WIKILEAKS: A arrogância Americana vai do ciumes contra o Brasil, passa por atentados contra Cuba e entra na vergonhosa ação golpista em Honduras

Wikileaks: Embaixador dos EUA diz que Sarkozy usa Carla Bruni para fortalecer relação com Brasil
 
Carta diz que amizade de presidentes aumentou acordos entre países
Uma mensagem do embaixador dos Estados Unidos em Paris divulgada pelo site Wikileaks indica que ele acreditava que o presidente francês Nicolas Sarkozy usava o status de celebridade de sua esposa Carla Bruni para impulsionar as relações diplomáticas entre França e Brasil.
O telegrama, enviado ao Departamento de Estado americano, está entre as 250 mil mensagens do corpo diplomático americano que vêm sendo divulgadas pelo Wikileaks desde o último domingo e teve seu teor publicado pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira.
Escrita em 17 de novembro de 2009, a mensagem do embaixador dos Estados Unidos na França, Charles Rivkin, qualifica a relação entre Sarkozy e Lula de “história de amor” e diz que o Brasil é uma das prioridades diplomáticas e comerciais da França na América Latina.
Ele relata que a primeira-dama Carla Bruni não participou da então visita mais recente de Sarkozy a Brasília “para decepção do público brasileiro, que, segundo a Embaixada brasileira em Paris, aprecia muito o fato de que o primeiro-casal francês passa férias no país”.
"Achamos que Sarkozy tira total vantagem da popularidade individual de Carla Bruni e da popularidade do casal para aumentar o alcance dos interesses da França no Brasil", diz Rivkin.
A carta diz que o anúncio do Ministério das Relações Exteriores indicando preferência pelos jatos franceses Rafale, em detrimento dos jatos Super Hornet preferidos pela Força Aérea, deriva da relação próxima de Lula com Sarkozy.
Na visão de Rivkin, o presidente francês estaria “preparando a França para a presidência do G8 e do G20 em 2011” e “cortejando países não-alinhados na esperança de aumentar a influência regional francesa” por causa do aumento da importância do G20 após a crise econômica.

`Caso de amor´
De acordo com a mensagem, o início “do Caso de amor” entre os dois governos foi o primeiro encontro dos presidentes em 2007.
Sarkozy teria, desde então, dito repetidas vezes que ele e Lula concordavam “em quase uma totalidade de temas” incluindo recuperação econômica, mudança climática e segurança.
Os diplomatas brasileiros também teriam afirmado, segundo o embaixador Rivkin, que os dois presidentes tem personalidades similares e que Lula teria comentado frequentemente que olhar para Sarkozy era como “olhar no espelho”.
Apesar de Lula não falar inglês ou francês e a comunicação entre os dois líderes ser intermediada quase que exclusivamente por intérpretes, diplomatas brasileiros teriam dito que “os dois homens falam uma linguagem comum distinta, motivada pela sua vontade de mudar a ordem mundial”.
A carta cita ainda o aumento do número de acordos comerciais e militares e o crescimento da presença de empresas, instituições culturais e eventos franceses no Brasil durante a presidência de Sarkozy como exemplos da proximidade entre os países.

