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EUA DA APOIO TOTAL AS GUERRAS

EUA são os maiores 
vendedores de armas
Os Estados Unidos são os maiores vendedores de armamento e serviços militares à escala mundial. Num negócio que movimenta mais de 400 mil milhões de dólares anuais, empresas norte-americanas detêm uma quota de 54% das vendas.
Dados relativos a 2014, agora divulgados pelo Instituto Internacional de Estocolmo de Pesquisa para a Paz (SIPRI), indicam que aos EUA e seus principais parceiros da Europa Ocidental cabe em conjunto uma fatia de 80% do mercado armamentista. Juntando a estes dois blocos capitalistas três aliados de Washington, o Japão e a Coreia do Sul, na Ásia, e Israel, no Médio Oriente, a percentagem sobe: essas potências capitalistas são hoje responsáveis por 86 por cento do comércio de armas, que fomenta o belicismo e alimenta as guerras por todo o planeta.
A lista das 100 primeiras empresas do setor, elaborada pelo instituto sueco, é encabeçada pela corporação norte-americana Lockheed Martin, que embolsou no ano passado 38 mil milhões de dólares de contratos. Produz por exemplo os aviões de combate F-16 comprados recentemente pelo Egito e pelo Marrocos e os F-22 utilizados pela NATO em 2011 nos bombardeamentos à Líbia que conduziram ao derrube de Muammar Kadhafi.
No top 100 do SIPRI, que não inclui empresas da China, alegadamente por falta de dados fiáveis, seguem-se a norte-americana Boeing e a britânica BAE Systems, esta especializada na construção de aviões de caça, submarinos nucleares e porta-aviões, «brinquedos» só para os mais ricos.
Nas 15 principais empresas vendedoras de armas e serviços militares figuram, além de várias outras norte-americanas, a franco-alemã Airbus (na 7.ª posição), a italiana Finmeccanica (9.ª), a francesa Thalès (12.ª) e três russas – Almaz Antey (11.ª), United Aircraft (14.ª) e United Shipbuilding (15.ª). De acordo com o Instituto Internacional de Estocolmo, entre 2013 e 2014 o volume de negócios das principais empresas de armamento russas aumentou quase 50 por cento, beneficiando sobretudo do reforço do investimento na defesa decidido por Moscou.
No ranking dos países que mais vendem armas e serviços militares – aviões, helicópteros, drones, mísseis e blindados mas também sistemas de vigilância, de informações e de comunicações e treino de pessoal – seguem-se, depois dos EUA, com 54,3% do total, a Grã-Bretanha (10,4%), a Rússia (10,2%), a França (5,6%), o consórcio europeu Airbus (3,8%), a Itália (3%), o Japão (2,3%), Israel (1,9%), a Coreia do Sul (1,7%), a Alemanha (1,6%) e a Índia (1,2%).


Contra as Guerras


No comércio mundial de armas, apesar de uma ligeira baixa das vendas globais – menos 3,4% em relação a 2013 –, regista-se um peso crescente dos países emergentes como o Brasil, a Coreia do Sul, a Índia, Singapura e a Turquia. E, provavelmente, da China, que neste setor tem relações com uns 20 países africanos.
Sem surpresa, nenhuma empresa africana faz parte das 100 vendedoras de armas elencadas pelo Instituto de Estocolmo.
O fabrico de armamento na África continua a ser mínimo. Apenas a África do Sul, com helicópteros de transporte e de ataque, veículos de transporte de tropas e espingardas de assalto, e a Etiópia e o Egito, sobretudo com armas ligeiras, dispõem de uma produção local com alguma dimensão. Na Nigéria, conta a revista Jeune Afrique, o recém-eleito presidente Muhammadu Buhari, após ter sido empossado, encarregou em meados deste ano o novo governo de lançar uma «modesta» indústria de fabrição de armas.
Os estados africanos são pois forçados a continuar a recorrer a empresas e governos de outros países para equipar e treinar os seus exércitos. Prolongam assim a dependência militar, economica e política em relação ao imperialismo, que não desiste do projeto imperialista de recolonizar a África.
Isto, quando no continente, apesar dos inegáveis avanços, persiste uma situação colonial no Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos. Quando se repetem as intervenções militares estrangeiras, desde a Líbia ao Mali passando pela República Centro Africana. Quando prossegue uma guerra civil devastadora no Sudão do Sul. Quando existem bases militares e tropas estrangeiras, sobretudo dos EUA e da França, e contingentes das Nações Unidas e da União Africana em diversos países, do Mali à Somália, do Sudão à República Democrática do Congo. Quando, da costa Oeste à costa Leste, bandos armados espalham o terror e a instabilidade.
Repudiando guerras e divisões, os trabalhadores e os povos africanos exigem a paz e lutam nos seus países contra o atraso, a pobreza e a corrupção, na construção do desenvolvimento com menos desigualdades, rumo a sociedades libertas da exploração.

