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GRANDE PIADA: OS NEGROS TRATADOS COMO SERES HUMANOS NOS EUA!

Mike Brown, 
ou qualquer outro nome
Brecht advertia que num tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar
Há que desconfiar do mais trivial e examinar sobretudo o que parece habitual. No dia 9 de Agosto foi assassinado um jovem afro-americano em Ferguson, Missouri, nos EUA. Não, não é déjà-vu: já aqui escrevi sobre esta notícia, pelo que irão os leitores perdoar-me tão incómoda iteração. Só o nome era diferente.

Os meios de comunicação social da classe dominante não cometeram o mesmo erro que eu: perceberam que a história era a mesmíssima de sempre e já não interessava. O guião é sempre igual: um jovem desarmado a caminho de casa. É interceptado pela polícia por razão nenhuma. Acaba trespassado de balas. Por ser negro. Ao contrário de Trayvon Martin, o nome de Mike Brown não mereceu manchetes nem parangonas, o público já estava habituado à história e, muito sinceramente, farto de a ouvir. Não há, com efeito, pior hábito do que nos habituarmos.

Esta crónica não é sobre estatísticas

Mas estranho seria se, à semelhança dos passavantes do deus-dinheiro, também nós socialistas e comunistas aceitássemos não repetir as palavras de sempre, quando é sempre tão chocante a repetição dos velhos crimes. Michael Brown está morto. E continuará a morrer com outros nomes ainda mais anónimos enquanto não os soubermos a todos de cor. É por isso que o podem matar. 
Só desde Janeiro, mais de 400 homens negros foram mortos a tiro pela polícia norte-americana, uma estatística considerada normal no paradigma capitalista de democracia e liberdade.
Mas Michael Brown não era uma estatística e esta crónica é sobre ele. Mike tinha 18 anos e na próxima semana entraria pela primeira vez na faculdade, um feito que a mãe, lavada em lágrimas, gritava aos polícias: «Sabem como me foi difícil mantê-lo na escola até ao fim? Sabem quantos rapazes negros conseguem entrar na faculdade?». A terrível resposta é menos de 15%, mas não vamos falar sobre isso porque Michael Brown não era uma estatística. 
Nesse dia, Mike ia a caminho da casa da avó num subúrbio operário da cidade quando um carro de patrulha estacionou ao seu lado e o mandou parar, uma rotina em Ferguson, onde 87,5% de todas as pessoas que a polícia manda parar são negros. Mas como esta crónica não é sobre estatísticas, vamos seguir adiante. Agora sabemos que Michael não era suspeito de qualquer crime, mas mesmo assim os polícias quiseram revistá-lo: mais um número para os 92.3% de negros entre as pessoas revistadas pela polícia em Ferguson. Afinal se calhar há uma pequena parte de estatística sobre esta crónica. Segundo várias testemunhas, Michael recusou-se a ser interrogado e revistado. Nessa altura, um polícia tentou empurrá-lo para dentro do carro. Michael conseguiu libertar-se e correu. Então, o polícia disparou um tiro certeiro, que atingiu o jovem pelas costas. Tudo isto aconteceu pelas duas da tarde e as várias testemunhas são unânimes sobre o que se seguiu: quando recebeu o disparo, Michael levantou os braços para se render mas o polícia saiu do carro e, a uma distância de menos de dez metros, alvejou novamente Michael Brown. Mais sete vezes. Sobre a identidade do polícia assassino conhecemos apenas a cor da pele: era branco como 94% dos polícias de uma cidade 67% negra. Esta crónica não é sobre estatísticas, é sobre o Michael Brown, mas foram as estatísticas que o mataram.

