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AUMENTA A POSSIBILIDADE DE RADIOTIVIDADE NO PRODUTOS JAPONESES

Chuva afeta central de Fukushima
Mais 1130 toneladas de água com baixo teor de radioatividade foram lançadas ao mar na terça-feira, 17, com receio de que as fortes chuvas provocadas pelo tufão Man-yi agravassem a acumulação de água contaminada na central de Fukushima, revelou o operador daquela central nuclear do Japão. 
Foram já lançadas ao Oceano Pacífico um total de 8,85 becqueréis (unidade de medida do sistema internacional para a radioactividade) de água contaminada da chuva acumulada em volta dos tanques de armazenamento da central, refere a Tokio Electric Power (TEPCO). Ainda segundo a TEPCO a água drenada continha vários elementos tóxicos e índices radioactivos inferiores aos limites (menos de 30 becqueréis). Recorda-se que a central de Fukushima foi atingida por um terremoto de 9.0 na escala de Richter e por um tsunami a 11 de Março de 2011, o que causou a pior crise nuclear do século.

USA NÃO PERMITIU AERONAVE PRESIDENCIAL VENEZUELANA SOBREVOAR ESPAÇO AÉREO AMERICANO

Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, informou que o governo dos EUA negou permissão da aeronave presidencial venezuelana sobrevoar o espaço aéreo de Porto Rico.
A decisão foi tomada quando o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, estava embarcando para a China, onde vai realizar uma visita de trabalho, cujo principal objetivo é fortalecer a relação estratégica entre os dois países e monitorar as várias áreas de cooperação bilateral, prevista para 21 e 22 de Setembro próximo.

GOVERNADOR IRRESPONSÁVEL DE SÃO PAULO AUTORIZOU (EM 2003) A CONSTRUIÇÃO DA USP LESTE EM TERRENO CONTAMINADO

Terreno contaminado da USP Leste: Quatro mil pessoas passam pela USP Leste diariamente. O campus foi construído em um terreno onde funcionou um aterro de lixo orgânico. Com o tempo, o material se decompõe e começa a emitir gás metano, que é tóxico e explosivo.
A Cetesb informou que o problema da contaminação se concentra no subsolo. Por esse motivo, há restrições ao uso da água subterrânea e ao contato direto com o solo nas áreas que ainda serão objeto de estudos complementares, de acordo com exigências já feitas pela companhia.
A Cetesb afirmou que emitiu um auto de advertência para a universidade no começo de agosto, exigindo o cumprimento de alguns pontos da licença de operação pra sanar o problema do vazamento de gás.

RÚSSIA SALVA A SÍRIA DO ATAQUE, MAS NÃO DA GUERRA!

Russia Today apresenta as opiniões de alguns sírios que vivem em Moscou sobre a iniciativa Rússia de expor o arsenal de armas químicas sob controle internacional. Muitos deles consideram que esta iniciativa responde aos interesses de Israel e Bashar al-Assad, e não os da Síria e seu povo.

