIA ONDE A GRANA CORA

E AS PERNAS QUE NÃO ANDAM POR AÍ
ESSA COISA DE ACHAR QUE É CADA UM POR SI
O SORRISO QUE NÃO VEJO NEM SORRIR
É A CORRENTE QUE PRENDE. É A PRISÃO

TÁ NA HORA DE SAIR DESSE PORÃO
TÁ NA HORA DE EMBARCAR NESSE NAVIO
ESSE MUNDO NÃO É SÓ ESCURIDÃO
ESSE MUNDO NÃO É SÓ A SOLIDÃO
SENTIR CALOR.
 ACABABAR COM ESSE VAZIO

VENHA MOSTRAR OS DENTES
AINDA DÁ TEMPO DE QUEBRAR ESSAS CORRENTES
SOLTAR AS AMARRAS. CONQUISTAR O MAR
A VIDA NÃO É BANZO. É BANZAI
É UMA DURA ESTRADA QUE SÓ VAI
A VIDA NÃO É SÓ FICAR NESSA PORTEIRA
A VIDA É PRA VIVER A VIDA INTEIRA
ABRA OS OLHOS PRA ENXERGAR
ABRA AS ASAS PRA VOAR
GENTE É FEITA PRA BRILHAR
QUE NEM O SOL. QUE NEM A LUZ.
AINDA HÁ TEMPO PRA SORRIR
PRA ZUMBIZAR. PRA SER FELIZ
NÃO TENHA MEDO

BADI


20 DE NOVEMBRO
08h00 – Ação no busto de Zumbi
Local: Praça XI
14h – abertura da Tenda da Praça XV ao público com vista à visitação da exposição Projeto Memória da Fundação e exibição de filmes
20h – Show com Gabriel Moura e Luiz Melodia
Local – Praça XV


UNEAFRO Brasil


A UNEafro-Brasil, juntamente com outras entidades do Movimento Negro de São Paulo, promove uma série de atividades para marcar a Semana da Consciência Negra.


Confira programação:


São Paulo – Capital
Marcha da Consciência Negra – Centro de SP
Concentração da UNEafro-Brasil – Praça General Craveiro Lopes (na esquina da Rua Abolição/Bela Vista), às 09h da manhã
Contato: Anderson (11) 3105-2516 r. 3


Guaianases – Zona Leste de SP
AULA PÚBLICA: Preconceito contra Negr@os e Nordestin@s: Que Fazer? Presença do prof. Jaime Amparo.
Data/Horário: Dia 20, a partir das 13h
Local: Praça Getúlio Vargas, ao lado do mercadão Municipal / Estação de Trem de Guaianases.
Contato: Suelen (11) 7427-3993


Jd. Miriam– Zona Sul de SP
1ª Marcha de Zumbi do Jardim Miriam (Marcha da Quebrada).
A UNEafro-Brasil participa e convida todos/as para somar a mais essa luta!
Data: 21/11 – à partir das 09h00
Local: Concentração na Praça da Feira Livre
Contato: (11)8622-5055


Organização: MOVA do Centro Frei Tito, Núcleo Aparecida Jerônimo (Consulta Popular), Assembléia Popular, Pastorais Sociais, Grupo Novas Raízes Capoeira, UNEafro-Brasil, Paróquia Santa Clara e São Francisco de Assis, Associação Casa do Ita, Templo de Umbanda Pai Ogum Matinata, Círculo Palmarino.


Atibaia
UNEafro-Brasil e Projeto Curumin Organizam o 20 de Novembro Cultural
Local: Antiga Estação Ferrovirária de Caetetuba
A partir das 09h da manhã: Café da Manhã Comunitário – Atividades Culturais e Palestras
Contato: Rosana - (11) 9826-3728
UNEafro-Brasil e Diversas entidades de Atibaia Organizam o Dia da Consciência Negra


Fórum da Cidadania – 14h - Palestra com prof. José Marcello e Mesa redonda com temas da cultura Afro.
Ginásio de Esportes Cido Franco – 15h 3º Batizado de Capoeira dos Alunos da OP.
Praça da Matriz - a partir das 15h30 – Apresentações Culturais – Hip-Hop, Congada, Poesia, Dança, Capoeira, Maculelê e Roda.
Contato: Prof. Wanderlei – (11) 8629-1412


Bragança Paulista
UNEafro-Brasil e direção da EE. Dr. Silvio de Carvalho Pinto realizam o Dia da Consciência Negra, um resgate de sua história, arte, dança e de seus costumes.
Local: EE. Dr. Silvio de Carvalho Pinto s/nº PLII Bragança Paulista SP, das 10h às 16h.
Contato: Nilza - (11) 9884-9542


Ribeirão Pires
UNEafro-Brasil e Conselho Municipal da Igualdade Racial Organizam Semana da Consciência Negra
Dias 16, 17 e 18: Oficinas: Ritmos e Vestimentas Afro
Dia 20/11 – às 15h – Praça Central: Atividades Culturais – Maracatu, Hip-Hop, Dança Afro, entre outros.
Contato: Geni (11) 9539-9280


