Hollande contestado pela esquerda
Após as comemorações do 1.º de Maio, os franceses voltaram a sair às ruas, dia 5, onde exigiram a refundação da República e o fim das políticas de austeridade que titanicamente afundam o pais.
Mais de 180 mil pessoas, segundo a Frente de Esquerda, que convocou o protesto com outros partidos e organizações, concentraram-se, no domingo, 5, na simbólica praça da Bastilha, de onde partiram numa marcha pela VI República, contra a finança e a austeridade.
Para além dos partidos que integram a Frente de Esquerda, designadamente o Partido Comunista Francês, aderiram à acção o Novo Partido Anticapitalista (NPA), membros da Europa Ecologia – Os Verdes, encabeçados pela antiga candidata presidencial Eva Joly, activistas associativos e de organizações não governamentais e sindicalistas e operários de diferentes empresas em luta (Air France, ArcelorMittal, Carrefour, Fralib, Prestalis, Sanofi, Sodimedical).
E não hesitou em acusar o presidente francês de ser «uma das causas da crise, ao lado de Merkel e de outros líderes europeus, que fizeram a escolha pela austeridade». «Se vocês não sabem como agir, nós sabemos», declarou perante a numerosa assistência, defendendo que uma Assembleia «deve devolver o poder ao povo».
Após um ano de mandato, François Hollande tornou-se o mais impopular dos presidentes com mais de 70 por cento dos franceses a afirmarem-se insatisfeitos com o chefe de Estado.

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