RUSSIA VAI PROTEGER A SIRIA CONTRA ATAQUES QUIMICOS ISRAELENSES

O segredo do gás israelita

Il segreto dei gas israeliani

Históricamente, foram os pesquisadores israelitas de armas químicas e biológicas que forçaram a Síria a rejeitar a Convenção interditando as armas químicas. 
É por isso que a assinatura por Damasco deste documento arrisca fazer luz sobre a existência, e eventualmente sobre a continuação, de pesquisas sobre as armas destinadas a matar unicamente as populações árabes.
A mídia ocidental parecem estupefatos da reviravolta dos Estados Unidos face à Síria. Enquanto anunciavam todos, há duas semanas, uma campanha de bombardeamentos e a queda inevitável do « regime », ficaram agora sem voz diante do recuo de Barack Obama. 
Era no entanto previsível que, como eu o escrevia nestas colunas, o envolvimento de Washington na Síria não tenha mais móbil estratégico de importância. A sua política atual é, sobretudo, guiada pelo cuidado de conservar o seu estatuto de única hiper-potência.
Levando à letra aquilo que, a princípio, não era mais que uma “boutade” (piada) de John Kerry, e propondo assim a adesão da Síria à Convenção sobre a interdição de armas químicas, Moscou satisfez a retórica de Washington, sem que aquela tenha que fazer mais uma guerra em período de crise económica. Os Estados Unidos conservam em teoria o seu estatuto, mesmo se todos vêem bem que é agora a Rússia que dirige o jogo.
As armas químicas têm dois usos : ou militar, ou para exterminar uma população. Elas foram utilizadas durente as guerras de trincheiras, da Primeira Guerra mundial à agressão iraquiana contra o Irã, mas elas não servem para nada nas guerras modernas, onde o front está sempre em mudança. Foi pois com alívio que 189 Estados assinaram a Convenção interditando-as, em 1993 : podiam assim desembaraçar-se de estoques perigosos e inúteis, cuja guarda lhes ficava onerosa.
Um segundo uso é o extermínio de populações civis, antes da colonização do seu território. Assim foi em 1935-36, A Itália fascista conquistou uma larga parte da Eritreia eliminando a sua população com gás mostarda. Nesta perspectiva colonial, de 1985 a 1994, Israel financiou secretamente as pesquisas do doutor Wouter Basson no laboratório de Roodeplaat (África do Sul). O seu aliado, o regime de apartheid, procurava aí desenvolver substâncias, químicas e sobretudo biológicas, que só eliminariam os indivíduos segundo as suas « características raciais »(sic), quer se tratasse de Palestinos em particular, e Árabes em geral, ou de pessoas de pele negra. A Comissão Verdade e Reconciliação não conseguiu determinar os resultados obtidos por este programa, nem do que lhes sucedeu. No conjunto ela mostrou a implicação neste vasto projeto secreto dos Estados Unidos e da Suiça. Ficou demonstrado que vários milhares de pessoas foram mortas como cobaias do doutor Basson.
Se se compreende as razões pelas quais nem a Síria, nem o Egipto assinaram, em 1993, a Convenção, a oportunidade oferecida a Damasco por Moscou de a subscrever atualmente é um bónus : não sómente ela põe fim à crise com os Estados Unidos e a França, mas permite-lhe também desembaraçar-se de stocks inúteis, que se tornaram cada vez mais difíceis de defender. Sendo prático, o presidente el-Assad frisou que a Síria agia a pedido da Rússia e não sob a pressão dos Estados Unidos ; uma maneira elegante de sublinhar a responsabilidade de Moscou na proteção futura do país, num eventual ataque químico israelita.
Com efeito, a colónia judia da Palestina nunca ratificou a Convenção. Esta situação poderá rápidamente tornar-se um fardo político para Telavive. Foi por isso que John Kerry para lá se dirigiu hoje, domingo, para discutir o assunto com Benjamin Netanyahu. Se o Primeiro-ministro do último Estado colonial for hábil, deverá agarrar a ocasião para anunciar que o seu país reconsiderará a questão. A menos, claro, que Wouter Basson tenha encontrado gases étnicamente seletivos e que os falcões israelitas continuem a pensar utilizá-los.

O RELATÓRIO DO COMITÊ DA ONU SOBRE O CONFLITO NA SÍRIA FOI TENDENCIOSO E PARCIAL

O relatório do Comitê Internacional da ONU foi tendencioso, parcial e com base apenas em depoimentos de fontes hostis ao governo.


O representante permanente da Síria no Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Faisal Hamwi, rejeitou o documento e esclareceu que deturparam os fatos sobre a situação interna, apoiada por declarações de fugitivos da lei ou contrária à mídia Síria.

LEGADO DE EUA - USA ABANDONOU MILHARES DE BOMBAS QUÍMICAS PELO MUNDO

Eles relatam que os EUA  abandonado em milhares Panamá de bombas químicas
    O jornal francês Le Monde publicou o mapa das armas químicas abandonadas por USA. O Panamá tem destaque impressionante nesse mapa.
    Panamá tem armas químicas em seu território, mas não por escolha, mas porque "foram abandonados por um país terceiro." Le Monde não deu o nome do terceiro país, mas os panamenhos sabem qual é esse país. Portanto este país tem dever absoluto de retirar tais armas químicas repugnantes dos territórios. Sua credibilidade moral e diplomática requer e depende dessa atitude.

    LEMBRANDO 11 DE SETEMBRO

    Chile – 40 anos
    Chile 40 Years
     
    Passaram 40 anos do golpe militar de Pinochet, que derrubou o governo da Unidad Popular (UP) e destruiu o regime democrático no Chile. O 11 de Setembro chileno continua a encerrar lições de grande importância para a luta de hoje.
    Onze anos antes da vitória eleitoral da UP havia triunfado a Revolução Cubana, que inspirou os povos mas semeou o pavor entre as classes dominantes do continente. O Chile era, em 1970, um dos poucos países latino-americanos que não vivia sob uma ditadura feroz ao serviço do imperialismo e das parasitárias oligarquias nacionais. A UP juntou, em torno dum programa transformador de características anti-imperialistas, forças políticas diversas, entre as quais o forte Partido Comunista, com grande influência entre a classe operária, e um Partido Socialista, o partido de Salvador Allende, que – coisa já então rara no continente europeu – defendia transformações sociais progressistas e opções anti-imperialistas como a nacionalização da indústria do cobre, pilar da economia chilena.
    Foi com esse programa que venceu as eleições de 4 de Setembro de 1970, com quase 37% dos votos. E foi esse programa que começou a concretizar.