Europa mostra o povo na rua defendendo democracia

Brasil combate golpe



Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se fez ontem uma semana em defesa da legalidade e contra a ilegal tentativa de afastamento da presidente eleita do Brasil.
Para os organizadores do protesto, em causa na tentativa de deposição de Dilma Rousseff estão a democracia e o objectivo da direita de vingar a derrota eleitoral nas presidenciais de 2014, bem como travar e reverter algumas das conquistas económicas e sociais alcançadas pelo povo nos últimos anos.
De acordo com informações apuradas por agências internacionais, na quarta-feira, 16, ocorreram manifestações em 70 cidades de 26 dos 27 estados brasileiros, num total de mais de 200 mil pessoas nas ruas. O destaque no conjunto das mobilizações vai para a acção de massas realizada na Avenida Paulista, onde mais de 100 mil pessoas rejeitaram o golpe e exigiram a demissão de Eduardo Cunha, presidente do Congresso que aceitou o pedido de impugnação do mandato presidencial.
Para São Paulo convergiram dirigentes dos principais sindicatos e confederações laborais, partidos e movimentos e organizações que têm suportado os governos liderados por Rousseff. E foi também na cidade que estes se reuniram, sexta-feira, 18, fazendo um balanço positivo das iniciativas . Agendaram, para o próximo dia 18 de Janeiro, um plenário nacional para avaliar a conjuntura e estabelecer um calendário, em cujo deverá constar uma jornada nacional a realizar na primeira quinzena de Março de 2016.
Entretanto, o Supremo Tribunal Federal do Brasil rejeitou a comissão constituída para iniciar o processo de averiguação das alegadas razões para caçar o mandato de Dilma Rousseff, considerando inválida a seleção dos parlamentares propostos para a integrarem e a forma da sua eleição. A decisão remete o processo para a Câmara dos Deputados.
Os magistrados do Supremo reconheceram, igualmente, que o Senado tem prevalência sobre a câmara baixa do Congresso para decidir do afastamento da presidente.

CIRO GOMES: UMA AULA MAGNA SOBRE A SUA VIDA

APRENDA PORQUE VOCÊ DEVE ACABAR COM O CAPITALISMO EM APENAS UMA HORA!

EVO MORALES - A VOZ DA AMÉRICA DO SUL

Presidente boliviano intima Chefes de Estado europeus a quitarem a dívida estratosférica que a Europa possui com a América Latina.

