CARNE DE DESMATAMENTO TEM NOME::FRIGORÍFICOS ENVOLVIDOS EM UM ENORME CRIME AMBIENTAL SOB O SILENCIO DO PIG




O PIG ESCONDE O ESCÂNDALO ENVOLVENDO A JBS E OUTROS FRIGORÍFICOS NA DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA


Por Anthony Boadle - Reuters
IBAMA MULTA EMPRESA
POR COMPRA DE CARNE ILEGAL
Maior produtor de carne do mundo, a JBS SA, do Brasil, conscientemente,  durante anos, comprou gado criado em terras que foram desmatadas ilegalmente, fechando os olhos aos regulamentos destinados a proteger a floresta amazônica, assim se pronunciam autoridades de regulação ambiental do Brasil.

A acusação vem no momento em que a JBS e outros frigoríficos no Brasil, o maior exportador global de carne bovina, estão se recuperando de um escândalo de corrupção, no qual a polícia alegou suborno de inspetores de saúde para ignorar as condições insalubres, renunciando as inspeções. JBS negou as irregularidades e procurou assegurar aos consumidores que os seus produtos atendem aos padrões de qualidade rigorosos.

No início deste mês, o órgão ambiental, IBAMA, ordenou a suspensão de dois frigoríficos da JBS e de 13 outros produtores, no  estado do Pará, pela a compra de gado criado em pastagens condenadas s por cortar e queimar a floresta, multando a empresa  em 24 milhões de reais (US $ 7,7 milhões).

A JBS negou efetuar compras de pecuaristas com terras na lista negra do IBAMA, conseguindo a  liminar de um juiz federal para continuar comprando gado de compra. A agência está apelando da decisão.

As autoridades disseram que a pecuária brasileira é responsável por mais destruição da Amazônia do que qualquer outra atividade. A maior floresta tropical do mundo é considerada uma das melhores defesas naturais contra o aquecimento global.

JBS não é a único grande frigorifico brasileiro envolvido em ambos os casos; da inspeção e da proteção a floresta. O IBAMA disse outros grandes frigoríficos também são alvo de atividades na Amazonia.

Os inspetores do IBAMA acusam a JBS de comprar 49,438 cabeças de gado ilegal entre 2013 e 2016,  vinda diretamente das pastagens embargadas, utilizando três vias de transações de "lavagem" para disfarçar a fonte.

"Eles sabiam o que estavam fazendo", disse Hindemberg Cruz, gerente executivo do Ibama em Marabá, a área desmatada do Pará. "Nós confirmamos que isso estava acontecendo em 2013 e continua a acontecer em 2016." Cruz falou à Reuters por telefone a partir de Maraba esta semana.

CARNE DE DESMATAMENTO TEM NOME
FRIBOI
Em sua última operação, o IBAMA disse que 84% dos animais detectados como vindo de terras desmatadas foram comprados pela JBS.

Em um comunicado enviado por email, a JBS disse que não tinha maneira de saber de onde procedia o gado fornecido, visto que os fazendeiros podem ter comprado o rebanho de um rancho embargado.

A troca de  e-mails entre em 2014, revisados ​​pela Reuters,  entre seus proprios pesquisadores de desmatamento e executivos,  mostrou que  a JBS  sabia que tais aquisições eram um problema para a a empresa, dentro de um acordo de auto regulamentação assinado em 2009.
Na troca de correspondencia entre o diretor de sustentabilidade, Marcio Nappo e a pesquisadora Daniela Alarcon, foi questionado se a empresa estava ciente de que estava comprando gado criado em terras da lista negra. O problema, respondeu Nappo : "é estrutural e vai além da capacidade de uma única empresa resolver."

Mauricio Torres, um cientista social que trabalha em conflitos de terra na Amazônia, apresentou os e-mails nos quais a JBS disse que: aproveitar-se da "lavagem" de rebanhos se tornou uma prática comum na Amazônia.

JBS disse em um email enviado à Reuters esta semana, que qualquer fornecedor que não cumpra as suas normas rigorosas é bloqueado e se torna inelegível para vender o gado para a empresa.

"A JBS afirma não comprar  animais de fornecedores inscritos na lista de áreas embargadas pelo IBAMA," 


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