À flor da pele

À hora do fechamento desta edição, os comentadores dos grandes noticiários norte-americanos perguntavam em indignado coro porque é que os negros do Missouri estão tocando fogo em tudo nas ruas. Como até aqui ainda só pudemos repetir estatísticas que toda a gente já conhece, faremos o obséquio de lhes responder à pergunta. Ferguson arde porque o corpo de Michael ficou horas descoberto no meio da estrada e porque, quando uma vigília se juntou com fotografias e velas nas mãos, chegaram mais de duzentos polícias de choque, com cassetetes e caçadeiras nas mãos. 
St. Louis arde porque em 2014 crianças e adolescentes negros são assassinados pela polícia que lhes despreza a vida. O Missouri arde porque sempre que mais um jovem afro-americano é assassinado por este sistema desumano e estruturalmente racista, os media encarregam-se de criminalizar a imagem da vítima. Os EUA ardem porque, escreveu-o Martin Luther King Jr. semanas antes de ser ele próprio assassinado, «a revolta é a linguagem dos que não têm voz». Está embargada de lágrimas, de tanta injustiça e tamanha opressão.

ISRAEL TEMPORARIAMENTE DECIDE PARAR DE ASSASSINAR INOCENTES EM GAZA

Agressão israelita à Palestina
Cessar-fogo incerto

Renovado ontem, por 5 dias, o cessar-fogo de 72 horas na Faixa de Gaza, depois do segundo decretado no espaço de semana e meia no território, alvo de uma campanha militar criminosa apoiada pelo imperialismo e repudiada pelo mundo todo.
Há hora do fechamento da nossa edição, desconhecia-se se a interrupção provisória da ofensiva sionista, anunciada domingo, 10, e iniciada às 00h00 de segunda-feira, 11, seria seguida por uma nova trégua e por conversações de paz entre Israel e a Palestina, como propunha o Egipto. Seguro, no entanto, é que o primeiro-ministro israelita insiste na guerra argumentando que «não negocia sob fogo» - referindo-se aos foguetes lançados pelo Hamas contra colonatos situados em territórios palestinianos ocupados ilegalmente. Sem vergonha, Benjamin Netanyahu declarou mesmo que a campanha militar em curso é para «ajudar o povo de Gaza», que considera estar «a sofrer sob esta tirania de terror», e, admitindo a morte de «não-combatentes», afirmou não estar «certo de que a batalha tenha acabado».
As declarações de Netanyahu foram proferidas sexta-feira, 8, justamente quando terminava um cessar-fogo de 72 horas e a delegação israelita abandonava a capital egípcia, Cairo, recusando-se a prosseguir o diálogo. Na madrugada de sábado, 9, Israel retomou os bombardeio com grande intensidade contra a Faixa de Gaza (150 ataques, segundo fontes militares de Telavive) matando 15 palestinianos, incluindo crianças e adolescentes, informou o Ministério da Saúde de Gaza.
No total, cerca de um mês de assédio por terra, mar e ar contra a Faixa de Gaza provocou a morte a quase dois mil palestinianos, na sua esmagadora maioria civis e entre os quais centenas de crianças e mulheres.
Entre quinta-feira, 7, e domingo, 10, centenas de milhares de pessoas em dezenas de cidades em todos os continentes voltaram a protestar contra a vaga criminosa de Israel e o apoio imperialista a esta, e pelos direitos do povo palestino (ver páginas 14 e 19). Na Cisjordânia, os palestinianos também saíram à rua enfrentando a repressão do ocupante. O assassinato de um jovem e uma criança (alvejada pelas costas), sexta-feira, 8, e domingo, 10, respectivamente, bem como os ferimentos provocados a 15 palestinianos que integravam uma marcha de protesto em Hebron, realizada sábado, 9, demonstram que a barbárie sionista é dirigida contra todo um povo.



