MARTINHO COMUNISTA DA VILA


Disritmia
Zeca Baleiro
Composição: Martinho da Vila

Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Prá fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir
Seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo...

Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos...(2x)

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...

Vem logo
Vem curar teu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...(4x)

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...

Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...(6x)

Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...(2x)

Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez!

Martinho da Vila

MartinhoDaVilaPorAndreaFarias.jpg
Informação geral
Nome completo Martinho José Ferreira
Data de nascimento 12 de fevereiro de 1938 (72 anos)
Origem Duas Barras, Rio de Janeiro
País Brasil
Gêneros Samba
Instrumentos voz
Página oficial Site pessoal

Martinho José Ferreira 
(Duas Barras, 12 de fevereiro de 1938)
é um músico brasileiro.

Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de "meu off-Rio".

Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos-Forros, a primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.
A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos "clássicos" de Martinho .
O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior".
Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, Simone (Cd Café com leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes.

 Martinho da Vila torce para o Vasco da Gama, e compôs duas músicas em homenagem ao clube do coração.
É, desde 2005, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
Em 2009, foi lançado o documentário "O Pequeno Burguês - Filosofia de Vida", que conta um pouco da vida artística e particular do artista.
Além de cantor e compositor, Martinho da Vila é escritor. É autor de nove livros:
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