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PROJETO AMERICANO PARA DESESTABIZAR CUBA FOI DESCOBERTO E OS TERRORISTAS FORAM PRESOS



Jovens latino-americanos foram contratados para recrutarem «opositores» em Cuba e promoverem ações de desestabilização. 
O projeto financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) foi revelado a semana passada pela agência AP, que assinala que a iniciativa esteve para ser cancelada quando um dos operacionais da USAID, Alan Gross, foi detido e condenado pelas autoridades de Havana.


Entre outros projetos, os envolvidos fundaram um escritorio para a prevenção do VIH que consideravam, de acordo com informações obtidas pela agência noticiosa, a «desculpa perfeita» para encobrirem as suas atividades. Procuraram ainda integrantes de um grupo de criação artística cubano chamado Revolução. Um dos seus membros declarou, entretanto, que desconhecia que os costa-riquenhos que os contactaram eram pagos pela USAID.

MAIS DE MIL PESSOAS MORTAS BOMBARDEADAS PELOS NAZISTAS ALIADOS DE OBAMA EM KIEV

Crise na Ucrânia
Insistência na guerra
EUA e UE continuam a usar a Ucrânia, onde a ofensiva da junta fascista prossegue com apoio crescente do imperialismo, para aprofundarem o cerco e provocação à Rússia.
O mais recente episódio da escalada político-militar foi uma entrevista na qual o secretário-geral da NATO justificou a preparação de «novos planos de defesa» na Europa com o que considerou ser uma «agressão russa» à Ucrânia. Ao jornal francês Midi Libre, Anders Fogh Rasmussen defendeu igualmente que os países-membro da Aliança Atlântica devem aumentar os seus gastos militares.
O conteúdo das palavras do responsável não é novo nem original. Anteriormente já o primeiro-ministro britânico, David Cameron, havia defendido a redefinição do relacionamento da NATO com Moscou. É no entanto de realçar que as declarações de Rasmussen confirmam o propósito de avolumar a tensão entre os blocos imperialistas e a Rússia.
Ao jornal gaulês, o secretário-geral da NATO repetiu argumentos da guerra informativa a propósito da queda do avião das linhas aéreas malaias. Responsabilizou «os separatistas, apoiados pelos russos», falou num conjunto de informações seguras que confirmam a narrativa de Kiev e Washington, mas não apresentou qualquer fato ou provas credíveis.
O Kremlin, pelo contrário, entregou recentemente à ONU e à OSCE alguns dos irrefutaveis dados que possui sobre o despenhamento do MH17 – entre os quais o posicionamento exato de lançadores de mísseis terra-ar ucranianos na região no dia da tragédia –, e na segunda-feira, 4, estranhou que a NATO demonstre desinteresse pela investigação imparcial ao sucedido. Para mais, o Ministério da Defesa da Rússia já demonstrou serem falsas as imagens apresentadas por Kiev para «atestar» o envolvimento de Moscou no «crime de guerra» supostamente cometido pelas milícias do Leste da Ucrânia.
Rasmussen referiu ainda os alegados obstáculos colocados pelos antifascistas à deslocação da equipa de investigadores australianos, holandeses e malaios ao local da tragédia. A verdade é que, no domingo, 3, estes realizaram pesquisas pelo terceiro dia consecutivo no terreno, acompanhados por membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e só não o fizeram mais cedo porque nas últimas duas semanas o exército ucraniano tem fustigado a área com bombardeamentos.

Escalada perigosa

A entrevista do secretário-geral da NATO também surge quando os EUA acusam a Rússia de violação do Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermédio, subscrito em 1987 com a então União Soviética. Acusação que a Rússia nega e devolve, notando que os testes efetuados pelo Pentágono a propósito do escudo anti-míssil e o fabrico e uso de aviões não-tripulados contrariam aquele acordo de não-proliferação.
O clima de autêntica «guerra fria» que a entrevista de Rasmussen sintetiza e cuja escalada comporta graves perigos para a humanidade, traduz-se ainda no endurecimento das sanções económicas norte-americanas e da UE à Rússia, concretizado a semana passada, e no recrudescimento da campanha militar levada a cabo por Kiev com o apoio do imperialismo.
A junta fascista ucraniana pretende fazer capitular os antigolpistas em Donetsk e Lugansk, cidades sitiadas, sujeitas a intensos bombardeamentos e onde a degradação das condições de vida é crescente. As Nações Unidas calculam que 1129 pessoas já tenham morrido e que pelo menos 3500 tenham ficado feridas desde Abril, quando os golpistas lançaram a ofensiva. 