Imperialismo com Israel

Entretanto, e apesar das pública manifestações de indignação face aos recentes bombardeamentos de instalações da ONU na Palestina, Ban Ki-moon está a ser denunciado como colaboracionista da política criminosa de Israel. Segundo informações publicadas sexta-feira, 8, na página da Wikileaks, o secretário-geral das Nações Unidas procurou minimizar os efeitos de um relatório que acusa o regime de Telavive pelos ataques a estruturas da organização, ocorridos entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009.
O texto considera que o exército de Israel alvejou sete de nove instalações da ONU, violando a sua imunidade e nada fazendo para proteger a vida de quem lá se abrigava, mas numa carta enviada aos investigadores, Ban Ki-moon pediu para que se abstivessem de conselhos assegurando que Telavive continuava a trabalhar com as Nações Unidas.
De acordo com os dados publicados pela Wikileaks, a então assessora para a Segurança Nacional dos EUA conversou, em Maio de 2009, várias vezes com Ban Ki-moon, manifestando-lhe preocupação pelo conteúdo do relatório e desenvolvimentos ulteriores. Na altura, a equipa encarregue do apuramento dos fatos preparava-se para apelar ao Conselho de Segurança da ONU para que aprofundasse a investigação e intalasse outra semelhante relativa a ataques cometidos contra civis. Ban Ki-moon terá assegurado a Susan Rice que o seu pessoal «estava trabalhando com uma delegação israelita sobre o texto da carta de apresentação».

Vereador Vava acompanha Secretário da Saúde em encontro na Subprefeitura de Santana. Um balanço das ações dessa area na zona norte da cidade

Vereador Vava dos Transportes parabeniza o Secretario da Saúde, José de Filippi Júnior, pela implantação do Hora Certa Movel na Subprefeitura Santana, destacando o bom serviço prestado na zona norte, e fala da necessidade de mais melhorias que ainda devem ser feitas pela administração municipal nessa região.

Reitor da USP é ouvido pela CPI das Áreas Contaminadas da Câmara

Reitor da USP falou aos vereadores da CPI das Áreas Contaminadas sobre a contaminação da USP Leste    Foto: Luiz França/CMSP

L’Unità - O FINAL DE 90 ANOS DE LUTA

Mataram o L’Unità

L’unita, End of a Brilliant Dream

O jornal italiano L’Unità, durante décadas órgão do Partido Comunista italiano, suspendeu, dia 1, em definitivo a sua publicação devido à falência do grupo editorial.
«Após três meses de luta, apesar de tudo conseguiram: mataram o L’Unità», afirmava, dois dias antes o comité de redacção do jornal na página na Internet.
No mesmo dia, saiu para as bancas numa edição com 16 páginas em branco, em sinal de protesto, cuja manchete repetia a acusação: «Eles mataram o L’Unità».
Os diversos acionistas da sociedade editorial, também em processo de liquidação, não conseguiram chegar a acordo sobre um novo plano financeiro destinado a relançar um jornal fundado em 12 de Fevereiro de 1924 por Antonio Gramsci.
Devido à ausência de acordo, cerca de 80 jornalistas e funcionários do jornal, sem salário há três meses, viram-se lançados ao desemprego.
As dificuldades financeiras já haviam levado à suspensão do jornal em 2000 durante oito meses.
No início da semana passada, Matteo Renzi, atual primeiro-ministro e líder do Partido Democrático (PD), declarou que a sua formação estava empenhada a «cem por cento» em encontrar uma «solução positiva» para o «assunto que diz respeito não apenas ao passado mas também ao futuro da esquerda». Todavia, essa solução não surgiu e o jornal fechou.
Ainda que seguindo a linha social-democrata do PD, o L’Unità era um dos poucos títulos que privilegiava o tratamento das questões sociais e as causas do movimento sindical.
«O L’Unitá é o diário que, mais do que qualquer outro, relatou a história e se identificou com os trabalhadores e o seu trabalho», salientou Susanna Camusso, líder da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), num comunicado em que pediu a intervenção do PD.
Apesar de todos os apelos, são os próprios jornalistas, que trabalharam durante três meses sem receber salários, que acusam o principal partido da esquerda italiana de os ter abandonado, malgrado as esperanças que alimentou. «Os trabalhadores ficaram sozinhos defendendo uma publicação histórica», afirmou o comité de redação.