    A vitória eleitoral da UP foi, desde a primeira hora, alvo de ataque feroz por parte do imperialismo e da reação chilena. Dois dias antes da sessão parlamentar que haveria de confirmar a Presidência de Allende e, numa tentativa de impedir a tomada de posse, foi assassinado o Comandante em Chefe do Exército, René Schneider. Estava dado o sinal da dura realidade que o governo da UP teve de enfrentar: atentados, o lock-out patronal do setor rodoviário (fundamental no Chile de então), os açambarcamentos para desestabilizar a economia e criar condições para o golpe militar. Apesar de tudo, as conquistas sociais introduzidas pelo governo UP reforçaram o apoio, mesmo eleitoral, dos partidos da coligação progressista.
    Sentindo-se incapazes de derrotar o processo transformador no quadro da democracia burguesa vigente, as forças políticas da oligarquia chilena (Partido Nacional e Democracia Cristã) passaram decididamente para o campo da subversão e do golpismo. A partir do quartel-geral em Washington, o movimento popular foi liquidado pela violência e pela repressão feroz.

    A experiência da UP chilena, tal como (entre muitos outros exemplos) o golpe fascista de 1936 contra o governo da Frente Popular em Espanha, a repressão feroz da resistência grega no final da II Guerra Mundial, os golpes no Irão, Guatemala ou Indonésia, nos anos 50 e 60, as guerras contra a Coreia e o Vietnam, a «estratégia da tensão» na Itália dos anos 70, os assaltos aos Centros de Trabalho e atentados a bombas  em Portugal de 1975, a subversão armada contra a Nicarágua Sandinista nos anos 80, as recentes tentativas golpistas em países como a Venezuela, Bolívia e Equador,
    confirmam que o imperialismo e as classes dominantes – por muito que encham a boca de palavras como liberdade ou democracia – não hesitam em recorrer à violência mais brutal, e mesmo a destruir as instituições que até então as serviram, quando sentem em perigo os seus privilégios e a sua dominação de classe.


    O golpe chileno não significa que os partidos comunistas e operários devam abandonar o terreno eleitoral, ou qualquer outro terreno de luta que permita fazer progredir a correlação de forças. Nem que devam propor «compromissos históricos» que abdiquem dos interesses e objetivos da classe operária e das camadas populares. Significa que é um grave erro subestimar e não se preparar para a violência criminosa de que são capazes o grande capital e o imperialismo, ou ter ilusões sobre a sua natureza. Natureza criminosa que ficou brutalmente patente no Chile, a 11 de Setembro de 1973. E que hoje ameaça todos os povos do Médio Oriente e do mundo com uma aventura militar potencialmente catastrófica.

    VISITA OFICIAL DE DILMA AOS ESTADOS UNIDOS FOI CANCELADA EM VIRTUDE DAS ESPIONAGENS AMERICANAS

    “As práticas ilegais de interceptação das comunicações e dados de cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos”.