A ONU atribui aos bombardeamentos de áreas residenciais o aumento do número de vítimas civis e a Cruz Vermelha russa fala em desastre humanitário. O ataque à cidade de Gorlovka, na região de Donetsk, entre 27 e 29 de Julho, e a calamidade que se prevê que se abata sobre Lugansk, onde o fornecimento de água e electricidade estão em causa e escasseiam a comida e os combustíveis, ilustram a situação dramática.
O governo golpista insiste, porém, na guerra e goza do apoio imperialista no crime. Na semana passada, a UE levantou o embargo à venda de armas à Ucrânia. Os EUA anunciaram um pacote de 19 milhões de dólares para treinar a Guarda Nacional nazi-fascista e outros oito milhões para adestrar as forças de fronteira ucranianas.   Moscou protestou reiterando a necessidade de um cessar-fogo que abra caminho à resolução pacífica do conflito e lembrando que o fornecimento de armas e equipamento agravará as constantes provocações fronteiriças a que a Rússia tem sido sujeita – o que, aliás, foi comprovado durante o fim-de-semana, por jornalistas e observadores da OSCE no posto de Gukovo, região de Lugansk.
Na sexta-feira, a NATO confirmou e depois desmentiu noticias avançadas por meios de comunicação norte-americanos e alemães indicando que a Ucrânia teria já usado mísseis balísticos na região de Donetsk. As informações mais recentes indicam que poderosos lançadores de mísseis continuam a ser colocados em redor de Donetsk e que Kiev intimou a população a abandonar as zonas «rebeldes». Um banho de sangue terá consequências imprevisíveis.

SABESP ATENDE O LUCRO DOS ACIONISTAS DA BOLSA DE NOVA YORK - QUE SE DANE A PURIFICAÇÃO DA AGUA E SANEAMENTO BÁSICO


O setor de saneamento entrou na década de 90 estruturado em uma conformação híbrida. 
A partir de 1995, porém, com a ascensão do PSDB, tendo o Fernando Henrique Cardoso à presidência e a promulgação da Lei de Concessões, um novo ator entra em cena para disputar o mercado de água com os atores ligados ao aparelho do Estado: as operadoras privadas, isto é, grandes empreiteiras e principalmente empresas multinacionais. Em abril de 1995 a empresa multinacional francesa Suez-Lyonaise des Eaux, em consórcio com a brasileira CBPO, obteve a concessão para operar os serviços de saneamento da cidade de Limeira, próspero município da região de Campinas que parecia ser o primeiro de uma nova era de saneamento privado no Estado.

KIEV ORDENA O MH17 MUDAR O CURSO PARA ZONA DE GUERRA

A Malaysian Airlines confirma

Ordenaram ao MH17 que voasse sobre a zona de guerra no Leste da Ucrânia
 Malaysian Airlines MH17 Was Ordered to Fly over the East Ukraine Warzone.



Sobre a questão do plano de voo (flight path) seguido pelo MH17, a Malaysian Airlines confirma que o piloto recebeu instruções da torre de controle de tráfego de Kiev para voar a uma altitude mais baixa no momento em que entrou no espaço aéreo da Ucrânia.


“O MH17 possuía um plano de voo exigindo que voasse a 35 mil pés através do espaço aéreo ucraniano. Isto está próximo da altitude “óptima”.



“Contudo, a altitude de um avião é determinado pelo controle do tráfego aéreo no terreno. Ao entrar no espaço aéreo ucraniano, o MH17 foi instruído pelo seu controle de tráfego aéreo para que voasse a 33 mil pés”.