O PODER DA CHINA NA EUROPA

Chineses investem na Itália
O governo italiano anunciou, dia 31, a venda de 35 por cento da empresa CDP Reti ao grupo chinês State Grid Corporation (SGC) por 2.1 bilhões de euros.
A CDP Reti é detida a cem por cento pelo banco CDP (Cassa Depositi e Prestiti), no qual o Estado detém uma participação de 80 por cento, através do Ministério da Economia e Finanças.
Com a entrada na CDP Reti, os investidores chineses passam a controlar parte da distribuidora de gás Snam, bem como da eléctrica Terna, ambas participadas em 30 por cento pelo banco público.
O executivo italiano declarou que esta operação irá apoiar «a economia nacional», salientando que se trata «do investimento mais importante feito até hoje por uma empresa chinesa em Itália e um dos mais importantes da Europa».
O acordo foi assinado no Palazzo Chigi, sede da presidência do governo italiano, na presença do primeiro-ministro, Matteo Renzi, revelou o governo transalpino em comunicado.

OBAMA, O PREMIO NOBEL DA PAZ, DEVOLVE PARA TRAFICANTES

Crianças sendo mandadas para traficantes

A repatriação de 57 mil menores levados para os EUA sem acompanhamento parental preocupa o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos
para quem «a expulsão não deve ocorrer se a proteção [das crianças] não estiver garantida nos países de origem», e é urgente «atacar as causas da crise» e punir o tráfico de seres humanos.
A denúncia foi feita a semana passada, justamente quando o governo norte-americano anunciou que prepara legislação para acelerar os processos de expulsão de milhares de crianças, na sua maioria oriundas de El Salvador, Guatemala e Honduras.

PROJETO AMERICANO PARA DESESTABIZAR CUBA FOI DESCOBERTO E OS TERRORISTAS FORAM PRESOS



Jovens latino-americanos foram contratados para recrutarem «opositores» em Cuba e promoverem ações de desestabilização. 
O projeto financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) foi revelado a semana passada pela agência AP, que assinala que a iniciativa esteve para ser cancelada quando um dos operacionais da USAID, Alan Gross, foi detido e condenado pelas autoridades de Havana.


Entre outros projetos, os envolvidos fundaram um escritorio para a prevenção do VIH que consideravam, de acordo com informações obtidas pela agência noticiosa, a «desculpa perfeita» para encobrirem as suas atividades. Procuraram ainda integrantes de um grupo de criação artística cubano chamado Revolução. Um dos seus membros declarou, entretanto, que desconhecia que os costa-riquenhos que os contactaram eram pagos pela USAID.

MAIS DE MIL PESSOAS MORTAS BOMBARDEADAS PELOS NAZISTAS ALIADOS DE OBAMA EM KIEV

Crise na Ucrânia
Insistência na guerra
EUA e UE continuam a usar a Ucrânia, onde a ofensiva da junta fascista prossegue com apoio crescente do imperialismo, para aprofundarem o cerco e provocação à Rússia.
O mais recente episódio da escalada político-militar foi uma entrevista na qual o secretário-geral da NATO justificou a preparação de «novos planos de defesa» na Europa com o que considerou ser uma «agressão russa» à Ucrânia. Ao jornal francês Midi Libre, Anders Fogh Rasmussen defendeu igualmente que os países-membro da Aliança Atlântica devem aumentar os seus gastos militares.
O conteúdo das palavras do responsável não é novo nem original. Anteriormente já o primeiro-ministro britânico, David Cameron, havia defendido a redefinição do relacionamento da NATO com Moscou. É no entanto de realçar que as declarações de Rasmussen confirmam o propósito de avolumar a tensão entre os blocos imperialistas e a Rússia.
Ao jornal gaulês, o secretário-geral da NATO repetiu argumentos da guerra informativa a propósito da queda do avião das linhas aéreas malaias. Responsabilizou «os separatistas, apoiados pelos russos», falou num conjunto de informações seguras que confirmam a narrativa de Kiev e Washington, mas não apresentou qualquer fato ou provas credíveis.
O Kremlin, pelo contrário, entregou recentemente à ONU e à OSCE alguns dos irrefutaveis dados que possui sobre o despenhamento do MH17 – entre os quais o posicionamento exato de lançadores de mísseis terra-ar ucranianos na região no dia da tragédia –, e na segunda-feira, 4, estranhou que a NATO demonstre desinteresse pela investigação imparcial ao sucedido. Para mais, o Ministério da Defesa da Rússia já demonstrou serem falsas as imagens apresentadas por Kiev para «atestar» o envolvimento de Moscou no «crime de guerra» supostamente cometido pelas milícias do Leste da Ucrânia.
Rasmussen referiu ainda os alegados obstáculos colocados pelos antifascistas à deslocação da equipa de investigadores australianos, holandeses e malaios ao local da tragédia. A verdade é que, no domingo, 3, estes realizaram pesquisas pelo terceiro dia consecutivo no terreno, acompanhados por membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e só não o fizeram mais cedo porque nas últimas duas semanas o exército ucraniano tem fustigado a área com bombardeamentos.

