SAUDE PAULISTA: Cai mais um Mito da Privataria. Tribunal de Contas declara OSs Caras e Ineficientes

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A SAUDE EM XEQUE

A SAUDE EM CHOQUE
SISTEMA OSS É MAIS CARO QUE AD - ADMINISTRAÇÃO DIRETA
Maior taxa de infecção Hospitalar
Maior Taxa de Mortalidade
 Menor relação de Alta por Leito
Menos Médicos por leito
Produção da OSS é um Terço da AD
OSS não cuida de atenção Básica e nem Complexa
A gestão por organizações sociais (OSs)
custa mais caro e tem pior qualidade
Por Soraya Aggege
Retirado da Revista Carta Capital, 21 de setembro de 2011, página 38.
A gestão da saúde pública por organizações sociais (OSs), adotada pelo governo paulista e que tem servido de modelo para outros estados, pode custar mais caro que o sistema da administração direta e apresenta alguns efeitos negativos na qualidade dos serviços. É o que demonstra um estudo produzido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo, que compara os dois métodos de administração. Apesar
dos pontos negativos, o modelo será adotado no Rio de Janeiro. O sistema foi aprovado na terça-feira 13 pela Assembleia Legislativa Fluminense.
O estudo do TCE paulista, do conselheiro Renato Martins Costa, compara seis hospitais estaduais semelhantes no espectro dos dois modelos diferentes, ou seja, geridos por OSs e pela administração direta do governo. O relatório não partiu de uma auditoria, nem teve como meta definir qual o melhor modelo, mas apenas avaliar a situação paulista. As conclusões, porém, são relevantes. Fica claro, por exemplo, que os custos das OSs são mais altos, os doentes ficam mais tempo sozinhos nos leitos, a taxa de mortalidade geral é maior e que há uma ampliação da desigualdade salarial
entre os trabalhadores. Enquanto os chefes ganham acima da média, os escalões inferiores recebem menos que seus pares dos hospitais geridos pelo estado.
Para ter uma ideia, do ponto de vista do resultado econômico, os hospitais analisados custam 60 milhões de reais a mais nas OSs do que nas gestões diretas – uma variação de 38,52 % de menor eficácia. Outro exemplo significativo: o custo do leito por ano nas OSs foi 17,60% maior que nos hospitais da administração pública.
Ainda com relação ao custo, um estudo complementar feito pela bancada do PT na Assembleia legislativa de São Paulo mostra que nos primeiros quatro meses de 2011 o déficit das OSs chegou a 15 milhões de reais. Dos 21 hospitais de OSs paulistas, nove tiveram déficits de até 43%. Alguns deles, inclusive, podem chegar à falência, como os de Pedreira, Grajaú e ltapevi, de acordo com esse estudo. Também foram identificadas reduções nas quantidades de atendimentos públicos. “A falta de controle social alimenta o rombo que as OSs provocam nos cofres do estado, além de
precarizar o atendimento à população”, avalia o estudo da bancada.
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