(Para mais pormenores ver comunicados de imprensa em: www.malaysiaairlines.com/my/en/site/mh17.html )

A altitude de voo de 33 mil pés [10 km] está 1000 pés [305 m] acima do limite (ver imagem abaixo). A exigência das autoridades ucranianas de controle de tráfego aéreo foi implementada.

Em relação ao plano de voo do MH17, a Malaysian Airlines confirma que seguiu as regras estabelecidas pelo Eurocontrol e pela International Civil Aviation Authority (ICAO) (negritos acrescentados):

Gostaria de mencionar comentários recentes divulgados por responsáveis do Eurocontrol, o organismo que aprova planos de voo europeus sob as regras do ICAO. Segundo o Wall Street Journal, os responsáveis declararam que cerca de 400 voos comerciais, incluindo 150 voos internacionais atravessavam diariamente o Leste da Ucrânia antes do crash. Responsáveis do Eurocontrol também declararam que nos dois dias anteriores ao incidente, 75 diferentes companhias aéreas voaram a mesma rota do MH17. O plano de voo do MH17 seguia uma rota aérea importante e movimentada, como uma auto-estrada no céu. Ele seguia uma rota que fora especificada pelas autoridades internacionais da aviação, aprovada pelo Eurocontrol e utilizada por centenas de outros aviões. 
O aparelho voava à altitude estabelecida, e considerada segura, pelo controle local de tráfego aéreo. E nunca se desviou no interior daquele espaço aéreo restringido. [esta declaração da MAS é refutada por evidências recentes].
O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas, sobre o terreno, as regras de guerra foram rompidas. Num acto inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil.
A rota sobre o espaço aéreo da Ucrânia onde se verificou o incidente é habitualmente utilizada para voos da Europa para a Ásia.   Um voo de uma outra companhia aérea estava na mesma rota no momento do incidente com o MH17, assim como um certo número de outros voos de outras companhias aéreas nos dias e semanas anteriores.    O Eurocontrol mantém registos de todos os voos através do espaço aéreo europeu, incluindo aqueles através da Ucrânia.


O que esta declaração confirma é que o “plano de voo habitual” do MH17 era semelhante aos planos de voo de cerca de 150 voos internacionais diários através da Ucrânia do Leste. Segundo a Malaysian Airlines, “A rota habitual de voo [através do Mar de Azov] fora anteriormente declarada segura pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO). A International Air Transportation Association havia declarado que o espaço aéreo que o avião atravessava não estava sujeito a restrições”. 



O plano de voo aprovado está indicado nos mapas abaixo.


O plano de voo regular do MH17 (e de outros voos internacionais) ao longo de um período de dez dias antes de 17 de Julho (a data do desastre), cruzando a Ucrânia do Leste numa direcção para Sudeste é através do Mar de Azov. (ver mapa abaixo)
O plano de voo foi alterado em 17 de Julho. 

O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas sobre o terreno, as regras da guerra foram rompidas. Num ato inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil. (MAS, ibid)


Embora os registos áudio do voo MH17 tenham sido confiscados pelo governo de Kiev, a ordem para alterar o plano de voo não veio do Eurocontrol.

Será que a ordem para alterar o plano de voo veio das autoridades ucranianas? Será que o piloto recebeu instruções para mudar a rota?


Falsificações dos media britânicos:
“Vamos fazer aparecer uma tempestade” 


Reportagens dos media britânicos reconhecem que houve uma alteração no plano de voo, afirmando sem prova que foi para “evitar temporais com trovões (thunderstorms) no Sul da Ucrânia”.

O diretor de operações da MAS, Capitão Izham Ismail também refutou afirmações de que a meteorologia tempestuosa (heavy weather) levasse o MH17 a alterar seu plano de voo. “Não houve relatos do piloto a sugerir que isto fosse caso”, disse Izham. ( News Malaysia , 20/Julho/2014)


O que é significativo, contudo, é que os media ocidentais reconheceram que a alteração no plano de voo ocorreu e que a narrativa da “meteorologia tempestuosa” é uma falsificação.