UNEafro-Brasil promove oficina de Capoeira
Data: 18 de Novembro – às 08h da manhã
Local: Faculdades Integradas de Ribeirão Pires
Contato: (11) – Fizê – 9505-3287


Mauá
UNEafro-Brasil promove oficina de Capoeira
Data: 20 de Novembro – das 14h ás 16h
Local: E.E. Ana Augusto – Parque das Américas
Contato: (11) – Fizê – 9505-3287


Várzea Paulista
UNEafro-Brasil organizará a 1ª Feira Preta de Várzea Paulista
Dia 20 de Novembro – dia inteiro
Contato: (11) 9751-6212


31ª Marcha Zumbi dos Palmares


Entidades do Movimento Negro da Bahia promovem este ano a 31ª Marcha Zumbi dos Palmares, marcada para o dia 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra - com saída do Campo Grande, prevista para as 15h.


Este ano, a Marcha homenageará o líder da Revolta da Chibata, concedendo-lhe o título de Zumbi "in memorian" e terá o seguinte percurso: saída de Campo Grande, Av. 7 de Setembro, Praça da Piedade, São Bento, Rua Chile, Pça. Castro Alves, Pça Municipal, Pça da Sé e Largo Terreiro de Jesus, no Pelourinho, num total de 4 km de percurso.


No trajeto, serão homegeados pontos históricos que simbolizam a luta negra na Bahia, a exemplo da Pça. da Piedade (local de enforcamento dos lideres da Revolta dos Búzios), Pça. Castro Alves (homenagem ao poeta abolicionista), e a Ladeira da Praça (local onde se deu o início da Revolta dos Malês).


A marcha será intercalada com manifestações musicais e pronunciamentos de lideranças do movimento negro. No encerramento haverá show e manifestações culturais.


31ª Marcha Zumbi dos Palmares em Salvador/BA
Local:Campo Grande - Salvador
Data:20/11
Horário:15h

A trajetória de um Povo Brasileiro
 O Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Entre 1550 e 1850, data oficial do fim do tráfico de negros, cerca de 3.600.000 africanos chegaram ao Brasil. A força de trabalho desses homens produziu a riqueza do País durante 300 anos.

Apesar de a maior parte dos escravos não saber ler nem escrever, isso não significava que não tivessem cultura. Eles trouxeram para o Brasil seus hábitos, suas crenças, suas formas de expressão religiosa e artística, além de terem conhecimentos próprios sobre técnicas de plantio e de produção. Entretanto, a violência e a rigidez do regime de escravidão não permitiam que os negros tivessem acesso à educação.

Oprimido e explorado, o negro encontrava nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil.

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer.
Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes a população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social de brancos, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.

Segundo dados da publicação Síntese de Indicadores Sociais - 2000 - que reúne dados de pesquisas do IBGE, em 1999, a população brasileira era composta por 54% de pessoas que se declararam brancas, 5,4% de pretas, 39,9% de pardas e 0,6% de amarelas e indígenas.

Em termos regionais, a população branca está mais concentrada no Sul (83,6%), a preta no Sudeste (6,7%), a parda no Norte (68,3%) e a população amarela e indígena também no Norte (1%).

As diferenças referentes à educação diminuíram nas duas últimas décadas, mas ainda são significativas. Em 1999, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais era de 8,3% para brancos e de 21% para pretos e a média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase 6 anos para os brancos e cerca de 3 anos e meio para pretos.

Apesar dos avanços nas últimas décadas na área da educação, com declínio do analfabetismo e aumento da escolarização e da escolaridade média, há muito que se fazer para alcançar níveis de qualidade, eficiência e rendimento do ensino compatíveis com as necessidades atuais e futuras de empregabilidade e de exercício da cidadania para a população jovem.

As diferenças são expressivas também no trabalho, onde 6% de brancos com 10 anos de idade ou mais aparecem nas estatísticas da categoria de trabalhador doméstico, enquanto os pardos chegam a 8,4% e os pretos a 14,6%. Por outro lado, na categoria empregadores encontram-se 5,7% dos brancos, 2,1% dos pardos e apenas 1,1% dos pretos.

A distribuição das famílias por classes de rendimento médio mensal familiar per capita indica que, em 1999, 20% das famílias cujo chefe é de cor ou raça branca tinham rendimento de até 1 salário mínimo contra 28,6% das famílias pretas e 27,7% das pardas.

Ainda em 1999, a população branca que trabalhava tinha rendimento médio de cinco salários mínimos. Pretos e pardos alcançavam menos que a metade disso: dois salários. Essas informações confirmam a existência e a manutenção de uma significativa desigualdade de renda entre brancos, pretos e pardos na sociedade brasileira.


