USP LESTE - COMUNIDADE ACADÊMICA EM RISCO POR CONSEQUÊNCIA DE ATERRO CRIMINOSO - QUE POLÍTICA É ESTA QUE FAZ A USP SE CALAR?

Vereador Vavá promove CPI para investigar áreas contaminadas da USP Leste.

"Que política é essa que faz a USP se calar?" disse o deputado Carlos Neder (PT).
Segundo o deputado Adriano Diogo (PT),  geólogo de formação, ele fez uma assessoria sobre a contaminação do terreno. “Aquele terreno foi cedido pelo DAE para a Universidade de São Paulo, em 2004/2005, através de uma licença ambiental n.º 1.817/1978. Era uma área de inundação do antigo leito do rio e depósito de lixo. A Cetesb estabeleceu regras de descontaminação (TAC) que não foram cumpridas pela USP (Butantã). Veio esse segundo problema que é o aterro, não sei que material foi transportado. Flagrante irresponsabilidade.

“Poderia ser cevada, já que os jovens gostam de cerveja (risos), açúcar, garapa, nem assim poderia fazer uma transposição desobedecendo a lei 13.577/2009. Essa é uma maneira de esvaziar a USP-Leste, desmoralizar. É preciso responsabilizar os autores por má fé ou desídia”, disse Adriano Diogo.
 “Alunos da EACH exigem uma congregação aberta e paritária para o afastamento da direção corrupta e pelo crime ambiental que é um crime inafiançável. A direção persegue os funcionários. Nossa luta passa por toda a comunidade universitária e do entorno onde tudo ficou mais caro: casas, alimentos. O Jardim Keralux , no entorno, também está contaminado.”
“A origem da USP-Leste não é bem vista pela USP (Butantã) que não queria essa expansão. Há um desprezo inclusive pela reitoria autoritária que criminaliza os movimentos de professores, trabalhadores e alunos. Os decretos de José Serra (governador de 2008-a abril 2010) tiraram a autonomia da universidade criando uma secretaria de Ensino Superior, conseguimos derrubá-la. Temos um projeto de lei que institui eleições diretas para reitores e vices nas três universidades.



Esse aterro é um crime, põe em risco a segurança e a saúde da comunidade acadêmica. 

Alunos sofrem com a falta de diálogo e esclarecimentos. A direção da USP também desrespeita seus alunos e funcionários a medida que determina transferências de pessoas arbitrariamente. 

Ninguém sabe a origem de cinco mil caminhões que despejaram toneladas de terras contaminadas? “Isso não passa despercebido por ninguém. A CEF (Superintendência do Espaço Físico) da USP vai gastar de três a seis milhões para retirar essa terra.”A audiência pública investiga contaminação da USP Leste

Retrospectiva: Termo de ajustamento de conduta firmado com a Cetesb em 2005 ainda não foi cumprido!


Em 29/10/2013, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, representantes da USP, da Cetesb e IPT que é uma empresa contratada para mapear locais contaminados no campus leste relataram o perigo da contaminação do solo na área aterrada em 2011 e alertaram que existe efetivamente a possibilidade de haver explosões por acúmulo de gás metano dentro do campus. 

O representante da USP, arquiteto Rogério Bessa Gonçalves, após elencar técnicas para mapear e solucionar o problema da existência de gás, relatou que após a utilização de alguns métodos, descobriu-se uma bolha de gás sob o prédio "Laranjinha", edificação construída para o refeitório do Campus. 


Contaminação


A geóloga Aline Michele, da Servmar, atual contratada pela USP para mapear os pontos de ocorrência do gás, e também para investigar a contaminação do solo, confirmou o que o representante da USP já havia dito sobre o metano e acrescentou que há 102 pontos de sondagem no campus para investigar a questão da contaminação do solo e que, com o mapeamento, vai ser possível delimitar áreas da contaminação e em qual volume. 


Sistema de drenagem


A responsável pelo setor de licenciamento da Cetesb, Ana Cristina, disse que, em 2005, a USP assinou um termo de ajustamento de conduta que até hoje não cumpriu. "Por isso, sofreu algumas autuações e a área vem sendo tratada como área contaminada por outra diretoria", esclareceu. Helton Gloeden, da diretoria que trata de áreas contaminadas, disse que a área da USP vai receber esse tratamento, de área contaminada, até que a USP faça o sistema de drenagem que foi exigido quando da assinatura da TAC. 


Postar um comentário