Escalada perigosa

A entrevista do secretário-geral da NATO também surge quando os EUA acusam a Rússia de violação do Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermédio, subscrito em 1987 com a então União Soviética. Acusação que a Rússia nega e devolve, notando que os testes efetuados pelo Pentágono a propósito do escudo anti-míssil e o fabrico e uso de aviões não-tripulados contrariam aquele acordo de não-proliferação.
O clima de autêntica «guerra fria» que a entrevista de Rasmussen sintetiza e cuja escalada comporta graves perigos para a humanidade, traduz-se ainda no endurecimento das sanções económicas norte-americanas e da UE à Rússia, concretizado a semana passada, e no recrudescimento da campanha militar levada a cabo por Kiev com o apoio do imperialismo.
A junta fascista ucraniana pretende fazer capitular os antigolpistas em Donetsk e Lugansk, cidades sitiadas, sujeitas a intensos bombardeamentos e onde a degradação das condições de vida é crescente. As Nações Unidas calculam que 1129 pessoas já tenham morrido e que pelo menos 3500 tenham ficado feridas desde Abril, quando os golpistas lançaram a ofensiva. 

A ONU atribui aos bombardeamentos de áreas residenciais o aumento do número de vítimas civis e a Cruz Vermelha russa fala em desastre humanitário. O ataque à cidade de Gorlovka, na região de Donetsk, entre 27 e 29 de Julho, e a calamidade que se prevê que se abata sobre Lugansk, onde o fornecimento de água e electricidade estão em causa e escasseiam a comida e os combustíveis, ilustram a situação dramática.
O governo golpista insiste, porém, na guerra e goza do apoio imperialista no crime. Na semana passada, a UE levantou o embargo à venda de armas à Ucrânia. Os EUA anunciaram um pacote de 19 milhões de dólares para treinar a Guarda Nacional nazi-fascista e outros oito milhões para adestrar as forças de fronteira ucranianas.   Moscou protestou reiterando a necessidade de um cessar-fogo que abra caminho à resolução pacífica do conflito e lembrando que o fornecimento de armas e equipamento agravará as constantes provocações fronteiriças a que a Rússia tem sido sujeita – o que, aliás, foi comprovado durante o fim-de-semana, por jornalistas e observadores da OSCE no posto de Gukovo, região de Lugansk.
Na sexta-feira, a NATO confirmou e depois desmentiu noticias avançadas por meios de comunicação norte-americanos e alemães indicando que a Ucrânia teria já usado mísseis balísticos na região de Donetsk. As informações mais recentes indicam que poderosos lançadores de mísseis continuam a ser colocados em redor de Donetsk e que Kiev intimou a população a abandonar as zonas «rebeldes». Um banho de sangue terá consequências imprevisíveis.