A SITUAÇÃO DO NEGRO NO BRASIL
    Segundo dados do Censo 2000 - resultados da amostra, o Brasil possuía naquele ano uma população de 170 milhões de habitantes, dos quais 91 milhões se classificaram como brancos (53,7%), 65 milhões como pardos (38,4%), 10 milhões como pretos (6,2%), 761 mil como amarelos (0,4%) e 734 mil como indígenas (0,4%).
    Segundo o Censo 2000, houve uma melhora no aspecto educacional em relação aos resultados de 1991. Nota-se uma queda na taxa de analfabetismo, como se pode ver no gráfico abaixo:
    Percebe-se, no gráfico abaixo, uma melhora na taxa de alfabetização de todos os seguimentos, em especial para os que se classificaram como pretos, pardos e indígenas.
    Confira na tabela das grandes regiões as taxas de alfabetização de acordo com a cor ou raça:
    Brasil 2000
    Grandes
    Regiões
    Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos de idade ou mais
    por cor ou raça (%)
    BrancaPretaAmarelaPardaIndígena
    Norte89,072,687,783,956,8
    Nordeste80,566,478,873,374,3
    Sudeste94,286,397,089,587,2
    Sul94,085,595,886,180,1
    Centro-Oeste92,480,494,988,172,4
    Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.
    O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.

A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares- foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares.

Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.

Porém, hoje as estatísticas sobre os brasileiros ainda espelham desigualdades entre a população de brancos e a de pretos e pardos. Por isso, é importante conhecermos algumas informações sobre o assunto.
ZUMBI
Zumbi foi o grande líder do quilombo Palmares, considerado herói da resistência anti-escravagista. Estudos indicam que nasceu em 1655 no quilombo, sendo descendente de guerreiros angolanos.


Com poucos dias de vida, foi aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, sendo entregue depois a um padre, conhecido como Antônio Melo que o batizou com o nome de Francisco.


Aos 15 anos, ele foge da casa do padre e retorna a Palmares, onde muda o nome para Zumbi. Ficaria conhecido em 1673, quando a expedição de Jácome Bezerra foi desbaratada. Um ano antes de sua morte, caiu em um desfiladeiro após ser baleado num combate contra as tropas de Domingo Jorge Velho, que seria mais tarde acusado de matá-lo. Dado como morto, Zumbi reaparece em 1695, ano de sua morte.


Aos 40 anos, ele morre após lutar contra milícias organizadas por donos de terras durante dezessete anos. Durante mais uma incursão comandada por Domingos, Zumbi foi abatido no seu esconderijo descoberto depois da traição de um seus principais comandantes, Antônio Soares, que revelou onde o líder se encontrava.
QUILOMBOS
Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.


Criado no final de 1590 a partir de um pequeno refúgio de escravos localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, Palmares se fortificou, chegando a reunir quase 30 mil pessoas. Transformou-se num estado autônomo, resistiu aos ataques holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi totalmente destruído em 1716.


Embora não existam mais quilombos por aqui, comunidades remanescentes se instalaram em vários estados do país. No total, 743 foram identificadas, mas só 29 foram tituladas oficialmente pelo governo.


Localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Goiás e Amapá, estas comunidades detém os Direitos Culturais Históricos, assegurados pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal que tratam das questões relativas à preservação dos valores culturais da população negra. Além disso, suas terras são consideradas Território Cultural Nacional.


Estima-se que 2 milhões de pessoas vivam nestas comunidades organizadas para garantir o direito à propriedade da terra. Segundo a Fundação Cultural Palmares, do governo federal, que confere às comunidades o direito ao título de posse da terra, os habitantes remanescentes dos quilombos preservam o meio ambiente e respeitam o local onde vivem. Mas sofrem constantes ameaças de expropriação e invasão das terras por inimigos que cobiçam as riquezas em recursos naturais, fertilidade do solo e qualidade da madeira.

PALMARES
Um parque, uma saga cidadã *

                                                                          Foto: Pedro França / Arquivo Palmares
Seu Louro, tratando mandioca no Onjó de farinha (Casa de farinha) do Memorial Quilombo dos Palmares
Suzana Varjão
Seu Louro, 53 anos, diz que se "arrupia todinho" quando os visitantes adentram o Parque Memorial Quilombo dos Palmares para as celebrações do Dia Nacional da Consciência Negra. Ele é um dos moradores da Serra da Barriga (AL), marco do maior refúgio de escravos da América Latina. E, como dezenas de outros habitantes do município de União dos Palmares, onde se localiza a Serra, teve a vida transformada a partir da instalação deste equipamento público pelo Governo Federal.
Com "nove bocas" para alimentar, Seu Louro (Benonio de Moraes na certidão de nascimento) buscou nas matas da Serra um meio de sobrevivência. Plantou e colheu, mas a terra "cansou" e ele teve que procurar o sustento na capital alagoana, deixando a família para trás. Na "cidade grande", foi pedreiro, carpinteiro... "Trabalhava com o que aparecia" para ganhar "uns trocados", que mal davam para a comida e os bilhetes das passagens de ida e volta para casa.
- Era uma vida muito aperreada...
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