    OBAMA ORGANIZA E APOIA O FIM DA LIBERDADE DE IMPRENSA NO EGITO

    Junta militar egípcia reprime a mídia e seus oponentes políticos

    Egyptian junta cracks down on media and political opponents

    Por Johannes Stern
    14 de setembro 2013

    Dois meses após o golpe militar de 3 de Julho, a junta egípcia, apoiada pelo governo dos Estados Unidos, continua reprimindo toda e qualquer oposição, seja ela o partido islâmico Fraternidade Muçulmana (FM), seja ela a classe trabalhadora.
    Na terça-feira (3 de setembro) um tribunal de Cairo determinou o fechamento da rede de televisão Al-Jazeera Mubasher Misr, e de mais 3 outras, Al-Yamouk, Al-Quds e Ahrar 25, sob a acusação de representarem uma ameaça à segurança nacional. O governo alegou que essas redes televisivas estão conectadas ao partido islâmico e sendo parciais em favor do presidente deposto, Mohamed Mursi. Na segunda feira (2), o tribunal ordenou o fechamento permanente da rede Salafist Al-Hafez. Também na segunda-feira, três repórteres da Al-Jazeera foram deportados pela força de segurança egípcia.
    Em uma matéria publicada na terça-feira, Repórteres Sem Fronteiras condenou a repressão contra jornalistas e profissionais da mídia atual desde o golpe. De acordo com a denúncia, as autoridades egípcias têm censurado dez canais de mídia e invadiram seis escritórios. Cinco jornalistas foram assassinados, 80 foram detidos arbitrariamente e outros 40 foram atacados por policiais ou bandidos em cooperação com as forças de segurança.
    Durante o final de semana, as forças de segurança dispersaram os protestos de âmbito nacional chamados de Coalizão Nacional de Apoio à Legitimidade da FM, matando cerca de oito manifestantes e ferindo outros 221, de acordo com números oficiais. Diante dos protestos, o Ministério Egípcio do Interior anunciou que o uso de munição letal contra os manifestantes foi em "legítima defesa".
    Nos últimos dois meses, a junta militar, liderada pelo articulador do golpe, General Abdel Fatah Al-Sisi, tem organizado massacres e prisões de centenas de manifestantes. Seif Abdel Fattah, assessor do ex-presidente Mursi e professor de ciências políticas na Universidade do Cairo, acusou a junta militar de "assassinar mais de 3 mil egípcios que não podem ser culpados de nada mais do que serem contra o golpe".
    As forças de segurança continuam a fechar o cerco na liderança da FM. Na segunda-feira, unidades especiais detiveram o ex-governador de Kafr El-Sheikh, Saad El-Husseini, em uma casa no Novo Cairo. Na terça-feira, Mostafa Issa, renomado líder da FM e ex-governador de Minya, também foi detido.
    No mesmo dia, uma corte militar egípcia sentenciou um membro da Fraternidade à prisão perpétua, enquanto outros 48 receberam penas que variam de cinco a quinze anos. Os réus são acusados de "atirar e utilizar meios violentos" contra o exército na cidade portuária de Suez no dia 14 de Agosto, o dia em que as forças militares e a Força Central de Segurança reprimiram violentamente as manifestações e protestos pacíficos em apoio ao ex-presidente Mursi por todo o Egito.
    De acordo com a agência de notícias MENA, o próprio presidente deposto, Mursi, será julgado em uma corte criminal no Cairo sob as acusações de "ter cometido atos de violência, incitando a população a cometer assassinatos e vandalismos", ao lado de outras figuras de liderança da FM, como o Guia Supremo da Fraternidade Islâmica, Mohamed al-Badie.
    No Sinai, o exército continua sua ofensiva contra o que eles chamam de "terrorismo". Na terça feira, foi reportada a morte de 8 militantes islâmicos, enquanto outros 15 ficaram feridos, em um ataque aéreo de quatro helicópteros de guerra Apache.
    O objetivo final do que a junta militar chama de "guerra contra o terrorismo" é silenciar e suprimir qualquer resistência contra a tentativa de restaurar a ditadura militar existente antes da revolução egípcia sob o governo do ex-ditador Hosni Mubarak. Ultimamente, o alvo central da junta militar tem sido a classe trabalhadora, que tem sido a força central por detrás da revolução egípcia.
    Quando o exercito atacou violentamente uma greve de 2.100 metalúrgicos na Suez Steel, no dia 12 de agosto, justificou o ataque dizendo que "islamistas" estavam por trás da greve. Um documento militar publicado no período afirmou que "elementos infiltrados" que eram "exploradores da religião" tentaram envenenar os trabalhadores "em nome da religião".
    O número de ataques a grevistas e a protestos de trabalhadores, por todo o Egito, é crescente. No dia 17 de agosto uma greve na Scimitar Petroleum Company, foi violentamente dispersada.
    Nos últimos dias, veículos militares blindados têm circulado nas proximidades da Misr Textile Company, em Mahalla, onde centenas de trabalhadores entraram em greve na última semana.
    As características antiproletárias do golpe militar foram recentemente sublinhadas pelo bilionário egípcio Naguib Sawiris, que financiou e apoiou a conspiração direitista de Tamarod, o principal mecanismo para a burguesia egípcia para criar um descontentamento massivo contra o presidente deposto Mursi e a FM, por trás dos militares. Em seu Twitter, pediu pela proibição de "manifestações e protestos por dois anos para que pudessem respirar e construir nosso país".
    Recentemente, David D. Kirkpatrick publicou um artigo no New York Times intitulado "O Egito amplia a repressão e o Significado de 'Islamista'", que nos dá um vislumbre do aparato de terror e medo que estão reinstalando no Egito.
    Kirkpatrick escreve que "Abusos policiais e acusações políticas não são novidade no Egito e não acabaram sob o governo de Morsi. Mas desde que a junta militar assumiu no último mês, muitos ativistas dizem que as autoridades estão agindo com um senso de impunidade que excede até mesmo o período anterior a 2011, nas revoltas contra Hosni Mubarak".
    Ele continua dizendo que: "O governos instaurado pelo General Abdul-Fattah el-Sisi renovaram a Era Mubarak de estado de emergência, removendo todos os direitos de proteção contra o abuso de poder da polícia. Os policiais têm se pronunciado 'vingados'. 
    Eles dizem que a alegação do novo governo de estar combatendo a violência dos islamistas corrobora o que eles sempre disseram: eram os islamistas, e não a polícia, que matavam os manifestantes antes da deposição de Mubarak."
    Kirkpatrick aponta o fato de que o termo "islamista" é utilizado para acusar qualquer pessoa que seja contra o atual regime e, particularmente, contra os trabalhadores grevistas que estão sendo rotulados como "terroristas" ou "agentes da FM".
    Os mais fervorosos apoiadores desses planos de colocar um fim em todos os protestos e greves estão entre a classe média, esquerdistas ou liberais, e suas organizações políticas. Primeiramente colaboraram com o bilionário Sawiris e a campanha Tamarod e agora estão prontos para ativamente suprimir a classe trabalhadora.
    Kamal Abu Eita, o novo ministro do trabalho e antigo líder da Federação Egípcia dos Sindicatos Independentes (EFITU), combinou sua entrada no governo apoiado pelos militares sob a condição de que os trabalhadores encerrariam suas greves e se tornariam "campeões de produção". Quando os militares puseram um fim na greve da Suez Steel, ele lançou a campanha publicitária e afirmou que a Fraternidade Muçulmana é que estava incitando as greves.
    Refletindo as aspirações da alta classe média, cujos interesses estão vinculados com os do imperialismo e do capital financeiro internacional, eles estão apoiando uma ditadura militar para se proteger da ameaça de uma revolução socialista no Egito.
    Hamdeen Sabahi, um político Nasserista e antigo candidato à presidência, disse à Reuters no último final de semana que "o General Sisi é um herói nacional por excelência, e, se ele decidir realizar eleições, seria o candidato mais popular no momento".
    O entusiasmo do meio da esquerda liberal por Sisi e pela junta militar só é comparável pelo entusiasmo dos bancos internacionais. Recentemente, Lutz Roehmeyer, um gerente de fundos Alemão do Landesbank Berlin disse à Bloomberg: "Estou confortável com esse tipo de regime militar. Nós vemos isso de tempos em tempos nos mercados emergente e geralmente servem como uma força de estabilização".