Caças da Ucrânia num corredor
reservado para a aviação comercial
Image courtesy of the Russian Defense Ministry

Vale a pena notar que um caça SU-25 ucraniano equipado com mísseis R-60 ar-ar foi detectado a 5-10 km do avião da Malásia, dentro de um corredor aéreo reservado à aviação civil.








Qual foi a finalidade desta deslocação da força aérea? Estava o caça ucraniano a “escoltar” o avião da Malásia numa direcção vinda do Norte rumo à zona de guerra?

Então, o que poderia ter acontecido se nao foi derrubado por um míssil?

Rússia publicou recentemente as gravações de radar, que confirmam pelo menos um ucraniano SU-25 em estreita proximidade com MH17. Isto corresponde com a afirmação do agora faltando controlador espanhol 'Carlos' que tem visto dois aviões de combate ucraniano nas imediações da MH17.



Clique para ampliar a imagem
Se considerarmos agora o armamento de uma típica SU-25 aprendemos o seguinte: é equipado com uma arma de cano duplo de 30 mm, tipo GSH-302 / aO-17A, equipado com: uma revista de 250 rodada de anti-tanque bombas incendiárias e cartuchos lascas explosivas (dum-dum), dispostos em ordem alternada. O cockpit do MH 017 foi evidentemente alvo de disparados contra em ambos os lados: os buracos de entrada e saída são encontrados no mesmo fragmento de seu segmento de cabine!



A alteração no plano de voo do MH17 da Malaysian Airlines em 17 de Julho está indicada claramente no mapa abaixo. Ela conduz o 

MH17 sobre a zona de guerra, nomeadamente Donetsk e Lugansk.



Comparação: Plano de voo do MH17 em 16 de Julho e plano de voo do MH17 sobre a zona de guerra em 17 de Julho de 2014 


IngoGraph
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14 de julho

15 de julho

16 de julho

17 de julho
Imagens capturadas de écran de planos de voo do MH17 de 14 a 17/Julho/2014




O primeiro mapa dinâmico compara os dois planos de voo. O segundo plano de voo, que é aquele de 17 de Julho, conduz o avião sobre a zona de guerra do oblast de Donetsk na fronteira com o oblast de Lugansk.



As quatro imagens estáticas mostram capturas de écrans dos Planos de Voo do MH17 no período de 14 a 17 de Julho de 2014.

A informação transmitida por estes mapas sugere que o plano de voo foi alterado em 17 de Julho.

O MH17 foi desviado da rota normal do Sudoeste sobre o Mar de Azov para uma rota sobre o oblast de Donetsk.

Quem ordenou a alteração do plano de voo?


Apelamos à Malysian Airlines a que clarifique sua declaração oficial e pedimos a divulgação das gravações áudio entre o piloto e a torre de controle de tráfego aéreo de Kiev.

A transcrição destas gravações áudio deveria ser tornada pública.

Também deve ser confirmado: Esteve o caça ucraniano SU-25 em comunicação com o avião MH17? 

A evidência confirma que o plano de voo em 17 de Julho NÃO era o habitual plano de voo aprovado. Ele foi alterado.

A alteração não foi ordenada pelo Eurocontrol.



Quem esteve por trás deste plano de voo alterado que dirigiu o avião para dentro da zona de guerra, resultando em 298 mortes? 




Qual foi a razão para alterar o plano de voo?


O prejuízo causado à Malaysian Airlines em consequências destas duas trágicas ocorrência também deve ser considerado. A Malaysian Airlines tem altos padrões de segurança e um registo excelente.



Estes dois acidentes fazem parte de um empreendimento criminoso. Eles não resultam de negligência da parte da Malaysian Airlines, a qual enfrenta uma bancarrota potencial.


ESPANHA VAI PARAR DE COOPERAR COM O MASSACRE DE GAZA

Espanha suspende venda de
armas a Israel

O Governo espanhol decidiu suspender as autorizações de venda de armamento a Israel por causa dos ataques a Gaza. Israel e Hamas concordaram uma nova trégua no Egito.