SABESP ATENDE O LUCRO DOS ACIONISTAS DA BOLSA DE NOVA YORK - QUE SE DANE A PURIFICAÇÃO DA AGUA E SANEAMENTO BÁSICO


O setor de saneamento entrou na década de 90 estruturado em uma conformação híbrida. 
A partir de 1995, porém, com a ascensão do PSDB, tendo o Fernando Henrique Cardoso à presidência e a promulgação da Lei de Concessões, um novo ator entra em cena para disputar o mercado de água com os atores ligados ao aparelho do Estado: as operadoras privadas, isto é, grandes empreiteiras e principalmente empresas multinacionais. Em abril de 1995 a empresa multinacional francesa Suez-Lyonaise des Eaux, em consórcio com a brasileira CBPO, obteve a concessão para operar os serviços de saneamento da cidade de Limeira, próspero município da região de Campinas que parecia ser o primeiro de uma nova era de saneamento privado no Estado.

KIEV ORDENA O MH17 MUDAR O CURSO PARA ZONA DE GUERRA

A Malaysian Airlines confirma

Ordenaram ao MH17 que voasse sobre a zona de guerra no Leste da Ucrânia
 Malaysian Airlines MH17 Was Ordered to Fly over the East Ukraine Warzone.



Sobre a questão do plano de voo (flight path) seguido pelo MH17, a Malaysian Airlines confirma que o piloto recebeu instruções da torre de controle de tráfego de Kiev para voar a uma altitude mais baixa no momento em que entrou no espaço aéreo da Ucrânia.


“O MH17 possuía um plano de voo exigindo que voasse a 35 mil pés através do espaço aéreo ucraniano. Isto está próximo da altitude “óptima”.



“Contudo, a altitude de um avião é determinado pelo controle do tráfego aéreo no terreno. Ao entrar no espaço aéreo ucraniano, o MH17 foi instruído pelo seu controle de tráfego aéreo para que voasse a 33 mil pés”.


(Para mais pormenores ver comunicados de imprensa em: www.malaysiaairlines.com/my/en/site/mh17.html )

A altitude de voo de 33 mil pés [10 km] está 1000 pés [305 m] acima do limite (ver imagem abaixo). A exigência das autoridades ucranianas de controle de tráfego aéreo foi implementada.

Em relação ao plano de voo do MH17, a Malaysian Airlines confirma que seguiu as regras estabelecidas pelo Eurocontrol e pela International Civil Aviation Authority (ICAO) (negritos acrescentados):

Gostaria de mencionar comentários recentes divulgados por responsáveis do Eurocontrol, o organismo que aprova planos de voo europeus sob as regras do ICAO. Segundo o Wall Street Journal, os responsáveis declararam que cerca de 400 voos comerciais, incluindo 150 voos internacionais atravessavam diariamente o Leste da Ucrânia antes do crash. Responsáveis do Eurocontrol também declararam que nos dois dias anteriores ao incidente, 75 diferentes companhias aéreas voaram a mesma rota do MH17. O plano de voo do MH17 seguia uma rota aérea importante e movimentada, como uma auto-estrada no céu. Ele seguia uma rota que fora especificada pelas autoridades internacionais da aviação, aprovada pelo Eurocontrol e utilizada por centenas de outros aviões. 
O aparelho voava à altitude estabelecida, e considerada segura, pelo controle local de tráfego aéreo. E nunca se desviou no interior daquele espaço aéreo restringido. [esta declaração da MAS é refutada por evidências recentes].
O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas, sobre o terreno, as regras de guerra foram rompidas. Num acto inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil.
A rota sobre o espaço aéreo da Ucrânia onde se verificou o incidente é habitualmente utilizada para voos da Europa para a Ásia.   Um voo de uma outra companhia aérea estava na mesma rota no momento do incidente com o MH17, assim como um certo número de outros voos de outras companhias aéreas nos dias e semanas anteriores.    O Eurocontrol mantém registos de todos os voos através do espaço aéreo europeu, incluindo aqueles através da Ucrânia.