    AS ARMAS DO IMPERIALISMO

    Espionagem e neoliberalismo:

     

    principais inimigos da humanidade



    Neoliberais e imperialistas são lobos da mesma ninhada neste jogo onde os lucros são privatizados e os prejuízos são socializados. O resultado é que sempre as pessoas perdem.
    Como enfrentar a propaganda de desinformação imperialista que domina o tempo todo e, apesar das questões escandalosamente difíceis de explicar, o "mau" continua a dominar o cenário internacional e devolve a culpa sobre a vítima e não sobre o aggressor.
    A grande maioria do público americano é manipulado de tal forma que culpa Edward Snowden por crime por denunciar a violação da privacidade das pessoas, inclusive dos americanos.                                                                

    O ex-agente da CIA, recebeu asilo em Moscou e foi bem recepcionado pelo povo russo como homenagem aos serviços prestados em nome da humanidade.
    O resultado é que os EUA modifica o método de espionagem para uma forma mais "transparente" (?) Só tem desculpas mornas para outras nações. USA vai continuar a fazer o mal, enquanto desencadeia-se a montagem de uma campanha de difamação contra a Rússia por conceder asilo a Snowden.
    Mas não bastasse a maquinaria imperialista, onde a ética foi reduzida a cinzas, quatro países europeus, Portugal, Espanha, França e Itália, em uma ação violentamente subserviente aos Estados Unidos colocaram em risco até mesmo a vida do presidente boliviano Evo Morales.  


    E tudo isso acontece enquanto os Estados Unidos, em meio a uma crise que ainda não acabou, marketeia as suas políticas neoliberais já fracassadas, que só encontram resistência nas nações que constroem o socialismo. 
    Em outras palavras, neoliberal e imperialista são lobos dentro de uma ninhada neste jogo onde os lucros são privatizados e os prejuízos são socializados, com o resultado de que as pessoas sempre perdem.

    Neste sentido, devemos plantar a unidade antes da nova ofensiva neoliberal globalizante do capitalismo global, que já teve resultados desastrosos para a maioria, não para aqueles que tomam defensor de lucros e perdas aparentes. 

    Já foi dito milhares de vezes, mas você só percebe que a primeira das necessidades é inteiramente livrar do sectarismo e do dogma, porque nessa trincheira que se move ao longo de um eixo patriótico democrático-nacional-presente figuras diferentes e as forças, impensável anos atrás.

    E todos eles vão ser necessários, até o ponto que deve ser apenas na rua aqueles que estão claramente identificadas com as políticas de dominação imperialista.