A Reação Antologica do Porta-voz do Pentágono sobre Wikileaks
A apresentadora da Fox News Megyn Kelly e Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono.
Durante a saga da Wikileaks, muitos nos Estados Unidos tem se perguntado por que o novo Comando do Ciberespaço Departamento de Defesa, a plena capacidade durante um mês, nada fez para evitar vazamentos. Na quarta-feira, Megyn Kelly, anfitriã da Fox News, entrevistou o porta-voz do Pentágono Geoff Morrell, e fez exatamente essa pergunta.
A resposta do porta-voz foi antologica:
"Nós não usamos as forças do Cibercomando (contra Wikileaks), porque a divulgação dos documentos não terá impacto negativo a longo prazo. O secretário de Defesa, simplesmente não acredita que tal situação possa afetar as forças dos EUA ou mesmo seu prestigio ou sua reputação.
"O mundo não se relaciona conosco porque gosta da gente ou porque nos tem confiança. A Aliança conosco existe só porque eles não têm escolha. Não há outro remédio. Nós somos o último, o único, poder que restou. "
 Documentos revelados por Wikileaks confirmam governo Americano como sendo a origem da campanha de mídia contra Cuba e Venezuela
Por Lagarde MH
Recentemente documentos apresentados pelo site Wikileaks e reinterpretados pelo El Pais, da Espanha - El Nuevo Herald, confirmam de onde vem a recente campanha de mídia contra Cuba e Venezuela, que afirma que "os serviços de inteligência cubanos são amplamente utilizados na Venezuela e tem acesso direto ao Presidente Hugo Chávez. "
Segundo o El Pais, o despacho 241522 do Departamento  de Estado registou a preocupação de Washington sobre a presença de cerca de 40.000 cubanos na Venezuela, atribuindo-lhes posições em diferentes ministérios e setores do governo local.
Entre outros absurdos destaca-se a observação a seguir: "O impacto da penetração de Cuba no serviço de inteligência venezuelano pode afetar diretamente os interesses dos EUA, pois os serviços de inteligência venezuelanos, que já estão entre os mais hostis aos EUA, se aliarão à falta de habilidade dos Cubanos. "
Manifestação de Protesto contra ação
Terrorista de 1976
A liberação dos telegramas que estavam nos cofres secretos da diplomacia americana revelou que Cuba e Venezuela permanecem sob a ameaça terrorista em curso nos Estados Unidos e que este país  acolhe os refugiados em seu território, como é o caso Carrriles Posada , que por muitos anos, trabalhou junto polícia secreta na Venezuela, torturando cidadãos venezuelanos, além de ser o autor da explosão em pleno vôo de um avião cubano em Barbados, em 1976.  Este atentado custou a vida mais de 70 pessoas. Ele também foi o homem que recrutou os Salvadorenhos que plantaram bombas em hotéis de Havana que, em 1997, matou o turista italiano Fabio DiCelmo.
Zelaya disse que denunciará
Estados Unidos pelo golpe de 2009
O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya anunciou na segunda-feira que denunciará os Estados Unidos ante o Tribunal Penal Internacional (TPI), após a analisar os documentos diplomáticos vazados pelo Wikileaks no domingo passado, em relação ao golpe de 28 de junho de 2009, que o afastou do poder, considerando que Washington permitiu mesmo sabendo que aquele movimento não era procedente.
Em entrevista à Telesur, o ex-presidente disse que os Telegramas da Embaixada Americana em Tegucigalpa que foram apresentados pelo portal permitem que você vá para o TPI " e denuncie os EUA como violador do Estado de Direitos Humanos, porque não tomou qualquer precaução antes do golpe. ".
Em um relatório enviado a Washington logo após a deposição de Zelaya por um grupo militar liderado por Roberto Micheletti, o embaixador dos EUA em Honduras, Hugo Llorens, eliminou qualquer dúvida sobre a natureza dos eventos. "Os militares, a Suprema Corte e o Congresso conspiraram em 28 de Junho (2009), aplicando um golpe ilegal e inconstitucional contra o governo", diz o documento publicado pela Wikilists.
"De nossa perspectiva, não há dúvida de que a ascensão de Roberto Micheletti ao poder foi ilegítima... 
O documento traz notas diplomáticas comentando os argumentos apresentados pelos defensores do golpe; "...São,  muitas vezes, ambíguos, e não têm valor substancial... Em alguns casos, são" manifestamente falsos ".
Nesse sentido, Llorens, relatou ao seu governo que após consultas com vários especialistas sobre as leis de Honduras concluíra: Zelaya jamais violou qualquer lei ou tentou se perpetuar no poder através de reforma constitucional, como afirmado pelos autores do golpe de Estado.
Neste contexto, Zelaya considerou que a América do Norte tem de responder por seu envolvimento no golpe, pois, mesmo consciente de que o movimento era ilegal deixou que os acontecimentos se desenrolassem até a realização de eleições "fraudulentas", sob a égide do regime transitório de Micheletti, que foi premiado com a vitória ao atual presidente Porfirio Lobo.
"Esta revelação do Wikileaks compromete muito ao governo Americano, pois sabendo do crime, tratou de escondeu-lo: A inteligência dos EUA sabia do golpe de Estado e assistiu ao assassinato de jornalistas e atentados contra a dissidência, não só durante o Governo Micheletti, mas também no mandato seguinte de Porfirio Lobo ", disse Zelaya.
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