CONFIRA AS BOAS RAZÕES PARA O PIG TIRAR O FOCO DO GOVERNO DILMA

Brazil’s President Dilma Rousseff speaks during a ceremony where she announced an economic stimulus package at Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, June 27, 2012. The program announced by Rousseff focuses on a wide array of government purchases, from backhoes to motorcycles to military equipment. Rousseff says the government will use stimulus packages "without restriction" as Brazil is hit by the crisis in Europe and hobbled by slowing domestic consumer demand. (AP Photo/Eraldo Peres)
DEU MANCHETE LÁ FORA:
PACOTE ECONÔMICO ESTIMULA O CRESCIMENTO COM DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

O governo do Brasil está anunciando um novo, US $ 4 bilhões do pacote de estímulo econômico para aumentar crescimento.  O programa anunciado pela presidenta Dilma Rousseff concentra-se em uma grande variedade de compras governamentais, de retroescavadeiras a motocicletas aos equipamento militar.
Dilma diz que o governo vai usar o pacote de estímulo "sem restrição" agora que o Brasil é atingido pela crise na Europa e lida com a desaceleração doméstica. As autoridades dizem que a maior parte do dinheiro será gasta este ano. A economia do Brasil cresceu 0,2 por cento no primeiro trimestre deste ano. No ano passado, a economia avançou 2,7 por cento - a menor entre os BRICs, as chamadas nações do grupo emergentes - mas o Brasil já atingiu suficiente numero de pessoas para fora do nível de pobreza - em comparação com a China e a India - e pode se dar ao luxo de crescer mais lentamente. O governo mantém a meta de 4 por cento de crescimento este ano. Mas as previsões do mercado colocar em expansão de 2,2 por cento.




Ao lançar PAC Equipamentos, Dilma manifesta preocupação com “aventuras fiscais”


Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Anúncio do PAC Equipamentos – Programa de Compras Governamentais. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (27), durante o lançamento do PAC Equipamentos, programa de compras governamentais que disponibilizará R$ 8,4 bilhões em 2012, que é importante que o governo e toda a sociedade tenham consciência da gravidade da crise econômica internacional para evitar aventuras fiscais.
“Nós temos esperado a cada reunião dos países europeus, que uma solução mais sistêmica surja e de fato assegure maior nível de confiança. Agora, esse cenário nos preocupa mas não nos amedronta. É importante ter consciência dele para evitar que nesse momento sejam feitas aventuras fiscais. Nenhum país do mundo hoje, se permite uma política fiscal que não leve em conta, sobretudo, investimentos. Aventuras fiscais é a gente se comportar como se não estivesse acontecendo nada”, disse a presidenta.
Segundo Dilma, o Brasil tem condições de se defender dos efeitos da crise e continuar crescendo, mas, por ter uma situação econômica estável, não pode ter a soberba de considerar-se livre do contágio e “brincar à beira do precipício”.
“Nós não nos amedrontamos, mas não podemos fingir que nada está acontecendo. É de todo importante que a sociedade, o governo federal, o Legislativo, o Judiciário, as entidades empresariais, enfim, todos nós tenhamos consciência de que a situação internacional é diferente. Nós temos recursos para encontrar um caminho e continuar crescendo. Primeiro, evitar as consequencias e continuar crescendo. Agora, nós não podemos achar que… ter a soberba de achar que podemos brincar à beira do precipício”, afirmou.
Dilma afirmou que o PAC Equipamentos é parte do esforço do governo para proteger a produção e os empregos. A presidenta disse estar otimista pois o governo tem os instrumentos para preservar a saúde econômica e as conquistas sociais. De acordo com Dilma, o Brasil não é uma ilha e apesar de sofrer as consequencias da redução do comércio internacional, está em uma situação bastante confortável.
“Nós queremos que esse programa contribua, junto com todas as medidas que tomamos, para melhorar e garantir essa proteção. Serão 8 bilhões e 400 milhões, dos quais mais de 6 bilhões não estavam previstos no orçamento deste ano (…) Considero que uma política de compras governamentais, ela, neste momento, é, sobretudo, uma afirmação de que nós temos mecanismos para enfrentar a crise, e vamos usá-los sem nenhum restrição”.

Não haverá restrições de recursos para a agricultura, afirma presidenta Dilma


Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (28), durante cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, no Palácio do Planalto, que não haverá restrições de recursos para a agricultura. Segundo ela, se os R$ 115,2 bilhões destinados para a safra 2012/2013 não forem suficientes, poderá haver novo aporte de recursos.
“Nós colocamos R$ 115 bilhões de recursos para dar suporte ao empreendedorismo e às iniciativas do agronegócio brasileiro e aqui eu quero assumir o compromisso manifestado pelo ministro Mendes Ribeiro. Não haverá restrições de recursos caso os R$ 115 bilhões sejam empregados de forma a não conseguir chegar ao final da safra. Não há restrições de recursos”, disse.
A presidenta disse que os produtores brasileiros também serão beneficiados pela redução das taxas de juros. O Plano Agrícola e Pecuário reduz de 6,75% para 5,5% a taxa anual de juros, o que representa uma diminuição de 18,5% nos custos dos financiamentos para o produtor rural.
“Nós estamos nesta safra oferecendo mais recursos com taxas de juros menores. A redução da taxa de juros, que é um movimento que estamos vendo ocorrer em toda a economia, é uma marca desse plano também. A agricultura também está sendo beneficiada por essa redução”.
Dilma afirmou ainda que o governo estuda a criação de uma agência de assistência técnica e extensão rural que trabalharia em conjunto com órgãos estaduais e as associações do setor agropecuário. De acordo com a presidenta, essa agência teria como função a disseminação das melhores práticas na agropecuária através de protocolos e pacotes tecnológicos, além da especialização de agentes públicos.

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