    Integracionista


    O cientista político e estudioso Noam Chomsky publicou um aviso de que há alguns anos está sendo considerada por governos progressistas da América: "A armadilha da globalização exige a formação do econômico e condena os países da periferia manter ajustes severos interno para inserir os círculos financeiros globais, onde apenas grandes grupos empresariais são beneficiados. "
    Assim, o bloco integracionista deste continente lutando contra o mundo neoliberal, o mercado tornou-se uma espécie de lei de material supremo, ético e, portanto, é regido por uma guerra de todos contra todos, em que apenas sobreviver apto. Nada estranho é que os protestos contra a interferência neoliberal que tentam usurpar propriedades estatais como Petroleos Mexicanos tentam agora, para citar o exemplo mais recente.

    Isso porque não há nada avançado, não liberal, nem é livre como seus sacerdotes pregar, com o seu canto de sereia de esperança e salvação da pobreza. As corporações predatórias são predominantes e reproduzir transnacionalmente, ampliando os lucros.
    Este é um jogo onde não há cooperação, solidariedade e regras sociais. Você ganha ou você perde. Vitória indivíduos e empresas mais apto, mais competitivos. A ruptura mais fraco ou ficar desempregado.
    Não há melhor exemplo para demonstrar a falsidade do liberalismo que as intervenções do Tesouro dos EUA, o Banco Mundial eo Fundo Monetário Internacional (FMI) contra o livre mercado para os investidores globais socorrer das crises financeiras, como feito há alguns anos no México, Sudeste da Ásia, Brasil e Rússia.

    Isto é semelhante hoje à crise financeira nações européias "resgate".

    Porque não nada importa, o imperialismo vai continuar a exercer todos os tipos de espionagem, desde o mais grosseiro ao mais sofisticado, não só contra as pessoas, mas também em termos da passada investimentos e negócios, e, como todos os dias, em embalagens, seus banqueiros, executivos, investidores, especuladores e os elementos vivos da pilhagem, circulam bilhões (em transações bolsistas, moedas, títulos ou créditos) comércio desconectado e investimento produtivo direto para criar empregos.

    O objetivo é ganhar muito e rápido com um desempenho devastador. Mas eles perdem, eles não se lhes aplicam as leis do livre mercado, que tem uma maneira "eficiente" para punir a especulação arriscada, chamado falência.
    Espionagem e do neoliberalismo no serviço imperial, grandes inimigos da humanidade.


    PERDEMOS UMA IMPORTANTE REFERÊNCIA INTELECTUAL - O COMPANHEIRO LUIZ GUSHIKEN


    Bancário e sindicalista em de São Paulo, Gushiken foi fundador do PT e um dos organizadores da CUT.
    Filho de imigrantes japoneses, de família humilde e numerosa – sete filhos – nasceu em 1950, na cidade de Oswaldo Cruz, no interior de São Paulo.
    Ao chegar em São Paulo, no final da década de 60, Gushiken ingressou na escola de administração de empresas da Fundação Getúlio Vargas. Também estudou filosofia na USP.
    Com 19, ingressou no BANESPA, banco do estado de São Paulo. A essa altura, já estava imerso na luta sindical e contra a ditadura.