A decisão não irá travar os negócios de armamento fechados antes de agosto e será revista pelo governo de Madrid no próximo mês. No ano passado, a venda de material bélico espanhol a Telavive foi avaliada em pouco menos de 5 milhões de euros. Um valor pequeno em comparação com outros clientes das armas espanholas, mas que disparou 87% desde o ano anterior.
2013 foi o ano com mais encomendas israelitas desde 2009, sendo o Exército o destino de 98,7% do material vendido. Mísseis, granadas, torpedos e bombas são as principais armas na lista de compras do governo de Netanyahu, que tem nos Estados Unidos o maior fornecedor e o que fornece a tecnologia de ponta aos militares israelitas.
Israel representa pouco mais de 1% das armas exportadas por Espanha, pelo que a decisão se reveste de valor sobretudo simbólico. Na semana passada, a Amnistia Internacional pediu às Nações Unidas que pusessem em marcha um embargo à venda de armas a Israel e ao Hamas, na sequência das notícias que davam conta da chegada de novos mísseis e munições norte-americanas para repor o stock israelita disparado sobre a Faixa de Gaza.
Nova trégua negociada no Egito
Depois das últimas tréguas anunciadas terem durado poucas horas, uma nova ronda de contactos teve lugar esta segunda-feira no Cairo. 
Azam al Ahmed, representante da Fatah e porta-voz da missão que juntou várias fações palestinianas, foi o primeiro a declarar que aceita um cessar-fogo de 72 horas a partir das 5h desta terça-feira. Durante o tempo que a trégua durar, o governo egípcio compromete-se a desenvolver contactos com a sua missão e o Govermo de Israel no sentido de "parar a agressão e acabar o bloqueio a Gaza", espera o dirigente da Fatah.
Do lado israelita ainda não houve uma reação oficial, mas o Canal 10 assegura que a trégua tem o acordo de Netanyahu e do seu ministro da Defesa. O mesmo canal anunciou que as tropas israelitas terminaram na noite de segunda-feira a destruição de todos os túneis que haviam descoberto até ao momento, abrindo a possibilidade de uma retirada das tropas nos próximos dias.

ANTES... E DEPOIS DA DEMOCRACIA NORTEAMERICANA

Quem é o responsável pelas catástrofes
no Oriente Médio?

Who is responsible for the catastrophes in the Middle East?

Traduzido por Anna Malm
“Os Estados Unidos da América não são os responsáveis pelo que está acontecendo na Líbia, assim como não são os responsáveis pelo que está acontecendo no Iraque hoje em dia,” declarou o Secretário do Estado John Kerry,
na conferência de imprensa em Cairo a qual teve lugar no meio do seu giro na região, devido as mais recentes crises no Oriente Médio. Enquanto Kerry falava, o Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS), e uma insurgência sunita em crescendo, estavam consolidando o seu apossar do norte e do oeste do Iraque, incluindo-se aqui as fronteiras com a Síria e a Jordânia. Mais do que um milhão de iraquianos foram deslocados por causa dos combates se desenvolvendo, enquanto milhares foram mortos durante o aumentar das carnificinas sectárias.

A Líbia está num estado de completo colapso, com contínuos combates entre milícias rivais, com um governo que só existe no papel, com a produção do petróleo tendo sido abaixada de pelo menos 80% , e com mais de um milhão de pessoas terem sido obrigadas a fugir da violência no país. Muitos milhares de pessoas também foram encarceradas numa rede de prisões dirigidas por grupos armados que praticam o uso sistemático da tortura.
A declaração de Kerry simplesmente fez oficial o contínuo trombetar dos dirigentes políticos, e da mídia, desde que a situação no Iraque se tornou num completo debacle: “A responsabilidade não é dos Estados Unidos.”