PORTUGAL DA ALERTA DO GOLPE NO BRASIL

Alerta anti-golpe no Brasil
Partidos e organizações sociais, sindicatos e personalidades de vários quadrantes mobilizam-se em defesa da democracia e do Estado de direito no Brasil e contra a sua perversão, protagonizada no pedido de impugnação do mandato da presidente Dilma Rousseff, aceite, fez ontem uma semana, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Na segunda-feira, 7, três dezenas de reputados juristas encontraram-se com a Chefe de Estado para lhe manifestarem a sua solidariedade e darem a conhecer um manifesto encabeçado por um dos mais prestigiados especialistas em Direito Administrativo do Brasil e professor emérito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Celso de Mello. No texto, defendem que «independentemente de posições ideológicas, preferências partidárias, apoio ou não às políticas do governo federal, nós, juristas, advogados, professores universitários, bacharéis e estudantes de Direito, abaixo-assinados, declaramos apoio à continuidade do governo da presidente Dilma Rousseff, até o final de seu mandato em 2018, por não haver qualquer fundamento jurídico para um impeachment».
No mesmo sentido, o governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino, eleito pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e o ex-ministro e actual membro do Partido Democrático Trabalhista, Ciro Gomes, lançaram um movimento em defesa da Constituição intitulado «Golpe nunca mais».
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) emitiu, quinta-feira, 3, um comunicado no qual denuncia «a tentativa de golpe institucional» e «reafirma o seu compromisso em defesa da democracia e do respeito pelo voto». O MST aproveita para salienta «a necessidade de o governo Dilma assumir a pauta que a elegeu em 2014 e fazer um mandato que defenda a classe trabalhadora». No mesmo dia, três centrais sindicais brasileiras – CTB, CUT e NCST, pronunciaram-se em defesa da democracia. Para anteontem estava convocada uma primeira acção com expressão de rua por parte dos movimentos sindical e de assalariados rurais.
A União Nacional de Estudantes, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil, o ex-presidente da República Lula da Silva e o escritor Fernando Morais, por seu lado, acusam Eduardo Cunha de agir por interesse pessoal. Aludem, assim, a um alegado acordo entre o presidente da Câmara dos Deputados e o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) para, em troca da aceitação do pedido de impugnação de Dilma Rousseff, assegurar que Eduardo Cunha escapa no processo para a sua destituição que corre na Comissão de Ética do parlamento.
O Partido Comunista do Brasil, que integra a coligação governamental liderada por Dilma Rousseff, em comunicado do seu Comité Central, emitido após a reunião ocorrida durante o fim-de-semana de 5 e 6 de Dezembro, também salientou a «evidente barganha» e o «total apoio» do PSDB «ao chantagista».
Dilma Rousseff, reagindo à aceitação do pedido de impugnação, garantiu que não cometeu qualquer irregularidade fiscal e, ao contrário de Eduardo Cunha e de outros implicados na investigação sobre desvio de fundos e corrupção na petrolífera estatal brasileira, não é suspeita de receber dinheiro em negócios sujos com a Petrobras, nem tem contas na Suíça.

NO DIA DO AI 5, O POVO DECRETOU O AI 100! AI!? SEM POVO?!!!!!

E AI? SEM POVO?
COMO FICA O IMPITIMAM?

DIA 16/12 TODO MUNDO NA TRINCHEIRA DA DEMOCRACIA! #NaoVaiTerGolpe



O Partido dos Trabalhadores divulgou, nesta quarta-feira (9), uma circular de mobilização da legenda em defesa da democracia, do mandato da presidenta Dilma Rousseff e contra o golpe.

COM GUARDA CHUVA E COM CRACHÁ, VENCEREMOS!

EITA CABRAS DISGRAMADOS!
O INESQUECÍVEL DIALOGO ARREMETIDO POR DOIS CABRAS DA PESTE ARRETADOS NA FAZENDA ANJICOS, JUNTO AOS SANTOS DE GUARDA DE LAMPIÃO E MARIA BUNITA

AUMENTA O NEO-FASCIMO NORTE-AMERICANO

MAIS UM ASSASSINATO

A morte de mais um jovem negro às mãos da polícia provocou uma nova onda de revolta e protestos em várias cidades norte-americanas, particularmente em Minneapolis, onde Jamar Clark, de 24 anos, foi baleado, em 15 de novembro, pelas autoridades, que o consideraram suspeito de um assalto.
A polícia alega que disparou sobre Clark porque este interferiu com a ação de paramédicos chamados ao local para assistir uma das vítimas do suposto assalto, o que, a ser verdade, indicaria que o jovem «suspeito» permaneceu estranhamente dando bobeira no local do crime.
Em todo o caso, atingir um indivíduo na cabeça sem que isso tenha sido importante colocar no BO, até ao momento, conduta violenta com perigo de vida para terceiros por parte daquele, é uma ação que configura abuso de autoridade, justamente o que está na base da investigação federal entretanto desencadeada, merecendo o apoio do movimento Black Lives Matter. 
A presidente da Câmara Municipal, Betsy Hodges, por seu lado, reclama «todas as ferramentas» à disposição das autoridades locais para encetar um apuramento paralelo.

Segundo cálculos avançados pelo The Guardian, durante este ano já foram assassinados às mãos da polícia norte-americana mil indivíduos: 884 baleados, 47 sujeitos a choque eléctrico, 33 atropelados e 36 em circunstâncias diversas sob custódia.