    NOBEL DA PAZ LUTA PELO DIREITO DE FAZER GUERRA

    Racionalidade ocidental

    Western rationality
     
    Se vocês gostaram do incidente do golfo de Tonquim e da guerra do Vietname, das incubadoras kuwaitianas e da primeira guerra do Golfo, do massacre de Racak e da guerra do Kosovo, das armas de destruição em massa iraquianas e da segunda guerra do Golfo, das ameaças sobre Bengazi e da guerra da Líbia, ireis adorar o gaseamento de civis em Ghouta e o bombardeamento da Síria.
    Numa nota difundida pela Casa Branca, o diretor dos serviços de inteligência dos EUA afirma que 1429 pessoas foram mortas aquando de um ataque químico massivo sobre uma dezena de localidades, a 21 de Agosto [1].
    Os serviços secretos franceses não puderam proceder, no local, a um balanço das vítimas, assegura uma nota difundida pelo ministério francês da Defesa [2]. Entretanto, eles viram 281 em vídeos, enquanto que a organização « não-governamental » francesa, Médicos sem fronteiras, contou, no caso, e à sua conta 355 em hospitais.
    Os serviços de informação aliados referem-se todos aos vídeos. Assim o chefe dos serviços de espionagem dos EUA coletou uma centena no YouTube, enquanto o ministério francês da Defesa não encontrou lá mais que 47. Washington e Paris consideram-no todos como autênticos.
    Ora, acontece que alguns de entre eles foram postados às 7h00 da manhã, hora de Damasco (o que explica que fossem datados de 20 de Agosto pelo YouTube, que está situado na Califórnia), mas com um sol quase no zénite, o que implica que eles foram gravados de véspera [3].
    Todos os observadores notaram forte proporção de crianças entre as vítimas. O Estados Unidos contaram nesta 426, ou seja mais de um terço. Certo, mas nem os serviços secretos americanos, nem os homólogos franceses, se preocuparam em verificar porque tinham quase todos a mesma idade, e porque estavam sós sem família para os chorar.
    Mais estranho ainda, o gás teria matado as crianças e homens adultos, mas teria poupado as mulheres.
    A ampla difusão, através dos canais de satélite, das imagens das vítimas permitiu às famílias alauítas dos arredores de Lattaquié reconhecer as suas crianças, raptadas duas semanas antes pelos «rebeldes». Elas apresentaram de imediato queixa por assassínio junto da Justiça síria, mas os serviços de informação americanos, britânicos e franceses não conseguem saber nada disto, porque os seus satélites não conseguem ler a imprensa síria.
    Americanos, Britânicos e Franceses concordam em dizer que as vítimas foram mortas por um gaz neurotóxico, que poderia ser sarin ou conteria sarin. Eles afirmaram basear-se nas suas próprias análises realizadas nos seus laboratórios, em amostras recolhidas por cada um dos seus serviços secretos. No entanto, os inspectores da Onu, vindos ao local recolher outras amostras, só poderão dar o seu veredito dentro de uns 10 dias. Com efeito, as análises feitas pelos Americanos, Britânicos e Franceses são estranhas para o mundo da comunidade científica, para quem a avaliação das amostras necessita de um prazo muito mais longo.
    Se está claro que as crianças morreram por intoxicação química, não e de todo certo que elas tenham sido gazeadas. Os vídeos que as mostram agonizantes permitem ver uma baba branca, enquanto o sarin provoca uma de cor amarela.
    As três grandes potências ocidentais acordaram igualmente em atribuir a responsabilidade deste acontecimento, de importância variável, ao exército árabe sírio. O direcor do serviço de espionagem dos EUA precisa que os seus serviços observaram militares sírios, durante os quatro dias precedentes, misturando os componentes químicos. Os Britânicos asseguram que não foi aqui que o exército árabe sírio realizou o seu primeiro ensaio, uma vez que já havia utilizado gaz em 14 ocasiões desde 2012 [4].
    As revelações dos serviços norte- americanos, britânicos e franceses são corroborados por uma intercepção telefónica. Um alto funcionário da Defesa síria teria telefonado, em pânico, ao chefe da unidade de gaz químico à propósito do massacre. Todavia esta intercepção não foi realizada pelos Americanos, Britânicos ou Franceses, mas ter-lhes-á sido fornecida pela unidade 8200 da Mossad israelita.
    Em resumo, os serviços secretos americanos, britânicos e franceses estão 100 % seguros que o exército árabe sírio gazeou um numero indeterminado de civis : para isso terá utilizado uma nova espécie de velho gaz sarin que não atinge as mulheres. Os Estados Unidos vigiaram durante quatro dias a preparação do crime sem intervir.
    A sinfonia da utilização é que este gaz mágico matou crianças, que haviam sido raptadas pelos jihadistas duas semanas antes, a mais de 200 quilómetros de lá. Os acontecimentos tornam-se conhecidos graças a filmes autênticos rodados, e por vezes postados, de avanço no YouTube. E, são confirmados por uma intercepção telefónica realizada pelo inimigo israelita. Como se trataria da décima-quinta operação deste tipo, o « regime » teria ultrapassado uma « linha vermelha » e deverá ser «punido» por bombardeamentos que o privem dos seus meios de defesa.
    Em direito internacional a propaganda de guerra é o crime mais grave, porque torna todos os outros crimes possíveis.

    [1] “US Government Assessment of the Syrian Government’s Use of Chemical Weapons on August 21, 2013” (em Inglês- Avaliação pelo Governo dos EU do uso de Armas Químicas pelo Governo Sírio - ndT), Voltaire Network, 30 de Agosto de 2013.
    [2] «Synthèse du Renseignement français sur l’attaque chimique du 21 août 2013»( em Francês – Síntese da inteligência francesa sobre o ataque químico de 21 de Agosto - ndT), Réseau Voltaire, 2 de Setembro de 2013.
    [3] «A propósito dos vídeos do massacre de 21 de Agosto», Rede Voltaire, 31 de Agosto de 2013.
    [4] “Letter From the Chairman of the UK Joint Intelligence Committee on Syria”, Voltaire Network, 29 August 2013.

    PROGRAMA DA FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO - ZÉ DIRCEU COMENTA O PAPEL DA ESQUERDA NO MUNDO

    Dirceu participou da entrevistaFPA. Acompanhe aqui  parte do excelente programa da tevêFPA.