O comentário do colunista do New York Times Nicholas Kristof foi típico. Ele é um dos imperialistas dos “direitos humanos” o qual foi um eloquente proponente da invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003. Ele escreveu então que: “O debacle no Irã não é culpa do Presidente Obama. Esse debacle não é culpa dos Republicanos... Esse debacle é esmagadoramente culpa do primeiro ministro do Iraque, Nuri Kamal al-Maliki.”
Maliki, o bode expiatório, colocado no poder e lá mantido pela ocupação dos Estados Unidos no Iraque, é acusado como sendo o culpado absoluto.
Thomas Friedman, colunista do Times para negócios estrangeiros, escreveu no domingo que Maliki era um “arsonista” e que “no minuto em que América tinha saído do Iraque,” ele deliberadamente tinha iniciado desquartejamentos e mutilações de pessoas. Esse é o mesmo Friedman que em 2003 tinha declarado que os Estados Unidos tinham invadido o Iraque “porque nós podíamos” falando, com orgulho, que as tropas americanas iam de casa em casa, dando ordens aos iraquianos tais como “chupem isso aqui,” e declarando então também, que ele “não tinha problemas com uma guerra pelo petróleo.”
Ouvindo o coro das declarações insistindo que os Estados Unidos não tem responsabilidade quanto o aprofundamento da tragédia infligida ao povo do Iraque e da Líbia, não há nada que chegue a mente tanto quanto os nazistas criminosos em Nuremberg, indo de Göring e descendo na hierarquia, com cada um deles se levantando frente ao tribunal para declarar a si mesmos como “ não culpados.”
Quais são os crimes para os quais Kerry, e tantos outros da classe dirigente em Washington, insistem quanto a não terem responsabilidades em relação aos mesmos?
A expressão que eles usaram para descrever suas próprias ações na ocasião foi a de “chocar e aterrorizar”. Isso sendo então o deslanchar de uma colossal força destrutiva sobre uma sociedade já destroçada por décadas de sadísticas sanções dos Estados Unidos, além das mortes e assassinatos de centenas de milhares de pessoas, e de milhões de deslocados e refugiados. A ocupação dos Estados Unidos destruiu toda e cada uma das instituições da sociedade iraquiana, enquanto Washington deliberadamente provocava divisões sectárias como meio de vencer o nacionalismo iraquiano. O deposto representante do governo, Saddam Hussein, foi julgado numa corte marcial, e executado sem cerimônias.
Tudo isso foi justificado através de avisos e prevenções a respeito de uma iminente ameaça de “armas de destruição maciça”, WMD, assim como relações entre Bagdá e Al Qaeda. Como todo o mundo hoje em dia já sabe, tudo isso era pura mentira.     Lá não havia nenhum WMD, da mesma maneira que lá hão havia nenhuma significante Al Qaeda até que o imperialismo dos Estados Unidos tivesse derrubado o governo do país, e rasgado em pedaços o tecido da sua sociedade. Em verdade, na região não havia absolutamente nenhuma Al Qaeda antes de Washington ter incitado um sangrenta guerra através de extremistas islâmicos, da ala de direita, no Afeganistão, nos anos oitenta.

