PRÉ-SAL: CAMPO LULA FORNECE O PETROLEO DA PRIMEIRA EXPORTAÇÃO

 
Petrobras realiza primeira exportação de petróleo do pré-sal

A Petrobras concluiu junto à estatal chilena Empresa Nacional de Petróleo (ENAP) as negociações para a venda da primeira carga de petróleo produzida no pré-sal destinada à exportação.


Foram vendidos 1 milhão de barris de petróleo extraídos do Campo de Lula, na Bacia de Santos, com embarque previsto para meados de maio de 2011 e que serão entregues em Quintero e San Vicente, no Chile.

Pré-sal - Os trabalhos atuais na área
A Petrobras iniciou em setembro de 2008 a produção do primeiro poço do pré-sal em águas profundas, no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, em frente ao litoral do Espírito Santo. O poço está interligado à plataforma P-34 que entrou em operação no final de 2006, no Espírito Santo. Este campo produzia petróleo pesado em reservatório situado em horizonte acima da camada de sal, desde 2006.
A companhia resolveu aprofundar a perfuração, descobriu petróleo, também na camada pré-sal, e decidiu colocar em produção este primeiro poço, para maior conhecimento do comportamento dos reservatórios descobertos e com o objetivo de subsidiar os projetos definitivos de produção para o pré-sal. Lembramos que Jubarte fica na Bacia de Campos e não faz parte da seqüência de descobertas anunciadas desde 2007, no pré-sal da Bacia de Santos, todas ainda em fase de avaliação.
A produção de Jubarte é de cerca de 10 mil barris diários de petróleo. O sistema funciona como um teste de longa duração. A Petrobras decidiu colocar este poço em produção porque no local já estava posicionada uma plataforma e a distância do poço facilita sua entrada em produção.
Em 2009 a Petrobras já implantou o primeiro projeto de produção no pré-sal da Bacia de Santos e em 2010 instalou o segundo. Os dois projetos estão descritos a seguir.
Teste de Longa Duração
Na fase de avaliação e obtenção de informações houve o acompanhamento dos poços já perfurados ou em perfuração e perfuração de novos poços exploratórios. O primeiro dos dois projetos foi a instalação de uma plataforma flutuante que está realizando os testes de longa duração (TLD) na descoberta da área de Tupi, na Bacia de Santos, onde as informações disponíveis permitiram estabelecer volumes recuperáveis entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo. O teste, iniciado em maio de 2009, teve também como objetivo obter informações do comportamento da produção do reservatório, que serão fundamentais para os projetos das fases futuras de desenvolvimento definitivo da produção no pré-sal. Para esta fase foi contratado um navio-plataforma do tipo FPSO que produz, processa, armazena e escoa petróleo: FPSO Cidade de São Vicente, afretado à empresa BWO, com capacidade para produção de 30 mil barris/dia, em lâmina d'água de 2.170 m. Embora tenha capacidade para 30 mil barris/dia, a produção em testes iniciou em torno de 15 mil barris diários.
Projeto Piloto de Produção
Para o segundo semestre de 2010 houve a instalação do segundo projeto na Bacia de Santos, que foi um piloto de produção para 100 mil barris por dia, também na área de Tupi. Para este projeto também foi contratado o afretamento de um navio-plataforma, também do tipo FPSO, à empresa Modec. O navio foi convertido no Estaleiro Cosco, na China e levou o nome de FPSO Cidade de Angra dos Reis. A embarcação foi convertida a partir do navio tanque de grande porte denominado M/V Sunrise IV e tem capacidade para produzir 100 mil barris/dia de óleo e 35 milhões de m³/dia de gás natural. A unidade chegou ao Brasil no quarto trimestre de 2010 e será instalado em águas onde a profundidade é de 2.150 m. A Petrobras iniciou o teste piloto em dezembro de 2010. Neste projeto, a produção de petróleo é escoada por navios e o gás natural por um gasoduto de 250 km de extensão até a plataforma de Mexilhão, que foi instalada em 2009, na Bacia de Santos.
Em 2012 deverá entrar em operação o segundo projeto piloto de produção no pré-sal da Bacia de Santos. Será instalado na área de Guará (Bloco BMS- 9) e terá capacidade para produzir 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Dez plataformas para o pré-sal
A Petrobras está em processo de contratação de novas unidades de produção de petróleo do tipo FPSO (plataformas flutuantes que produzem, estocam e escoam petróleo) para as áreas do Pré-Sal na Bacia de Santos.
As duas primeiras plataformas forma afretadas de terceiros e tem alto índice de conteúdo nacional sendo destinadas aos projetos-piloto de desenvolvimento. A capacidade de produção diária de cada unidade é de 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás natural, e serão instaladas em 2013 e 2014, em locações ainda por definir, na área do Pré-Sal.
As outras unidades de produção são de propriedade da Petrobras e terão capacidade de produção diária de 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás natural e serão instaladas em 2015 e 2016.
Serão fabricadas em série, iniciando com a construção dos cascos no dique-seco do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, já alugado pela Petrobras pelo período de dez anos. Os módulos de produção, a serem instalados sobre os cascos, serão definidos futuramente, após a implantação dos projetos-piloto e do teste de longa duração.
As dez plataformas vão operar em águas ultra-profundas, entre 2.400 e 3.000 metros, e se destinam ao início da implantação do sistema de produção definitivo na área do Pré-Sal da Bacia de Santos.
Após a implantação destas dez unidades iniciais, para as fases subseqüentes dos projetos de produção nas áreas do Pré-Sal serão introduzidas grandes inovações tecnológicas, desenvolvidas pela Petrobras.
Petrobras já descobriu 25 bilhões de barris desde 1954 até 2003
Desde sua criação, a Petrobras descobriu no Brasil 25 bilhões de barris de petróleo e gás natural, dos quais já foram produzidos 11 bilhões de barris. As atuais reservas provadas brasileiras são de 14 bilhões de barris. A maior parte deste petróleo e gás natural está localizada em camadas geológicas denominadas “pós-sal”, sendo 80% na Bacia de Campos, com predominância de óleo pesado.
A partir de 2003, a Petrobras expandiu suas atividades e buscou novas fronteiras exploratórias. Em decorrência desse esforço, a Companhia apropriou reservas de 9 bilhões barris, nos últimos 5 anos.
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