    24 DE SETEMBRO A AFRICA COMEMORA A DERROTA DO COLONIALISMO EUROPEU

    Um Estado nascido na luta

    Os patriotas da Guiné-Bissau vão comemorar o 40.º aniversário do nascimento da sua República com orgulho e empenhados em libertar-se da ditadura militar e retomar os caminhos do progresso.
    Há quatro décadas, o surgimento do novo estado ocorreu em plena luta armada de libertação nacional conduzida pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) contra o colonialismo português.
    Para a ditadura salazarista-marcelista, em especial para o seu representante na Guiné, general António Spínola, tratou-se de uma colossal derrota política e militar que contribuiu decisivamente para o eclodir, meses depois, do 25 de Abril, a que se seguiu a revolução, a derrubada do fascismo e a derrota do sistema colonial português.
    A 24 de Setembro de 1973, às 8 horas e 55 minutos (TMG), reunida nas áreas libertadas do Boé, no Leste, a primeira Assembleia Nacional Popular guineense proclamou o nascimento do Estado da Guiné-Bissau – com uma parte do território ainda ocupada por forças estrangeiras – e elegeu Luís Cabral como president.
    A jovem República foi imediatamente reconhecida pelos países africanos, pela União Soviética e outros estados socialistas, pelos Não-Alinhados, agravando o isolamento diplomático do Portugal fascista.  Os colonialistas procuraram a todo o custo evitar a emergência do novo país africano, resultado do avanço das lutas emancipadoras dos povos da Guiné e Cabo Verde, de Angola e de Moçambique.
    Já em finais de 1970 tinham invadido militarmente e agredido a República da Guiné (Conakry) com o objetivo de liquidar a direção do PAIGC e derrubar o regime do president Sekou Touré, que apoiava os combatentes da liberdade. Essa operação, «Mar Verde», foi organizada por Spínola, chefiada por um dos seus oficiais de confiança, Alpoim Calvão, e autorizada por Marcelo Caetano.
    Mais tarde, a 20 de Janeiro de 1973, agentes dos colonialistas portugueses assassinaram Amílcar Cabral, o líder da luta emancipadora na Guiné e em Cabo Verde, e tentaram dividir e destruir o PAIGC.
    Em vão. Como o próprio Cabral previra dias antes da sua morte, numa mensagem aos combatentes: «(...) Nenhum crime, nenhuma força, nenhuma manobra ou demagogia dos criminosos agressores colonialistas portugueses será capaz de parar a marcha da História, a marcha irreversível do nosso povo africano da Guiné e Cabo Verde para a independência, a paz e o progresso verdadeiro a que tem direito».
    Os nacionalistas intensificaram a luta armada, introduziram novas armas – incluindo o míssil terra-ar soviético «Strella», que pôs fim à impunidade da aviação colonialista –, infligiram pesadas derrotas militares às tropas portuguesas, retomaram os planos para o lançamento de ações armadas em Cabo Verde.
    Spínola, derrotado política e militarmente, abandonou o cargo de governador da Guiné e retirou-se para a metrópole com os seus projetos neocoloniais.


     
    Rumo à vitória
     
    Sabe-se, hoje, que nos primeiros meses de 1974, o governo fascista ainda promoveu o envio de emissários a Inglaterra para conversar com representantes do PAIGC.
    Ao mesmo tempo que pedia aos seus aliados da OTAN e à África do Sul racista o fornecimento de novas e poderosas armas para tentar salvar o exército colonial da derrota anunciada...
    Mas já era tarde para travar a roda da História. Pouco tempo depois, a longa e heróica resistência antifascista portuguesa e o descontentamento provocado pelas guerras coloniais conduzem ao golpe militar de Abril, seguido pela Revolução dos Cravos.
    Os novos governantes portugueses estabeleceram negociações com o PAIGC – primeiro em Londres, depois em Argel – e, a 10 de Setembro de 1974, a antiga potência colonial reconheceu «de jure» a independência da República da Guiné-Bissau, nascida menos de um ano antes em plena luta armada.
    Quarenta anos volvidos, os guineenses atravessam tempos também difíceis. Passada a euforia da conquista da independência e, depois, da paz, o seu país vive hoje sob uma ditadura de generais narcotraficantes, a economia regride, a corrupção alastra, as divisões inter-étnicas são acirradas, a soberania nacional enfraquece. Inserida numa sub-região de forte influência neocolonial francesa, a Guiné-Bissau independente está em perigo.
    Mas os patriotas guineenses, inspirados na vitoriosa e exemplar luta armada de libertação nacional liderada por Amílcar Cabral e seus companheiros, saberão construir de novo a liberdade. E retomar nas mãos os caminhos da sua História, da independência, de um futuro de desenvolvimento e progresso social.