Na Líbia e agora na Síria, a administração de Obama abandonou o pretexto da “guerra ao terrorismo” por um outro igualmente cínico e fraudulento como justificação para derrubada de governos : “direitos humanos.” Na Líbia, os Estados Unidos e a OTAN bombardearam o país de maneira pesada e excessiva, enquanto ao mesmo tempo organizando e armando milícias dirigidas por islamistas numa guerra sectária que destruiu todas as existentes estruturas sociais e governamentais do país. Como no Iraque eles, os Estados Unidos e a OTAN, acabaram a sua guerra com o brutal assassinato do secular líder do país, no caso da Líbia então, Moamar Kaddafi.
Washington está agora de maneira similar mantendo uma guerra para a derrubada do governo da Síria, dando apoio aos islamistas sunitas, e as milícias sectárias que são dirigidas pelo ISIS, a mesma força que invadiu grande parte do Iraque. Os Estados Unidos provavelmente esperam terminar essa guerra com o assassinato de um terceiro chefe de estado secular, Bashar al-Assad.
Justamente na semana passada Obama propôs o encaminhar de $ 500 milhões de dólares em armas para os “rebeldes” - armamentos que todo o mundo sabe irão acabar nas mãos do ISIS, organização essa a qual os Estados Unidos supostamente estaria tentando derrotar no Iraque.
Enquanto as ações deceptivas, e as contradições, da política de Washington tornam-se cada vez mais notórias, os oficiais dos Estados Unidos simplesmente agem como se o povo americano nada pudesse perceber, ou que iriam acreditar em tudo o que lhes fosse dito. Tem-se como fato que muito provavelmente eles não iriam ver ou fazer uma ligação entre os fatos, percebendo que $ 500 milhões de dólares podem ser imediatamente levantados para que se pague uma guerra criminosa, enquanto os dirigentes continuam a lhes dizer que aqui “não há dinheiro” para a saúde, educação, habitação, ou trabalho.
A destruição que os oligarcas dos Estados Unidos levaram ao Oriente Médio, com todas as suas terríveis consequências humanas, é uma manifestação externa do papel destrutivo dela dentro do próprio Estados Unidos, onde ela despedaçou a base produtiva da manufatura tornando a economia num casino para parasitas financeiros enquanto destruindo empregos e o nível de vida para milhões de pessoas. Sem respostas para o desenvolvimento da crise nacional eles se voltam para a violência no estrangeiro, só aumentando a catástrofe que já tinham lá criado.
Os “não responsáveis” e “não culpados” indo de Kerry, Friedman e os outros defensores e apologistas para a agressão militar americana, não vão conseguir limpar a sujeira. O imperialismo americano é o responsável por esses e outros terríveis crimes contra a humanidade.
Entretanto, ninguém nos Estados Unidos foi colocado a prestar contas. Não aqueles em Washington - Bush, Cheney, Rumsfeld, Rice, Powel, e outros, que conspiraram para deslanchar uma guerra de agressão. Ninguém na atual administração, indo de Obama até o final da linha hierárquica, os quais conspiraram para proteger seus predecessores e continuar as políticas predatórias dos mesmos foi perguntado quanto a sua responsabilidade. Também nenhum militar implementando a guerra foi colocado aqui a prestar contas, e nem tão pouco os empreiteiros particulares que se enriqueceram pela mesma. Finalmente tem-se nessa lista os acadêmicos, conformistas e covardes, que a justificaram e aceitaram.
Conjuntamente eles são todos responsáveis pelas catástrofes que infligiram e continuam infligindo no povo do Iraque, do Afganistão, da Líbia, assim também como da Síria.
Por Bill Van Auken

PRIVATIZAR E ACABAR COM O FIM SOCIAL


Continuar o que um furação começou

Em 2010 Arne Duncan, secretário de Estado da Educação, disse que «A melhor coisa que já aconteceu ao sistema de ensino de Nova Orleães foi o furacão Katrina». 

Uma década depois do ciclone mais devastador dos últimos cem anos, Nova Orleães continua a lutar por se erguer dos destroços. Mas ao contrário de toda a ajuda humanitária, que foi culposamente insuficiente e tardia, o governo apressou-se a reformar o sistema de ensino da Big Easy numa «grande experiência de educação urbana». Passados 10 anos, em nenhum outro distrito as escolas charter conseguiram suplantar por completo a educação pública, que como milhares de famílias pobres durante o Katrina, foi abandonada por completo pelo Governo. Os resultados, esses, são tão destrutivos como o ciclone que justificou a reforma.