O que esta declaração confirma é que o “plano de voo habitual” do MH17 era semelhante aos planos de voo de cerca de 150 voos internacionais diários através da Ucrânia do Leste. Segundo a Malaysian Airlines, “A rota habitual de voo [através do Mar de Azov] fora anteriormente declarada segura pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO). A International Air Transportation Association havia declarado que o espaço aéreo que o avião atravessava não estava sujeito a restrições”. 



O plano de voo aprovado está indicado nos mapas abaixo.


O plano de voo regular do MH17 (e de outros voos internacionais) ao longo de um período de dez dias antes de 17 de Julho (a data do desastre), cruzando a Ucrânia do Leste numa direcção para Sudeste é através do Mar de Azov. (ver mapa abaixo)
O plano de voo foi alterado em 17 de Julho. 

O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas sobre o terreno, as regras da guerra foram rompidas. Num ato inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil. (MAS, ibid)


Embora os registos áudio do voo MH17 tenham sido confiscados pelo governo de Kiev, a ordem para alterar o plano de voo não veio do Eurocontrol.

Será que a ordem para alterar o plano de voo veio das autoridades ucranianas? Será que o piloto recebeu instruções para mudar a rota?


Falsificações dos media britânicos:
“Vamos fazer aparecer uma tempestade” 


Reportagens dos media britânicos reconhecem que houve uma alteração no plano de voo, afirmando sem prova que foi para “evitar temporais com trovões (thunderstorms) no Sul da Ucrânia”.

O diretor de operações da MAS, Capitão Izham Ismail também refutou afirmações de que a meteorologia tempestuosa (heavy weather) levasse o MH17 a alterar seu plano de voo. “Não houve relatos do piloto a sugerir que isto fosse caso”, disse Izham. ( News Malaysia , 20/Julho/2014)


O que é significativo, contudo, é que os media ocidentais reconheceram que a alteração no plano de voo ocorreu e que a narrativa da “meteorologia tempestuosa” é uma falsificação.







Caças da Ucrânia num corredor
reservado para a aviação comercial
Image courtesy of the Russian Defense Ministry

Vale a pena notar que um caça SU-25 ucraniano equipado com mísseis R-60 ar-ar foi detectado a 5-10 km do avião da Malásia, dentro de um corredor aéreo reservado à aviação civil.








Qual foi a finalidade desta deslocação da força aérea? Estava o caça ucraniano a “escoltar” o avião da Malásia numa direcção vinda do Norte rumo à zona de guerra?

Então, o que poderia ter acontecido se nao foi derrubado por um míssil?

Rússia publicou recentemente as gravações de radar, que confirmam pelo menos um ucraniano SU-25 em estreita proximidade com MH17. Isto corresponde com a afirmação do agora faltando controlador espanhol 'Carlos' que tem visto dois aviões de combate ucraniano nas imediações da MH17.



Clique para ampliar a imagem
Se considerarmos agora o armamento de uma típica SU-25 aprendemos o seguinte: é equipado com uma arma de cano duplo de 30 mm, tipo GSH-302 / aO-17A, equipado com: uma revista de 250 rodada de anti-tanque bombas incendiárias e cartuchos lascas explosivas (dum-dum), dispostos em ordem alternada. O cockpit do MH 017 foi evidentemente alvo de disparados contra em ambos os lados: os buracos de entrada e saída são encontrados no mesmo fragmento de seu segmento de cabine!



A alteração no plano de voo do MH17 da Malaysian Airlines em 17 de Julho está indicada claramente no mapa abaixo. Ela conduz o 

MH17 sobre a zona de guerra, nomeadamente Donetsk e Lugansk.



Comparação: Plano de voo do MH17 em 16 de Julho e plano de voo do MH17 sobre a zona de guerra em 17 de Julho de 2014 


IngoGraph
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14 de julho

15 de julho

16 de julho

17 de julho
Imagens capturadas de écran de planos de voo do MH17 de 14 a 17/Julho/2014




O primeiro mapa dinâmico compara os dois planos de voo. O segundo plano de voo, que é aquele de 17 de Julho, conduz o avião sobre a zona de guerra do oblast de Donetsk na fronteira com o oblast de Lugansk.