SUPLICY DEBATE A QUESTÃO DO NEGRO NA SUBPREFEITURA DE SANTANA/TUCURUVI

O Secretário de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, compareceu à Subprefeitura de Santana/Tucureuvi para participar de uma roda de conversa sobre consciência negra, direitos humanos e cidadania.

RUSSIA RESPONSABILIZA OS IMPERIALISTAS ALIADOS DO TERRORISTAS

Guerra na Síria e terrorismo
Putin responsabiliza potências ocidentais

Os presidentes da Rússia e da Síria colocaram o «dedo na ferida» ao acusarem as potências ocidentais de serem cúmplices das atrocidades do autoproclamado Estado Islâmic.

O presidente russo denunciou, na Cúpula do G20 que decorreu no passado fim-de-semana na Turquia, que os grupos terroristas que operam na Síria, de entre os quais emergiu o Estado Islâmico (EI), são suportados por cerca de 40 países, alguns presentes naquele fórum. Putin defendeu uma ação concertada aos vários níveis – troca de informações, definição de alvos e aliados no terreno, coordenação de ações militares, corte do financiamento aos grupos terroristas na fronteira turca, quer o «direto» quer aquele que o EI obtém com o contrabando do petróleo (que se estima que renda cerca de 1,5 milhões de dólares por dia), etc. –, cuja urgência, realçou ainda, ficou sublinhada pelos trágicos acontecimentos de Paris. 
A Cúpula dos G20 iniciou horas depois de um atentado reclamado pelo EI ter ceifado, sexta-feira, 13, em Paris, a vida a 130 pessoas e deixado cerca de 400 outras feridas, 99 das quais em estado grave. Na quinta-feira, 12, um outro atentado do EI matou 44 pessoas num bairro no Sul de Beirute, no Líbano. Entretanto, as autoridades russas confirmaram que o derrube do avião russo na província do Sinai, Egito, a 31 de Outubro, que provocou a morte a 224 pessoas e foi também reivindicado pelo EI, se deveu à explosão de uma bomba a bordo.


REALIDADE


Alguns esqueceram que os EUA e a Turquia, a Arábia Saudita, o Catar e outros estados do Golfo Pérsico têm abertamente apoiado (designadamente com treino, fornecimento de armas, mantimentos, assistência médica, livre trânsito e dinheiro) o que consideram ser a «oposição moderada síria», isto apesar de ignorarem que o Pentágono indica, pelo menos desde 2012, que os grupos armados são compostos por todo o tipo de extremistas, e de as vários serviços secretos ocidentais admitirem a presença de mercenários de dezenas de nacionalidades a venda no territorio.
O sustento prestado por Washington à Frente Al-Nusra também é um fato, servindo de exemplo o fornecimento de veículos de fabrico japonês que, posteriormente, foram parar às mãos do EI. Ou ainda o caso dos SUVs como aquelas que se observam em imagens difundidas nos últimos dias mostrando uma caravana do EI em trânsito na Síria sob escolta de um... helicóptero dos EUA.
Às mãos do EI têm ido parar, também, toneladas de material militar lançado por aviões norte-americanos no Iraque, vêm denunciando com insistência as autoridades de Bagdad, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que a França, os EUA e o Irã foram avisados de que estariam entre os alvos imediatos do terrorismo do EI.
Condenando o atentado em Paris, o presidente sírio denunciou que a política francesa no Médio Oriente, e em particular quanto ao EI na Síria e no Iraque, contribuiu para a expansão do terrorismo. «Os atentados terroristas que visaram a capital francesa não podem ser separados do que aconteceu na capital libanesa, Beirute, e do que tem acontecido na Síria nos últimos cinco anos», frisou Bashar Al-Assad.
No final de Setembro, Assad solicitou auxílio russo para combater os grupos de mercenários na Síria. A intervenção aérea de Moscou, segundo dados do Kremlin, já atingiu cerca de 900 alvos e posições do EI e outros grupos jihadistas, permitiu libertar dezenas de cidades e regiões inteiras, recuperar pontos militares estratégicos e provocar a debandada de inúmeros combatentes para a fronteira turca, num total agregado de destruição de 40 por cento da capacidade do EI no território. Algo que a suposta ofensiva da chamada coligação internacional, que inclui os EUA, a França e a Grã-Bretanha, NUNCA HAVIA logrado em meses e meses de alegados bombardeamentos cirúrgicos e intensos.