Em Agosto de 2005 todos sabiam que o Katrina ia chegar. À sua passagem pelo Norte de Cuba, dezenas de milhares de pessoas foram evacuadas e ninguém perdeu a vida. Quando chegou a Nova Orleães mais de 100 000 pessoas estavam presas na cidade, em cujas ruas se acumulavam, dia após dia, os corpos de quase 2000 pessoas: os mais pobres e os negros. Mas se o que chocou o mundo foi a resposta serôdia e anodinamente patética do Governo Federal, o seu profundo desprezo pela vida humana não foi gratuito. Pelo contrário, a hecatombe do Katrina foi acintosa e tenebrosamente consentida para abrir caminho à reorganização da cidade pelo diapasão do neoliberalismo mais radical.Então, a título «temporário», eliminaram-se todos os limites às escolas charter, fundações privadas de financiamento público, que começaram a brotar como ervas daninhas entre a miséria e os escombros, competindo diretamente com a escola pública com base nos resultados dos exames nacionais. 
Mas, argumentam os defensores das charter, se os alunos destas escolas registam um desempenho superior nos exames, por que razão não se deve premiar esse desempenho com mais financiamento? O segredo da competitividade das escolas charter em relação às públicas radica precisamente no fato de a competitividade ser o único objetivo da sua existência: têm total liberdade para escolher que alunos aceitar ou rejeitar (a antítese da educação pública) e roubam ao público os alunos com as melhores notas (e os fundos que daí advêm), expulsando outros. A alma do negócio é a expulsão das crianças com dificuldades e a rejeição das crianças portadoras de deficiência. Com efeito, um estudo de 2011 mostrou que 86% das charter não têm um único aluno com necessidades especiais, ao contrário de mais de metade das escolas públicas.


Não há desculpas


Em Nova Orleães, o triunfo da escola charter consubstanciou-se no despedimento de mais de 7000 professores locais, a maioria negros com experiência e formação, que foram sendo substituídos paulatinamente por jovens brancos «voluntários de ONG» de outros estados, sem experiência nem direitos. Os exames nacionais foram promovidos de «suprema forma de avaliação de desempenho das escolas» a suprema razão de existência das escolas, que num seguimento estreito dos critérios de avaliação, abandonaram disciplinas não cobertas pelos exames nacionais como as línguas estrangeiras, a música, a filosofia, a educação física ou as artes visuais.
Como fábricas que são, as escolas de Nova Orleães são agora administradas por entidades privadas acima de qualquer controlo democrático que obedecem apenas a quotas de produção de resultados em exames nacionais. E como numa fábrica, não há tempo a perder.O novo lema das escolas de Nova Orleães é No Excuses, uma declaração de que «a pobreza não é desculpa para o fracasso» e de que o antídoto é a disciplina militar. Os estudantes de Nova Orleães têm agora regras específicas sobre como se sentar, onde pôr as mãos, como virar a cabeça e como caminhar, políticas conhecidas como S.L.A.N.T. (senta-te direito, ouve, pergunta e responde, acena afirmativamente, segue o interlocutor) ou S.P.A.R.K. (senta-te direito, presta atenção, reage e mostra que estás a ouvir e não olhes para os lados). As aulas passaram a ser conduzidas em silêncio absoluto, sem espaço para o debate, nem projetos, jogos ou discussões. 
Os alunos passaram a receptáculos passivos para o depósito de informação e os corredores das escolas encheram-se de linhas que os estudantes seguem em filas indianas até sinais stop no chão. O No Excuses está a perpetuar a destruição que o Katrina começou.   O objetivo dos professores passou a ser controlar e arregimentar em vez de ensinar e motivar. A escola charter exibe agora o seu verdadeiro objetivo pedagógico: desenvolver nas crianças os mecanismos de obediência necessários para aceitar e trabalhar, não necessariamente por esta ordem.

O IMPERIALISTA AINDA CONTINUA A IGNORAR A HISTORIA

A Primeira Guerra Mundial
começou há 100 anos
Imperialismo matou 20 milhões para reforçar domínio mundial

Carnificina global e catalizadora de grandes lutas populares e revoluções; demolidora de impérios e semente de nacionalismos; disputa de mercados e colónias e expressão do capitalismo na sua fase imperialista – a Primeira Guerra Mundial teve início há precisamente um século, entre o final de Julho e o início de Agosto de 1914. Mais do que uma evocação, estas páginas pretendem ser um alerta, pois a História pode não se repetir, mas o sistema que engendrou este e outros conflitos aí está, agressivo e predador. Como há cem anos. 


OBAMA DECLAROU QUE A RÚSSIA E A CHINA SÃO OS PRINCIPAIS ADVERSÁRIOS DOS EUA

Barack Obama, China, Rússia

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