As quatro imagens estáticas mostram capturas de écrans dos Planos de Voo do MH17 no período de 14 a 17 de Julho de 2014.

A informação transmitida por estes mapas sugere que o plano de voo foi alterado em 17 de Julho.

O MH17 foi desviado da rota normal do Sudoeste sobre o Mar de Azov para uma rota sobre o oblast de Donetsk.

Quem ordenou a alteração do plano de voo?


Apelamos à Malysian Airlines a que clarifique sua declaração oficial e pedimos a divulgação das gravações áudio entre o piloto e a torre de controle de tráfego aéreo de Kiev.

A transcrição destas gravações áudio deveria ser tornada pública.

Também deve ser confirmado: Esteve o caça ucraniano SU-25 em comunicação com o avião MH17? 

A evidência confirma que o plano de voo em 17 de Julho NÃO era o habitual plano de voo aprovado. Ele foi alterado.

A alteração não foi ordenada pelo Eurocontrol.



Quem esteve por trás deste plano de voo alterado que dirigiu o avião para dentro da zona de guerra, resultando em 298 mortes? 




Qual foi a razão para alterar o plano de voo?


O prejuízo causado à Malaysian Airlines em consequências destas duas trágicas ocorrência também deve ser considerado. A Malaysian Airlines tem altos padrões de segurança e um registo excelente.



Estes dois acidentes fazem parte de um empreendimento criminoso. Eles não resultam de negligência da parte da Malaysian Airlines, a qual enfrenta uma bancarrota potencial.


ESPANHA VAI PARAR DE COOPERAR COM O MASSACRE DE GAZA

Espanha suspende venda de
armas a Israel

O Governo espanhol decidiu suspender as autorizações de venda de armamento a Israel por causa dos ataques a Gaza. Israel e Hamas concordaram uma nova trégua no Egito.

A decisão não irá travar os negócios de armamento fechados antes de agosto e será revista pelo governo de Madrid no próximo mês. No ano passado, a venda de material bélico espanhol a Telavive foi avaliada em pouco menos de 5 milhões de euros. Um valor pequeno em comparação com outros clientes das armas espanholas, mas que disparou 87% desde o ano anterior.
2013 foi o ano com mais encomendas israelitas desde 2009, sendo o Exército o destino de 98,7% do material vendido. Mísseis, granadas, torpedos e bombas são as principais armas na lista de compras do governo de Netanyahu, que tem nos Estados Unidos o maior fornecedor e o que fornece a tecnologia de ponta aos militares israelitas.
Israel representa pouco mais de 1% das armas exportadas por Espanha, pelo que a decisão se reveste de valor sobretudo simbólico. Na semana passada, a Amnistia Internacional pediu às Nações Unidas que pusessem em marcha um embargo à venda de armas a Israel e ao Hamas, na sequência das notícias que davam conta da chegada de novos mísseis e munições norte-americanas para repor o stock israelita disparado sobre a Faixa de Gaza.
Nova trégua negociada no Egito
Depois das últimas tréguas anunciadas terem durado poucas horas, uma nova ronda de contactos teve lugar esta segunda-feira no Cairo. 
Azam al Ahmed, representante da Fatah e porta-voz da missão que juntou várias fações palestinianas, foi o primeiro a declarar que aceita um cessar-fogo de 72 horas a partir das 5h desta terça-feira. Durante o tempo que a trégua durar, o governo egípcio compromete-se a desenvolver contactos com a sua missão e o Govermo de Israel no sentido de "parar a agressão e acabar o bloqueio a Gaza", espera o dirigente da Fatah.
Do lado israelita ainda não houve uma reação oficial, mas o Canal 10 assegura que a trégua tem o acordo de Netanyahu e do seu ministro da Defesa. O mesmo canal anunciou que as tropas israelitas terminaram na noite de segunda-feira a destruição de todos os túneis que haviam descoberto até ao momento, abrindo a possibilidade de uma retirada das tropas nos próximos dias.

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